Atitude Eco – Ativismo e sustentabilidade

Ativismo, mobilização, comunicação e sustentabilidade

Monthly Archives: March 2010

PV impede candidaturas de condenados pela Justiça

Fonte: Minha Marina

A Executiva Nacional do PV aprovou resolução que impede a candidatura de qualquer integrante do partido com condenação judicial definitiva (transitada em julgado). A resolução, que incorpora termos do projeto Ficha Limpa em tramitação no Congresso Nacional, foi encaminhada hoje (29) para publicação no Diário Oficial da União e é válida já para as eleições de outubro.

Para senadora Marina Silva, pré-candidata do PV à Presidência da República, a decisão demonstra coerência do partido. “Como nós trabalhamos para a aprovação do projeto Ficha Limpa no Congresso e neste blog, faz sentido que nos antecipemos já na implementação.”

Pela decisão, não serão admitidos como candidatos do PV políticos condenados, em última instância, por crimes contra a economia popular, a fé pública, a administração pública, por atos contra o patrimônio privado, o sistema financeiro, o meio ambiente, a saúde pública e contra a vida.

A resolução impede ainda candidaturas de políticos que tiveram suas contas relativas a funções públicas rejeitadas por irregularidade que configure ato de improbidade administrativa.

Na opinião do presidente nacional da legenda, o vereador paulistano José Luiz de França Penna, “para construir algo diferente do que está aí, precisamos de pessoas compromissadas com a ética”.

Cigarro é uma merda.

Acho que nem preciso me aprofundar na explicação do título, certo? Errado.

Se você pensa que as pessoas não te odeiam por fumar, se engana. Elas podem não falar, mas odeiam. Você fede, suja e de quebra dá umas queimadas nos outros. Eu mesmo tenho duas marcas feitas por gente que eu odeio.

Infelizmente, as pessoas sabem que o cigarro é uma merda e mesmo assim são consumidos cerca de 140 BILHÕES, repito, BILHÕES de cigarros por ano somente no Brasil. Provavelmente esse consumidor não sabe que a bituca demora cinco anos para se decompor, e também não deve saber que essa mesma bituca é ingerida por peixes, tartarugas, golfinhos e outros animais marinhos, levando-os a morte por asfixia.

Vamos fazer uma continha rápida: Quantos cigarros você fuma por dia? Há quanto tempo você fuma? Agora multiplique esses dois números e terá a quantidade de bitucas que você “produziu”. Observe que se você fuma a menos de cinco anos, aquele seu primeiro cigarrinho ainda está por ai, em algum lugar do oceano, ou pode até ter ido parar na barriga de um peixe, que nem sabe que o cigarro possui mais de 4700 substâncias tóxicas. Ainda bem que nós sabemos, né?

O que mais me deixa intrigado é que existem pessoas que deixam de comer carne animal e continuam fumando. E tantas outras que são super naturalistas, conscientes, E FUMAM!!!

Bom, acho que a única resposta “sensata” é que esses usuários não consideram a bituca um lixo. Para os que pensam isso, vejam o vídeo.

Quando as pessoas são questionadas sobre suas bitucas, a reação é sempre a mesma: “Mas o que eu devo fazer? Segurar a bituca até encontrar um lugar apropriado para descartá-la?”

E eu respondo: “Isso é problema seu. Se te incomoda carregar o lixo que você produz, pode ter certeza que incomoda outras pessoas.” Todo mundo precisa assumir as consequências e as responsabilidades de seus atos.

E qual porco que jogaria uma bituca de cigarro no chão da própria casa? Você não faz isso porque a casa é sua, certo? A rua também é sua. E não adianta jogar atrás da moita, ou ali no cantinho. Jogar a sujeira de baixo do tapete não funciona.

Bitucas podem ser recicladas!! Este material, quando separado, pode ser transformado em papel e tecido, deixando de sobrecarregar os aterros sanitários. Então o que você tem que fazer é jogar lixo no lixo, como sempre. Sim, você provavelmente vai ter que andar com a bituca apagada na mão até achar a lixeira mais próxima. Mas a obrigação é sua como cidadão fumante.


