Atitude Eco – Ativismo e sustentabilidade

Ativismo, mobilização, comunicação e sustentabilidade

Monthly Archives: September 2009

Muito Alem do Cidadão Kane

Essa é um vídeo que foi produzido pela BBC há mais de 20 anos atrás e esteve proibido no Brasil durante todo esse tempo. Graças a internet, a censura virou motivo de piada e nós podemos assistir a esse documentário que fala sobre a nossa querida Rede Globo. Como o filme foi produzido em VHS há mais de 20 anos, a qualidade é péssima. O documentário tem quase duas horas.

Depois dos anos de censura, o vídeo foi comprado pela Record por apenas R$ 20 mil, lá vem treta.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Tecnologia Intuitiva e Bio-Arquitetura

O TIBA é um lugar de encontros, criado em 1987 por Rose e Johan van Lengen, voltado para a realização de uma consciência ambiental mais plena. A sede do TIBÁ fica em Bom Jardim, 150 km do Rio de Janeiro. Seu idealizador, Johan van Lengen é o autor do famoso livro “Manual do Arquiteto Descalço“, que aborda diversas técnicas de tecnologia intuitiva e bio-arquitetura. O TIBÁ ainda é composto pelo mestre da técnica de agroflorestas Ernest Götsch e também Marcelo Bueno, fundador do IPEMA (Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica).

No site você consegue ter acesso a muitas fotos dos projetos que rolam no local, alem de ter acesso aos cursos que são ministrados frequentemente. Infelizmente os cursos não são gratuitos, mas também não saem muito caro, praticamente o custo de comer e dormir bem. O único problema são os horários, que alguns acabam tomando mais de dois meses de duração.

De qualquer forma, vale conhecer o projeto desses arquitetos que veem na sua profissão uma forma de inovação e renovação das tecnologias.

desenho

Vídeo Brasileiro sobre Biodiesel – Zugzwang

Surgiu há pouco um vídeo de produção brasileira no Youtube chamado Zugzwang (compulsão ao movimento) que trata de assuntos sobre a produção de Biodiesel. O vídeo tem sete partes de menos de 10 minutos e foi muito bem produzido. Devo dizer que fiquei feliz de encontrar esse vídeo e, principalmente pelo fato dele ter sido produzido por nossos conterrâneos. Assistam ao vídeo, garanto que não vai ser tempo perdido.

Segue o link para as outras partes:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Parte 7

Buscador Agricultor

Essa é a idéia do Eco for Planet, um site de busca (igual a todos os outros), só que com um detalhe: A cada 50 mil pesquisas feitas, uma árvore é plantada.

eco

O site é novinho em “folha” e tem apenas 21 árvores plantadas. O mecanismo de busca segue o mesmo padrão do tão bem quisto Google, e de quebra dá uma ajudinha para um grupo de pessoas que estão incumbidas de fazer o plantio. O local do reflorestamento fica em Ribeirão Preto mas, se conseguirmos mobilizar um batalhão, eles logo terão que expandir sua área.

Outro detalhe é que o fundo é preto, o que supostamente reduz o gasto de energia dos monitores em até 20%. Incomoda um pouco no começo, mas logo você acostuma com a idéia e nem liga.

Eu já adicionei como mecanismo de pesquisa padrão no meu navegador.

http://www.eco4planet.com/pt/

22 de setembro, Dia Mundial Sem Carro

logodiamundialsemcarroO Dia Mundial Sem Carro teve início em 1997 na França. A idéia surgiu como uma forma de manifesto para as pessoas se conscientizarem sobre o uso excessivo de carros privados. No Brasil, o manifesto teve suas primeiras adesões em 2001, quando onze cidades brasileiras participaram da ação. As cidades que adotam o Dia Mundial Sem Carro sempre fazem uma programação saudável com caminhadas, passeios ciclísticos, debates de rua e gincanas para crianças. A idéia é deixar o carro na garagem e descobrir outras formas de se locomover. Metrô, ônibus, bicicleta, skate, patins, carrinho de supermercado, a pé.

Sites como o da Walmart estão fazendo concursos para estimular a adesão do evento, o premio só poderia ser uma bicicleta.

Para saber mais sobre a história do Dia Mundial Sem Carro ou saber quais serão os eventos que teremos em São Paulo, acessem o blog do Dia Mundial Sem Carro.

