Hoje quero apresentar uma ferramenta que acho muito importante. Chama-se Vote na Web.
Esse site busca aproximar o cidadão e candidato a partir de uma série de votações em projetos que estão sendo discutidos pelo Congresso Nacional. A idéia é criar uma plataforma em que as pessoas possam saber o que está sendo colocado em pauta pelo congresso e vote a favor ou contra, criando um perfil que pode ser comparado com outras pessoas da rede, inclusive políticos. É incrivelmente simples e útil. É possível ver a afinidade que você tem com determinado candidato, e saber quais candidatos estão votando a favor/contra tais projetos.
Segue um vídeo que explicar melhor como funciona a ferramenta. PARTICIPE!
Estou fazendo um curso na UMAPAZ (Universidade do Meio Ambiente e Cultura de Paz) que trata da educação ambiental na educação infantil. O interessante é que todas as pessoas do curso são muito bem informadas e já aplicam algum tipo de projeto relacionado a meio ambiente e sociedade. Portanto comecei a perceber que o curso está sendo bem diferente do que eu esperava, buscando uma forma diferente de mudança, a mudança a partir da sensibilização.
O curso está sendo muito legal e eu gostaria de compartilhar um vídeo que foi apresentado numa das aulas. Robert Happé é filósofo, estudioso das religiões em todo o mundo, dos ensinamentos do budismo, taoísmo e vedanta. Nesse vídeo ele aponta como as religiões e governantes tem moldado o nosso mundo, e propõe uma solução, o amor.
Ontem fui no pré lançamento de uma nova ferramenta da internet, o Busk. Num primeiro momento pode parecer uma ferramenta de busca comum, mas o buraco é mais embaixo. O site foi idealizado para que seus usuários possam ter um contato mais profundo com os artigos e matérias que lê, disponibilizando informações e análises do que você tem buscado e favoritado. Além disso, ele torna o leitor uma pessoa mais seletiva e consciente daquilo que o agrada. Isso é possível pois, com a quantidade de informação que temos, fica difícil conectar-se diariamente aos sites que você mais gosta para ver se existe algo de novo por lá, além de não darmos atenção aos autores dos artigos.
Portanto, o Busk se difere pois é como um FEED gigantesco de todas as notícias relacionadas ao que você está buscando. Se você quer buscar por fonte, autor, tema, usuário, é possível. Você fica sabendo quais notícias foram colocadas sobre determinada tag em ordem cronológica, podendo acessar varias ao mesmo tempo num só local. Quer saber o que seu amigo tem lido? É possível. Quer saber o que determinado autor tem escrito? Também é possível. Quer saber quais foram os sites que publicaram algo sobre um tema? Claro que é possível.
Se tiverem alguma dificuldade para utilizar a ferramenta, entre em contato.
A internet é uma ferramenta importantíssima na democratização das informações, porém ainda estamos aprendendo a utilizá-la e não conseguimos explorar sua força. Felizmente, surgiu um projeto que conseguiu ampliar essa visão, disponibilizando de forma rápida, fácil e compreensível informações sobre injustiças sociais e ambientais.
Essa ferramenta é o Mapa de conflitos envolvendo injustiça ambiental e Saúde no Brasil, site onde você pode buscar informações, tanto por palavra chave quanto por UF, de projetos e políticas baseadas numa visão de desenvolvimento considerada insustentável e prejudicial à saúde por tais populações. Incrivelmente fácil de usar!
O projeto tem dois anos e foi desenvolvido em conjunto pela Fiocruz e pela Fase, com o apoio do Departamento de Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, e está baseado num mapeamento inicial que pretende ser contínuo e cumulativo.
Por enquanto o site apresenta 300 casos distribuídos por todo o país para que a sociedade possa obter informações sobre regiões específicas. É incrível. Fui buscar sobre a minha cidade, Rio Claro, e descobri que as indústrias ceramistas estão sendo acusadas de poluir a região com fluoreto gasoso e metais pesados, bem embaixo do nosso nariz!
Faça uma busca você mesmo e utilize essa ferramenta. É dessa forma que conseguiremos criar um banco de dados informativo e confiável, onde possamos obter informações com facilidade.