E não se esqueça de apagar a bituca antes de jogar no lixo. Você não quer causar um incêndio, certo?

*Vídeos produzidos pela Blues Filmes

Ecologia como auto-ajuda

Fonte: Superinteressante

Até comparecer a um jantar no fim de 2004, Adam Werbach era o rosto mais emblemático do movimento ambientalista americano: jovem, cheio de energia e radical. Até que, diante de 250 dos mais importantes ambientalistas dos EUA, ele fez um discurso de 31 páginas que deixou parte da platéia boquiaberta. “Quem acha que nosso trabalho é proteger ‘coisas’, como parques e árvores não entende nada”, disse. “Que tal pararmos de tratar o aquecimento global como problema ambiental e falarmos de suas oportunidades econômicas?”

Werbach considera que o discurso foi um marco do amadurecimento de Werbach – para a maioria da audiência, porém, foi o dia em que ele virou a casaca. Não que tenha se distanciado demais dos amigos – ainda é um dos 6 conselheiros mundiais do Greenpeace. Mas agora prefere agir a seu modo: trabalha junto de megacorporações, justamente as mais poluidoras, como o Wal-Mart. Para ele, em vez de propor taxas e multas pela emissão de carbono, o melhor é tentar mudar hábitos de quem trabalha nessas empresas. Em entrevista à super, ele afirma que o caminho para a felicidade pessoal passa pelo cuidado ecológico. Uma espécie de auto-ajuda ambiental.

Por que você resolveu sair do ambientalismo tradicional para trabalhar numa megacorporação como o Wal-Mart?

O Wal-Mart colocou para si mesmo ambiciosos objetivos sustentáveis – usar 100% de energia renovável, tratar todo o lixo, vender mais produtos verdes. A única maneira de tornar isso realidade é fazer com que todas as pessoas que trabalham na empresa se sintam parte da missão. Eu achei que poderia ajudá-los. O que fazemos é desenvolver para cada funcionário um “Projeto de Sustentabilidade Pessoal” (PSP) onde cada um, se quiser, tem uma chance de realizar práticas mais sustentáveis.

Entre esses objetivos pessoais a que você se refere estão parar de fumar, reduzir o peso… O que isso tem a ver com o ambiente?

Para a maioria das pessoas, quando você fala de sustentabilidade pessoal, elas vão primeiro pensar em si próprias. Essa é a base do nosso pensamento. A partir de pequenas ações do dia-a-dia, elas vão procurar formas de resolver os grandes problemas do planeta. Faz sentido, por exemplo, começar a pensar em passar mais tempo com a família, seguindo o raciocínio “eu não posso pensar em aquecimento global enquanto não passar mais tempo com meu filho”. Precisamos prestar atenção nessas prioridades.

Uma espécie de auto-ajuda ecológica?

O movimento em que estou envolvido é o da sustentabilidade, onde as pessoas estão no centro. É um conceito mais amplo que o de ambiente. A sustentabilidade é uma boa moldura para pensarmos como vamos lidar com os desafios da nossa vida. Uma vez que você começa a, por exemplo, desligar luzes e aparelhos eletrônicos da sua casa antes de sair, começa a estabelecer ordem na sua vida, nos problemas que tem. Se eu conseguir me disciplinar para reciclar uma lata toda vez que bebo, vou prestar mais atenção no que como. Parar de fumar ou perder peso são ótimos jeitos de lutar por um mundo mais sustentável. Nós estamos destruindo o planeta, e esse tipo de comportamento nem ao menos nos faz felizes. É só você ver quanto mais feliz você está ficando por quilo de carbono consumido.

É possível fazer essa conta?

Sim. Governos ou ativistas não podem fazer essa conta, mas cada indivíduo sim. Veja o caso dos países historicamente mais poluidores, como os da Europa. Há um bocado de gente rica e descontente. A questão não é se vamos piorar nossa qualidade de vida, mas como melhorá-la sem usar a desculpa do carbono como razão para isso.