Diálogo Brasil – Japão

Diálogo Brasil – Japão, o meio ambiente e a indústria.

O Consulado Geral do Japão e a Fiesp convidam para o “Diálogo Brasil-Japão: o meio ambiente e a indústria“, no qual irão receber o palestrante especialista em meio ambiente do Japão, Prof. Kazuma Yamane.

Dia: 25 de Setembro, das 8:30 às 13h.

Local: Edifício FIESP, Av. Paulista 1313 – São Paulo.

A inscrição é gratuita, eu já fiz a minha. Acesse o site:

http://www.fiesp.com.br/newsletter/brasil_japao/ambiente.html

Green Job

Fonte: Ecodesenvolvimento

Estágio em Permacultura

Empresa: Ecocentro Ipec

Local de trabalho: Rodovia GO 338, Km 47, Fazenda Mar e Guerra – Pirinópolis – GO

Remuneração: R$ 840,00

Principais Responsabilidades:

- O novo programa do Ecocentro visa proporcionar uma vivência prática da Permacultura e do dia-a-dia do Ecocentro. Durante três semanas, o estagiário trabalhará lado a lado dos integrantes do IPEC em suas tarefas diárias.
- As áreas de atuação incluem ecologia doméstica, jardinagem ecológica, plantas funcionais, bioconstrução, agroflorestas, educação ambiental e pequenos animais. Palestras também estão agendadas para complementar o aprendizado prático.
- São três semanas de mão na massa e muito aprendizado!
- Os participantes receberão certificado de participação. No caso de estudantes, o programa está adequado e tem carga horária de 120 horas, com avaliação.

Benefícios: – Estão inclusos alojamento na vila ecoversitária em quartos de duas pessoas, três refeições diárias e custos com coordenação.
- Acesso gratuito à internet e biblioteca para estudos complementares.

Agroflorestas, a agricultura do futuro

Para nós, brasileiros, a coisa mais comum de se ver pelas terras do nosso país é a monocultura de plantas que ninguém come, como a cana de açúcar, eucalipto e soja. Sabemos que a cana é combustível, o eucalipto é madeira e a soja é alimento das vacas, essa última nós comemos.

Não é novidade para ninguém (ao menos não deveria ser) que a monocultura extensiva agride o solo e o ecossistema, causando um desequilíbrio no ambiente, o que gera mudanças climáticas e na composição do solo. Dessa forma, os agricultores usam cada vez mais fertilizantes para suprir a falta de nutrientes, o que volta a agredir o solo e, pior, o lençol freático.

Estudos de solo na Amazônia classificaram-no como arenoso, ruim, pobre. E como se explica que todas aquelas plantas possam retirar nutrientes desse solo pobre? A resposta está no sistema que as plantas criam com sua biodiversidade, nutrindo o solo com matéria orgânica, gerando um ambiente ideal para os animais, que participam da fertilização das novas plantas e ainda o controle da temperatura dentro do ambiente protegido pelas árvores. Essa biodiversidade é uma capa proteção viva para proteger a vida dos seus habitantes.

Durante os últimos anos tenho ouvido muito falar sobre um cultivo diferente, que é baseado na produção de um sistema similar ao de uma floresta para que as plantas possam se ajudar na formação de um ecossistema biodiverso ideal para o cultivo em qualquer solo brasileiro, até mesmo os mais áridos. Essa técnica, conhecida como Agroflorestação, parte do princípio de utilizar a característica de cada planta, desde grandes árvores até trepadeiras e hortaliças, para a criação de um ecossistema completo, aumentando muito a produtividade de cada metro cúbico de terra. A técnica também leva em conta a região da plantação, adotando plantas nativas ou de fácil adaptação.

Para exemplificar melhor, assistam o vídeo produzido pela TV Cultura/Repórter Eco em 2004, com Ernest Göestch, uma das autoridades no assunto.

http://www2.tvcultura.com.br/reportereco/materia.asp?materiaid=128

Quem se interessou pelo assunto e quer conhecer outros exemplos dessa prática, existe uma série de quatro vídeos de nove minutos no youtube. Aqui vou colocar o terceiro vídeo, que achei mais expositivo. Você pode encontrar a série na integra na nossa área de downloads ou acessar nossa página no youtube: http://www.youtube.com/user/atitudeco

Compostagem Caseira

Já fazem alguns meses que eu pesquiso na internet em busca de uma forma de diminuir o uso das sacolinhas plásticas para descarte de lixo, e me parece que a única forma é diminuir o lixo produzido em casa. E como diminuir o lixo produzido em casa, além da seleção dos produtos com pouca embalagem e aumento do consumo de orgânicos?