Há tempos venho pensando num projeto que traga o histórico dos políticos brasileiros de forma livre pela internet, como um banco de dados para conhecer a fundo nossos representantes. Da mesma forma que foi feito nesse projeto, porém com os políticos. Algo deve ficar claro: Nós temos o direito de saber sobre a vida daqueles que nos representam.
Agora também estarei escrevendo para o blog do Instituto Mais, atualizando artigos e informações voltada ao mundo corporativo. O Atitude Eco não para. Cada blog tem sua personalidade, seu tema central. Acompanhe o blog do Instituto Mais e fique por dentro das boas práticas no âmbito empresarial.
Mais Atitude Instituto Socioambiental é uma instituição de direito privado sem fins lucrativos, dedicada à pesquisa e capacitação socioambiental para difusão, fortalecimento e incentivo à adoção das boas práticas socioambientais nas instituições e sociedade
Alguns dos projetos e eventos que o instituto promove:
O comércio de carbono, ou mercado de redução de emissões, foi uma ferramenta criada na primeira Convenção das Partes (COP) em 1995 em Berlim, onde os Estados industrializados elaboraram objetivos quantificados de limitação e redução dos Gases de Efeito Estufa(GEE). O principal objetivo da COPs era a adoção de compromissos que fossem além de uma cláusula geral de estabilização, compromissos estes que foram adotados na 3ª COPs, em 1997, realizada em Quioto-Japão, dando origem ao Protocolo de Quioto.
Portanto, a partir de estudos e pesquisas, os países concordaram que o nível ideal de carbono na atmosfera para frear o aquecimento global não deveria passar de 350ppm, no entanto, já estamos em 387ppm e esse número cresce 2ppm por ano. Mas não se engane: o comércio de carbono não é suficiente para diminuir a degradação do meio ambiente.
O vídeo a seguir ainda não possui tradução para o português.
Porque essa ferramenta não funciona?
A partir das metas traçadas nas COPs, os países teriam direito a emitir certa quantidade de poluente e, os que não conseguissem atingir as metas de redução consentidas entre as partes podem contribuir financeiramente para que os países em desenvolvimento, dentre os quais o Brasil, possam se beneficiar do financiamento com a realização de atividades relacionadas a projetos aprovados, efetuando emissão de certificados negociáveis, denominados Reduções Certificadas de Emissões (CERs). Ou seja, se você é um grande poluidor que não fez nada para diminuir suas emissões, pode ir ao mercado e comprar um certificado que lhe permita continuar poluindo indiscriminadamente.
Você não precisa ser PhD para perceber que essa ferramenta, na melhor das hipóteses, apenas remedia a situação e empurra os problemas para o futuro. Infelizmente, esse tipo de solução desestimula a mudança por parte dos grandes poluente, que preferem comprar seus créditos e continuar a expandir seus negócios e, como toda política de tributação, governos podem isentar indústrias influentes, liberando-as com licenças livres. Esse dinheiro, que poderia ser utilizado para diminuir seu próprio impacto, é repassado a um terceiro, que nem sempre está fazendo algo relevante e vê tudo isso como um mercado como os outros, sem entender que esse capital deveria ser reinvestido na causa. Fica claro então que essa ação prolonga desnecessariamente a nossa dependência dos combustíveis fósseis.
Quem pode vender esse certificado?
Todas as empresas que estejam praticando algum tipo de projeto que diminua seu impacto ambiental de acordo com as regras impostas pelo Banco Mundial. Se sua empresa tivesse traçado metas de crescimento de 35% e as reduzissem para 25%, então você teria algumas toneladas de carbono para vender. Muitos dos créditos de carbono que estão sendo vendidos para os países industrializados vêm de projetos poluentes, como a Rhodia, uma empresa de químicos francesa, fabrica ácido adípico numa fábrica na Coreia do Sul. Investindo 15 milhões de dólares em equipamento que destrói óxidos nitrosos – um subproduto indesejado – a empresa poderá ganhar um bilhão de dólares em créditos de carbono aprovados pela ONU para vender às empresas poluidoras nos países industrializados.
Mas será que essa troca diminui efetivamente os GEE? Não. Essa tecnologia aplicada pela Rhodia é da década de 70, o que demonstra que não houve inovação ecológica e, ainda permite que os compradores dos créditos da continuem utilizando combustíveis fósseis, ou seja, na melhor das hipóteses a ação foi irrelevante, a Coreia do Sul continua da mesma forma, e os compradores continuam poluindo.