Você começou a se diferenciar do movimento quando criticou os ambientalistas por chamarem o aquecimento global de um “problema de poluição”. O que há de errado nisso?

Para combater a poluição, você faz pressão para que sejam aprovadas leis que proíbem algum tipo de emissão, e as pessoas e empresas são obrigadas a parar de emitir. A questão do aquecimento global é outra história, é onipresente, está em todas as partes da economia, em tudo que fazemos, no transporte, nas construções, na agricultura… Quando se fala de poluição, há tipos específicos de táticas e ferramentas que não são usados de maneira efetiva. Precisamos pensar o problema como um todo, já que é necessário reescrever totalmente a economia, “descarbonizar” o mundo.

Alguns dos seus companheiros antigos dizem que você mudou de lado, indo trabalhar em uma empresa grande. O que você acha disso?

Trocar de lado é forte. Eu não o fiz. É uma visão muito pequena pensar no mundo como uma luta do bem contra o mal. A questão mais importante é saber como fazer as mudanças e como colocar as grandes instituições, mais influentes, trabalhando na mesma direção.

As empresas também estão enxergando o aquecimento global como oportunidade comercial?

Sim, há uma enorme variedade de oportunidades. Um emergente mercado de produtos que vão dos orgânicos a qualquer um que tenha a etiqueta de “verde”. Os empresários começaram a perceber também que podem diminuir seus custos adotando práticas sustentáveis, como reduzir a conta de luz, aumentar a eficiência dos carros, diminuir o lixo que produzem. E há, é claro, a questão da produtividade: as pessoas mais felizes produzem mais.

Um discurso comum entre os chamados “ecochatos” é que as grandes empresas são “do mal”. O movimento ambientalista poderia tentar dialogar mais com elas?

Sim, é claro. Mas você precisa de organizações fiscalizadoras, que fiquem de fora. O Greenpeace, por exemplo, tem conseguido sucesso em vários campos. Eles usam táticas diferentes – com que nem sempre eu concordo. O Greenpeace trabalha necessariamente fora das empresas; eu trabalho para elas. Mesmo assim, é uma organização que não recebe dinheiro de outras companhias ou de governos, não se envolve em política. Essa credibilidade é bastante útil.

O que você achou da premiação de Al Gore com o Prêmio Nobel e o Oscar?

Achei ótimo, merecida. Não teremos um vice-presidente assim em um bom tempo. Ele é uma pessoa fundamental nessa mudança de ânimos agora. Al Gore não trouxe nenhuma informação nova e radical para as pessoas, mas produziu um efeito catalizador muito forte. Ele pinta cenários assustadores, mas, para resolvermos os problemas, temos que nos concentrar neles. Se ignorarmos ou ficarmos com medo, não vamos resolver nada.

Você já disse que o movimento ambientalista, em geral, fracassa ao tentar assustar as pessoas com o futuro da Terra.

Os ecologistas não fazem só isso. Estive no Brasil dois meses atrás com o Greenpeace. Estávamos trabalhando com comunidades do Tapajós, onde a organização está ajudando as comunidades a serem auto-sustentáveis. Não estamos assustando ninguém, só dizendo que é preciso preservar a floresta Amazônica, e ajudando-os a fazer isso. É uma oportunidade, não uma ameaça.

Foi a primeira vez no Brasil?

Sim, e a experiência foi incrível. Apesar de ter lidado com a natureza a minha vida toda, o encontro com a imensidão da floresta Amazônica foi algo espiritual para mim. Um momento em que pude aprender muito para a minha vida.

De fora, como você avalia a atuação do Brasil na proteção do ambiente?

O mundo todo está observando o Brasil. A ministra [Marina Silva, ministra do Meio Ambiente] é muito respeitada por aqui. Mas o país ainda tem muitos desafios. Do ponto de vista da sustentabilidade, há pontos bons e ruins. O Brasil é uma nação que ainda está em desenvolvimento, com milhões de pessoas sem uma condição econômica básica. Ao mesmo tempo, há áreas superdesenvolvidas, mais desenvolvidas que cidades americanas.