É claro que os orgânicos também deixam resíduos, que são suas embalagens (cascas, sobras), mas como diminuir ainda mais o desperdício desse lixo, que pode ser riquíssimo para suas plantas? Além do mais, quase 50% dos resíduos que vão para o lixão são restos de alimentos e, sua decomposição é responsável por produzir gás metano e o famoso “xurume”, liquido que contamina o lençol freático.

A grande maioria das pessoas tem preconceitos quanto a compostagem dado a visão que nós temos do que seria o lixo orgânico. No lixinho da cozinha sempre fica aquele mal cheiro após alguns dias, e temos a crença de que isso deve se passar também numa compostagem, o que é um equívoco. Na lixeira, a matéria fermenta por falta de composto e causa o mal cheiro. Já na compostagem, existem meios de se evitar TOTALMENTE o mal cheiro, e ainda produzir fertilizante NATUREBA para suas plantinhas. Se você não tem plantinhas, comece a pensar e pesquisar sobre como fazer uma horta em sua casa, garanto que além da economia sua qualidade de vida vai aumentar perceptivelmente.

Veja lá o vídeo explicativo de como fazer sua compostagem caseira sem o uso de minhocas. As compostagens com minhocas são mais rápidas e servem para uma grande quantidade de matéria, logo postarei um vídeo sobre a compostagem com minhocas.

Dados sobre o sistema de coleta e reciclagem Brasil

Fonte: FIESP

Dados que revelam a situação da reciclagem no país demonstram grandes avanços e, ainda maiores oportunidade de crescimento.

Segundo levantamento feito pela associação Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), a geração de lixo urbano no Brasil está em torno de 150 mil toneladas por dia. A estimativa dos órgãos de fiscalização ambiental competentes é de que cerca de 60% destes resíduos vão para os lixões. Neste ponto entra a importância da reciclagem. A pesquisa aponta que o setor movimenta hoje, no Brasil, aproximadamente 10 bilhões de reais por ano, podendo crescer em curto espaço de tempo, caso alguns gargalos sejam eliminados. Dentre eles estão a capacitação técnica; políticas fiscais e tributárias coerentes e incremento da participação popular.

Em 1994, 81 municípios faziam a coleta seletiva em escala significativa. Em 2004, este número praticamente triplicou para 237. Dois anos depois saltou para 327, e, em 2008, atingiu 405 cidades, o que representa 7% do total de municípios do País.

Papelão e alumínio apresentam os mais elevados índices relativos do país, 79,5 e 76,5% respectivamente. Dos plásticos, 21% são reciclados, o que equivale a um montante de 330 mil toneladas ao ano, trabalho executado basicamente por pequenas e médias empresas.

Para os metais ferrosos, o Brasil possui uma rede consolidada de sucateiros que alimentam algumas siderúrgicas, que em alguns casos chegam a operar com mais de 85% de matéria-prima do comércio de sucatas.

A reciclagem de pneus também tem crescido bastante nos últimos dois anos, com investimentos na área de co-processamento em fornos de cimento e reciclagem da borracha para diversos fins, como artigos utilizados na indústria automotiva e na construção civil. Os pneus pós-consumidos são reutilizados para contenção de encostas, pavimentação de estradas e projetos de engenharia em aterros sanitários.

E por último, a reciclagem de eletroeletrônicos começa a avançar. Para a linha branca (geladeiras, fogões e outros), algumas empresas estão se especializando na coleta, desmontagem e destinação final. Como estímulo, o Cempre recomenda a redução do IPI proporcional aos investimentos em projetos de logística reversa.

Com apenas 40% do lixo urbano sendo reciclado, essa indústria já atinge a casa dos 10 bilhões, número que vai crescer ainda mais com o investimento em tecnologias e redução de custo pela alta demanda da população por produtos que não agridem o meio ambiente.

Faça parte dessa força, recicle idéias!

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