A Rhodia ganha muito. A inovação tecnológica nada.
Documentário de demonstra a fragilidade do sistema de crédito de carbono
O documentário tem 40 minutos e demonstra de forma clara como a empresa petroquímica British Petroleumexternaliza seus problemas, comprando créditos da empresa Plantar, segundo ela mesma, “é o primeiro projeto brasileiro de mitigação de gases de efeito estufa aprovado pelo Banco Mundial”. Para as empresas que pretendem neutralizar seu carbono, é de extrema importância que você vá atrás de informações sobre o local onde será feita a reflorestação, além das espécies que estão sendo plantas, a fim de garantir que esse dinheiro está sendo investido de forma positiva, gerando retorno para a região e sociedade. Afinal, se vamos financiar essas ações, por que não investir nas verdadeiramente ecológicas? É uma verdadeira estupidez o que uma empresa como a Plantar está fazendo. Se podemos fazer um projeto que seja positivo e lucrativo, por que optaram apenas pelo lucrativo? Isso é pior que ignorância, é falta de princípios.
Mais sobre o Brasil
No portfólio de projetos brasileiros, há os mais diferentes tipos de empresa. São grandes empresas de papel e celulose, usinas de açúcar, madeireiras ou fábricas em geral. A Prefeitura de São Paulo também entrou no mercado. A administração paulistana vai leiloar créditos oriundos do projeto de manejo do aterro Bandeirantes, em Perus, na Zona Norte de São Paulo, e equivalem à quantidade de despoluição que o aterro conseguiu ao canalizar gases tóxicos antes de serem jogados na atmosfera. Mas isso não deveria ser o básico?
A Prefeitura de São Paulo prometeu que o valor arrecadado será integralmente aplicado na melhoria sócio-ambiental na região de Perus e Pirituba, na Zona Norte, vizinhas do aterro. Menos mal.
Conclusão
Como sabemos, tudo é mais fácil quando se tem capital, e não é diferente com o mercado de carbono. São as grandes empresas que possuem renda para contratar consultores, advogados e burocratas para induzir a supervalorização dos projetos, gerando mais e mais giro financeiro. Qual o resultado disso? Os mesmo multimilionários que não se importaram com o meio ambiente até agora ganharam mais uma injeçãode capital e continuarão fazendo as coisas ao avesso.
Como visto no vídeo acima, percebemos que empresas acabam por ignorar a situação da população para gerar créditos de carbono. Salvar as florestas – e os seus efeitos moderadores no clima – significa respeitar as necessidades dos povos locais, sem tentar expulsá-los ou transformá-los em trabalhadores de uma unidade de produção de carbono, assunto também discutido no artigo sobre Belo Monte. Belo Monte, por ser uma fonte de energia “limpa” também ganha créditos de carbono. Cômico?
Agora que você sabe um pouco mais sobre a máfia do comércio de carbono, seja crítico com as empresas que adoram colocar em letras garrafais “TODO O CARBONO PRODUZIDO FOI NEUTRALIZADO”, e questione como, onde, por quanto tempo e qual empresa que fez o projeto. Você vai perceber que são poucas as companhias que sabem para onde está indo o dinheiro.
Só mais uma coisa que quero deixar aqui. É uma angústia minha.
Se a sociedade está pedindo que façamos algo positivo, que demonstremos princípios e valores mais humanitários, por que não fazemos direito? Por que empresários ainda teimam em fazer pela imagem?
Minha deixa é: Nós não somos ignorantes, se você está maquiando, cedo ou tarde nós vamos descobrir.
A história das garrafas de água é mais um vídeo produzido pela Story of the Stuff, e fala sobre o seu surgimento e sua real necessidade para nossa sociedade. Preciso dizer que, como morador da cidade de São Paulo, não confio muito na água da torneira. Mas depois de ver o vídeo fiquei menos preconceituoso e hoje tomo tranquilamente água da torneira. Mas importante que isso, evito ao máximo comprar água em garrafas pequenas, hoje dou preferencia para os sucos e só utilizo galões retornáveis.
Mais um vídeo de um artista que trabalha com a reciclagem como principal material para produção dos seus trabalhos. Este é Silvio Alvarez, em entrevista à reportagem da TV Vanguarda sobre seu trabalho de colagem (reciclagem de revistas). Matéria exibida no programa Terra, Vida ou Morte do dia 23 de outubro de 2009.