Carl Pope, do Sierra Club [organização conservacionista americana com 600 mil membros], disse que o movimento ambiental usa soluções do século 20 para problemas do século 21. O que isso quer dizer?

É engraçado ele dizer isso, já que o Carl Pope é um dos mais importantes líderes do movimento tradicional. Mas eu concordo. O ambientalismo tradicional – do qual eu tento me distanciar – falha em alcançar uma parcela imensa da população mundial que ainda aspira a ser de classe média, a maior parte do globo. Ainda não temos resposta para as pessoas que têm o consumo como maior necessidade.

Você lida com essas questões desde os 7 anos de idade. Como inspirar pessoas jovens?

Inspirar as pessoas é ouvir quais são as suas idéias e colocá-las no centro. Muitos adultos acham que estão ajudando os jovens dizendo o que eles devem pensar. Besteira. O melhor é só ouvir a molecada. Os jovens têm inspiração, o que não têm, freqüentemente, é autoconfiança.

Você é otimista quanto ao futuro do planeta?

Sim, muitíssimo otimista. Na verdade sou mais hoje que em toda a minha vida. Estou nesse trabalho há muito tempo e agora vejo coisas mudando. Isso tem a ver com uma nova mentalidade. Antes, pensávamos só em proteger a floresta Amazônica. Hoje, já vemos oportunidades em trabalhar nela. É um entendimento bem mais sofisticado.

Atitude Eco no Youtube

Bom… O Atitude Eco tinha o seu canal no youtube, mas ele não era lá muito utilizado. De uns tempos pra cá eu percebi que existem muitos vídeos bons que estão sendo postados por aqui e vi a necessidade de se ter um canal que pudesse ter todos esses vídeos e outros disponíveis de forma mais direta. Comecei a fazer os downloads e uploads dos vídeos para o canal e creio que agora o conteúdo que já foi publicado pode ser considerado suficiente para ser promocionado.

Todos os vídeos do Atitude Eco e mais estão disponiveis aqui:

http://www.youtube.com/user/atitudeco

Um pausa. Um momento.

Vamos fazer uma pausa no dia a dia para um olhar mais lúdico. Minha mãe, Dona Alice, mora em Rio Claro, interior de SP e tirou essas fotos numa árvore de casa. Fiquei encantado com a sensibilidade da arquitetura dos pássaros, sem contar a decoração, super moderna. Será que até eles entraram na moda da sustentabilidade ou nasceram sabendo? É, acho que só nós é que temos que aprender esse tipo de coisa.

As fotos são de um ninho de beija-flor.

Observem a delicadeza de cada folhinha que foi colocada no ninho!! Detalhe para a aranha que também gostou do aconchego.

Olhem as cores nas penas… Já estão brilhando!!

Sério, é lindo.

Você conhece os símbolos da reciclagem?

Fonte: xis xis/Isis Nóbile Diniz


Dia desses, um amigo e eu abrimos um doce embalado com plástico transparente e uma espécie de isopor. “Ué, isopor não era contra o meio ambiente?”, pensamos na mesma coisa. Por instinto, virei a embalagem. Apareceu aquele símbolo da reciclagem, mas com um “6” no meio e embaixo as letras “free CFC”. Um ponto de interrogação surgiu em cima das nossas cabeças. Que raios seria aquele 6?

Na hora, colocamos a embalagem no lixo reciclável e mandamos ver na comidinha. Mas claro que, não contente, fui atrás de uma resposta. E é com muita satisfação que a compartilho aqui com você. Observe as figuras ao lado - encontrei no site Recicla Morumbi. Cada número corresponde a um material do qual a embalagem foi feita:

1 – Politereftalato de etila (PET);
2 – Polietileno de alta densidade (HDPE* ou PEAD);
3 – Policloreto de vinila (PVC* ou V);
4 – Polietileno de baixa densidade (LDPE* ou PEBD);
5 – Polipropileno (PP);
6 – Poliestireno (PS);
7 – Outros.

*Siglas em inglês.