A tributação variada é um assunto que sempre é deixado de lado nas discussões por causar grande polêmica entre ferrenhos advogados do capitalismo. O conceito de tributação variada é simples: O pagamento de impostos deve ser proporcional a renda ou consumo.
Se observarmos a situação racionalmente, podemos perceber que esse tipo de tributação seria o ideal, já que grande empresas também são as maiores poluidoras. Portanto, é cabível que estes paguem mais impostos, viabilizando maiores investimentos que visem retornar os danos causados. O a contrario diz que essa atitude iria diminuir a atratividade dos negócios, já que quanto maior sua empresa, mais altos seriam os impostos.
Assim como os tributos, a água também é um bem muito mais utilizado pelas grandes empresas, já que a produção de todo e qualquer produto utiliza a água. Portanto, seria ideal que a tributação desse bem fosse feita de forma proporcional ao gasto.
O que queremos afinal? Quantidade X qualidade
O que você prefere consumir: Produtos “made in china” que são produzidos com mão de obra duvidosa, com preços baixíssimos e durabilidade tão baixa quanto o preço ou produtos produzidos no seu país, com certificações de qualidade e, portanto, duráveis?
O que quero expor aqui é que a nossa cultura de consumismo é ignorante. Nós consumimos produtos derivados de crimes ambientais e sociais,produzidos em números astronômicos, o que sempre será um problema para o meio ambiente.
Foi-se o tempo em que um produto eletrônico durava mais de 15 anos. Tudo que compramos é descartável, quando a moda está em jogo, a situação piora. Afinal, queremos que essa industria continue essa produção do século XX, ou queremos novos produtos, duráveis, qualificados, preparados para o século XXI? É preciso tomar consciência de que a produção da industria não é saudável, e deve ser tributada a ponto de diminuir as mega corporações, o que aumentaria as chances das pequenas empresas de sobreviverem no mundo corporativo.
O capitalismo e a lei da selva
Quero deixar claro que não sou anti-capitalismo. Mas é preciso perceber que a forma como ele esta sendo trabalhado não é a ideal, ou você acha normal que uma pessoa possa ter U$ 50 bilhões? Meu argumento é: Os impostos deveriam ser adaptados para que seja inviável que alguma pessoa ou corporação tenha mais de U$ 1 bilhão, dificultando o acumulo desenfreado de renda, tornando os pequenos investimentos mais atrativos, e conseqüentemente, facilitando a melhor distribuição da renda.
Quando uma pessoa tem muito dinheiro, tantas outras estarão passando dificuldades. Essa equação tem que ter variáveis que impeçam a desigualdade. Em outras palavras, corporações como a Microsoft, Unilever, Votorantim, seriam como leões com jubas enormes, demarcando território e controlando espaços gigantescos, inviabilizando a entrada de outros da mesma espécie. Compreendemos que isso aconteça no mundo animal, mas nós, seres racionais, sociais, deveríamos agir de maneira diferente.
Por que deveríamos dificultar o enriquecimento?
Um dos exemplos básicos que posso dar é a privatização feita no Brasil, onde os argumentos eram: Gerar concorrência para que os preços baixem e o consumidor seja valorizado. Como estudante de Marketing, concordo plenamente com o que foi disposto acima, porém sabemos que a coisa não é bem assim. Mesmo que exista a abertura para que haja concorrência, as leis acabam por favorecer as grandes corporações, que tem facilidade para acabar com sua concorrência, principalmente se ela for uma pequena ou micro empresa. As pequenas empresas precisam buscar nichos que ainda não foram explorados para conseguir crescer, enquanto o mercado de consumo popular está totalmente saturado por grandes corporações, que muitas vezes são donas de três dos quatro produtos que estão disponíveis no mercado. Que concorrência é essa?
Portanto, temos que essa concorrência não é pensada sob uma visão social, comunitária, mas sim de uma visão animal, selvagem, onde o mais forte sempre vence e tem domínio sobre os outros. Se queremos uma sociedade mais igualitária, temos que criar idéias, leis, visões que valorizem os pequenos elementos da comunidade e inviabilizem os absurdos, as mutações, as mega corporações, para que todos possam ter ao menos uma pequena oportunidade de dignamente fazer parte do sistema.
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