Logo, a embalagem que eu segurava era feita de poliestireno – uma resina sintética usada para fabricar… isopor! Apesar de ninguém explicar nada, o número serve para as indústrias de reciclagem e as cooperativas separar o material corretamente. Para gente o que vale é, se tiver o símbolo da reciclagem, colocar na coleta seletiva.

Lavar roupas sem sabão?

Fonte: Planeta Sustentável

Depois do sucesso que as esferas de limpeza como a Okoball estão fazendo, chegou a hora de lançarem a lavadoura que utiliza a mesma tecnologia.

O mundo está cheio de inovações tecnológicas que não têm muito sentido. Algumas até exageram quando dizem que levam em conta a salvação do planeta. Mas, desta vez, a notícia é boa. A Haier acaba de lançar a WasH2O, uma máquina de lavar que não utiliza sabão em pó.

Para limpar as roupas, o aparelho quebra as moléculas de água, em átomos ácidos e alcalinos. O íon OH- consegue penetrar no tecido muito mais do que a água e atrai a sujeira. O íon H+, por ser ácido, mata as bactérias presentes na roupa e ainda clareia as manchas com seu poder de bleach.

Os pesquisadores da WashH2O afirmam que a invenção é 25% mais ecologicamente correta que os modelos convencionais. É que além de sabão em pó ser feito de petróleo, normalmente não é biodegradável e prejudicam fauna e flora aquáticas.

Quem são os políticos exterminadores do futuro?

Fonte: Planeta Sustentável

A campanha “Os Exterminadores do Futuro”, lançada hoje pela Fundação SOS Mata Atlântica, contará com a ajuda da população para identificar os políticos que desrespeitam o meio ambiente no Brasil. Os nomes apontados serão divulgados em uma lista, antes das eleições de 2010, para ajudar os cidadãos a votarem de forma mais consciente.

Existem, hoje, 36 PLs – projetos de lei no Brasil que propõem mudanças no Código Florestal para facilitar a exploração dos recursos naturais no país. Outros tantos PLs querem eliminar ou minimizar as exigências em Áreas de Preservação Permanente e Reserva Florestal Legal, sem contar várias outras propostas políticas que visam amenizar a legislação ambiental brasileira para facilitar a exploração dos bens da natureza. 

Mas, afinal, quem são esses políticos exterminadores do futuro? Apontá-los é o objetivo da nova campanha da Fundação SOS Mata Atlântica, lançada hoje, dia 10 de março, em Brasília para todo o país. Por meio de um hot site, a ação “Os Exterminadores do Futuro” pretende listar, com a ajuda da população, os nomes dos políticos que vêm demonstrando, por meio de suas atitudes, desrespeito à legislação ambiental brasileira e ao patrimônio natural do país. 

Para isso, o site disponibiliza ao internauta, na seção “O que eu posso fazer?”, 18 atitudes frequentes em um político exterminador do futuro. Cada uma delas vale uma quantidade de pontos diferente. A ideia é que o cidadão avalie um político e, ao final do teste, some os pontos, para saber se ele é um exterminador: aprendiz, iniciante, profissional ou sênior. 

Os resultados podem ser enviados para a SOS Mata Atlântica, que listará os nomes dos políticos inimigos do meio ambiente e divulgará para a população uma prévia dessa relação em maio, durante o evento Viva a Mata. A lista final será disponibilizada ao público, estrategicamente, em julho, para que os eleitores não esqueçam quem são os “exterminadores do futuro” quando forem às urnas, no final do ano. 

O site da campanha ainda disponibiliza modelos de documentos que podem ser enviados, pela população, aos políticos exterminadores, cobrando mudanças de atitude. E, com a intenção de não só apontar esses políticos, mas também ajudá-los a atuar de forma diferente, a SOS Mata Atlântica pretende lançar, em 2010, a Plataforma Ambiental, com alguns compromissos que deveriam constar nas agendas socioambientais de todos os governos. 

Vejam só que idéia brilhante, disponibilizar um site que informe ao público sobre as ações que cada político faz, expondo seu verdadeiro comprometimento com a sociedade e o ambiente. Seria mais interessante ainda, se essas avaliações englobassem toda a esfera política, não apenas a ambiental. Sozinhos não temos como “cuidar” de todos nossos políticos, porém juntos temos a força necessária para construir um meio de avaliação muito eficaz. GENIAL!

Ações no âmbito empresarial e político para construir uma sociedade responsável social e ambientalmente

Muitas empresas falam sobre a sustentabilidade e suas ações sociais, e temos a impressão de que muito está sendo feito nessa esfera. Porém, se observarmos o caminho que temos pela frente, vemos que não estamos nem mesmo engatinhando. Temos uma sociedade superficialmente ecológica, mas o “corebusiness” ou coração do negócio ainda é feito de rocha dura. Juntando alguns textos que andei lendo, decidi escrever aqui algumas das ações que acho imprescindíveis no âmbito empresarial para uma sociedade mais responsável.

Redução de impostos: Sem dúvida o estimulo por parte dos órgãos públicos é de suma importância para que as empresas venham a aderir ações que de fato levem a um resultado positivo para a sociedade, criando políticas de incentivo a responsabilidade sócio ambiental por meio da redução de impostos. Já que temos redução do IPI para automóveis, por que não para produtos ecológicos?

Financiamentos responsáveis: Empresas bancárias que se dizem sustentáveis devem, indiscutivelmente, tomar conhecimento e responsabilidade sob as empresas as quais estão financiando. É preciso vetar o incentivo financeiro para empresas que não tenham visão responsável, criando uma nova comunidade empresarial, mais verdadeira, mais responsável, mais social. O banco que faz financiamento irresponsável é também responsável pela degradação que esse terceiro causou.

Comunicação e benchmarking: O benchmarking é, segundo Marilena Lavorato, coordenadora do programa benchmarking, “Uma ferramenta de gestão que tem por premissa aprender com os melhores, e tem como metodologia reunir e compartilhar experiências bem-sucedidas que promoveram melhorias e avanços nos processos organizacionais.”. Portanto, é preciso mudar a cultura individualista e competitiva das empresas, criando uma comunicação efetiva das ações que tiveram bons resultados e, assim, facilitando a integração da sustentabilidade no âmbito empresarial. Na sustentabilidade, a difusão dos conhecimentos entre as partes para aplicação de melhorias é uma prática por si só responsável. Como apontado por Cláudio Andrade, que trabalha com responsabilidade social empresarial com foco para educação e comunicação corporativa, “Falta o avanço na prática da cooperação e materialização de soluções em conjunto.”

Relações com stakeholders: Os stakeholders são, no âmbito empresarial, todos aqueles públicos, sejam pessoas físicas ou jurídicas, que possuem algum tipo de influência ou relacionamento com determinada empresa. Quem conhece um pouquinho sobre a cadeia de produção dos bens de consumo sabe que aplicar a sustentabilidade é algo complexo e que exige muito mais do que manter seu jardim limpo. Algumas empresas chegam a ter centenas de fornecedores, que por sua vez também possuem outra dezena de fornecedores, e a coisa vai se complicando a cada nível da produção. Porém, é muito importante que as empresas saibam quem são seus públicos de interesse, quem são seus fornecedores e como eles trabalham, bem como os fornecedores dos fornecedores, assim por diante. A obrigação é da empresa de saber de onde vem a sua matéria prima e se os processos de extração, produção e distribuição respeitam a visão adotada pela empresa. É uma questão de princípios que influencia na produtividade: Você trabalha melhor com pessoas que gosta, certo?

Educação: Um dos princípios básicos para qualquer sociedade que se diga responsável e preocupada com a solução de problemas de segurança, saúde, transporte, habitação, consumo, política, etc. Como citado por Cláudio Andrade, “Um Estado onde a educação é alvo de investimento, a sociedade tende a funcionar melhor, especialmente no âmbito da ética, da justiça e da soberania do povo.”. Conversando com alguns amigos, percebi que grande parte dos cursos universitários ainda não tomaram a iniciativa de ministrar aulas de sustentabilidade. Apesar da grande publicidade positiva e assuntos relacionados ao tema, vemos que até mesmo as instituições (universidades) que deveriam estar sempre à frente do movimento social não compreenderam a real necessidade da abordagem do assunto. Como podemos formar arquitetos sem ensinar-lhes bio-arquitetura? Publicitários que não sabem o que é responsabilidade sócio ambiental? Engenheiros que nunca ouviram falar sobre tecnologia intuitiva? Me deixa intrigado como as universidades estão engessadas e paralisadas. “Nossa educação é feita em escolas do século XIX, com professores do século XX e alunos do século XXI”

Descartável/Durável: A arquitetura, engenharia e design são profissões que tem tudo haver com a sustentabilidade, dado que estes profissionais tem como fardo (queira ou não) a criação de produtos que atendam as necessidades das sociedades futuras. São essas pessoas que vão criar os produtos que poderão ser descartáveis ou duráveis e que terão impacto direto na produção e consumo da sociedade. Um produto bem sucedido é aquele que foi pensando em todo seu ciclo de vida, desde a produção até o descarte, buscando resultados positivos dentro e fora dessa cadeia. As pesquisas de desenvolvimento e inovação devem estar voltadas para esse futuro.

Certificações e selos: Certamente irão surgir novas certificações e novos selos ecológicos para todo tipo de produto, e tomara que estes trabalhem em conjunto para evitar a compra de concessões e a corrupção, males que estão profundamente inseridos na nossa sociedade. Infelizmente, essas são as únicas ferramentas que nós consumidores temos para se certificar sobre o tipo de responsabilidade que determinada empresa aplica, e é uma necessidade, já que grande parte das empresas embarcaram nessa moda para gerar publicidade positiva. Quem sabe criamos um certificado de políticos? Não é uma má idéia.

Vá a pé para o colégio e salve o planeta!

Fonte: The New York Times / Blog Planeta Sustentável / Vida Simples

Muito se fala sobre ousadas tecnologias para reduzir, ao máximo, a emissão de gases poluentes. O debate é muito válido, mas, às vezes, nos concentramos tanto em grandes projetos que esquecemos das pequenas atitudes do dia-a-dia que também podem contribuir para o meio-ambiente – como, por exemplo, ir a pé para a escola.

Em Lecco, na Itália, as escolas decidiram lembrar as pessoas disso e criaram o Piedibus (“ônibus com pés”, em tradução livre) para levar os estudantes ao colégio. São 450 crianças que caminham juntas, acompanhadas de monitores, ao longo de 17 rotas de ônibus em direção a 10 escolas diferentes.

A iniciativa ajuda a combater a obesidade infantil, melhora o trânsito da cidade e, principalmente, diminui a emissão de poluentes.

Segundo dados do governo, desde o início do projeto, em 2003, cem mil carros já deixaram de circular nas ruas de manhã e milhares de toneladas de carbono deixaram de ser lançadas no planeta.

O mais legal é que as caminhadas matinais estão longe de ser um castigo para a criançada. Elas se divertem no caminho para a escola, fazendo brincadeiras ao longo do percurso, ganham consciência ambiental desde pequenas e, ainda, tomam conta da cidade.

Muitas apontam, para os monitores, os carros estacionados em lugares proibidos ou os donos de cachorros que não recolhem as necessidades de seus bichinhos.

Com isso, além de ir para a escola de uma forma bem mais sustentável, elas ainda aprendem a cuidar das ruas da cidade.

Giulio Greppi, de 9 anos, é um dos mais empolgados com o projeto. Antes, costumava ir de carro até a escola, mas agora percorre a pé o percurso de aproximadamente meio quilômetro.

“É muito legal. Assim encontro meus amigos e nos sentimos especiais porque sabemos que é bom para o meio ambiente”, diz ele.

Acredito que idéias como essa é que transformam o mundo e as pessoas, educação e ação na base da sociedade são formas  efetivas de se lidar com os problemas

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