Atitude Eco – Ativismo e sustentabilidade

Ativismo, mobilização, comunicação e sustentabilidade

Monthly Archives: October 2010

Educação para o consumo sustentável – Intensificação do uso

Temos visto muitas ações interessantes de reciclagem e reutilização de materiais, inclusive apoiado e estimulado pelas grandes empresas.

É claro que é muito importante reciclar, afinal, esse processo nos ajuda na diminuição da dependência de matérias primas, evitando a maior exploração dos recursos naturais. Porém, alguns processos de reciclagem acabam sendo mais prejudiciais à natureza do que a produção do produto primário.

Há tempos tenho dito: O estímulo à reciclagem é uma forma de aliviar a consciência do consumo excessivo.

Obviamente as empresas não farão uma campanha para que você consuma

Pessoas no lixão

Pessoas no lixão

menos salgadinhos, bolachas ou outros itens, tão pouco irão apoiar esse tipo de ação. Ela quer que você consuma mais e mais e mais e, para deixar sua consciência limpa e lavar as próprias mãos, pede encarecidamente que você recicle as toneladas de lixo que você gerou.

Existe uma estratégia de marketing chamada “intensificação do uso”, que significa: Formas de fazer com que as pessoas que já são clientes utilizem mais e mais nosso produto.

Alguns exemplos de intensificação do uso:

Aumentar o lastro de um recipiente para fazer com que você consuma mais rápido o produto: Os tubos de pasta de dentes tinham um bocal menor, o que tornava mais demorada a utilização da pasta.

Indicar formas “corretas” de uso: Tenho certeza que você já leu na embalagem do seu xampu ou condicionador que “para um melhor resultado, aplicar três vezes o produto”.

Portanto, as marcas continuarão apostando na reciclagem como mote da sustentabilidade empresarial, e deixarão para você a responsabilidade do consumo excessivo, mesmo que elas pratiquem ações de incentivo ao consumo.

Os produtos que trabalham com intensificação do uso devem ser consumidos com cautela.

- Preste atenção na quantidade de produto que está usando; será que é mesmo necessário tudo isso?

- Quando a indicação de uso exige consumo excessivo, desconfie.

Lembre-se: Não basta apenas reciclar, é preciso consumir conscientemente.

Outros posts da série Educação para o consumo sustentável:

Educação para o consumo sustentável – Signos ou objetos?

Educação para o consumo sustentável – Obsolescência planejada (Tecnologia)

Papel reciclado ou certificado?

Fonte: Bruno Rico, para o Último Segundo

papel reciclado

papel reciclado

Recentemente, duas empresas precursoras da responsabilidade ambiental no País deixaram de priorizar o papel reciclado em suas atividades. O Banco Real restringiu sua utilização a talões de cheques, material de merchandising e malas diretas. Na Natura, ele foi praticamente abolido. Em ambos os casos, as companhias passaram a usar o chamado papel virgem com o certificado FSC alegando melhores benefícios socioambientais. Mas até o momento nem empresas e nem ONGs conseguem ser conclusivas frente à questão “qual papel é ecologicamente mais correto?”. A própria Natura confundiu os papéis. Em resposta enviada à reportagem do Último Segundo, afirma que o certificado FSC “define critérios de certificação florestal e de cadeia de custódia em toda a cadeia produtiva do papel”. Trata-se de um equívoco. O FSC (Conselho de Administração de Florestas, em português) é uma organização não-governamental que define critérios de certificação florestal em todo o mundo, mas não monitora o trabalho de transformação da madeira em papel.

fsc logo

fsc logo

Dentro das fábricas, onde há geração de dejetos tóxicos e alto consumo de água e energia, o FSC não trabalha. “Estamos lançando uma política que vai monitorar a parte social e ambiental das indústrias, mas ainda estamos fazendo testes”, disse Lucia Massaroth, engenheira florestal do Imaflora, uma das empresas que faz a monitoração das florestas para o FSC.

A reportagem do Último Segundo perguntou a ONGs e entidades atuantes no ramo e nenhuma pesquisa nacional que apontasse qual tipo de papel, o reciclado ou o certificado FSC, é menos impactante à natureza foi revelada. Pelo contrário, essas empresas reclamaram da falta de conclusão sobre o assunto.

O Instituto Akatu, que trabalha com sustentabilidade, disse que “ainda não existem estudos específicos e definitivos comparando os impactos dos papéis reciclados comparativamente aos brancos”.

A ONG Ekos Brasil encontrou, no entanto, um estudo europeu que responde à pergunta. A pesquisa “Examples of LCAs for Management Decisions in Europe” (“Exemplos de LCAs para as decisões de gestão na Europa, em português), encomendada pela Coop, uma cadeia de supermercados da Suíça, fez a avaliação do ciclo de vida do papel e confirmou algo que, de certa forma, já era esperado. Na média, o papel reciclado gera menor impacto ambiental do que qualquer papel virgem, incluindo os certificados pelo FSC. O principal motivo é simples: o papel reciclado poupa árvores e florestas e, por esse motivo, é defendido pelas ONGs e entidades do ramo.

Impacto ambiental do papel

Mas ambas as atividades geram impactos agressivos sobre a natureza. Para a produção de papel virgem, além do desmatamento, o diretor Délcio Rodrigues, da Ekos Brasil, explica que “precisa de solo, mudas, fertilizantes, água e energia fóssil. Quando paramos para olhar cada um desses fatores, vemos cada um desses impactos. Quanto mais uso a área, menor a possibilidade de recuperação da biodiversidade, além da liberação de gases de efeito estufa e da perda da terra, que vai parar em rios”

O papel reciclado, embora não derrube florestas, gera impactos também onerosos. Délcio explica que “a questão toda do papel (reciclado) é o branqueamento, que consome produtos químicos muito tóxicos”. Um dos vilões seria o “ftalato”, um aditivo usado para dar plasticidade à tinta. “Esses componentes, se não tratados, são altamente poluentes”.

Segundo ele, apesar dos dados confirmarem o impacto menor do papel reciclado sobre a natureza, seria um erro achar que ele não agride o meio ambiente. “O grande mito é achar que as fábricas de papel reciclado são melhores do que as outras”, alerta.

Entidades do setor apontam a fiscalização do tratamento dos dejetos tanto em fábricas de papéis reciclados como de papel virgem como uma atividade tão importante quanto a utilização de madeira proveniente de florestas replantadas. Não adianta, assim, comprar papel reciclado. Tem que conhecer como a empresa trata seus dejetos.

Certificados “verdes”

Especialistas e profissionais indicam que o consumidor volte sua atenção para os certificados que as marcas de papel carregam. Evelin Fagundes dos Santos, coordenadora de certificação da Imaflora, indica a que o consumidor observe os certificados ambientais. “Entre eles, há o FSC, o ISO 14001, e selos variados sobre a emissão de carbono”. Os selos podem ser encontrados nas embalagens dos papeis.

O FSC garante que a origem da madeira é correta, proveniente de florestas plantadas e sustentáveis; os certificados de carbono monitoram a emissão de carbono durante o processo; e o Iso 14001 monitora a geração de resíduos das fábricas. Mas há pouca informação e notícias sobre este último.

Papel virgem e reciclado: complementares

embalagem papel reciclado

embalagem papel reciclado

Especialistas ressaltam, também, que é necessário lembrar que, para se produzir papel reciclado, em algum momento foi necessária a produção de papel virgem. De acordo com Afonso Moraes Moura, da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP), a vida útil do papel dura de 4 a 7 reciclagens. E, a cada nova reciclagem, o papel vai perdendo qualidade e ganhando novas funções.

No seu primeiro estágio (virgem) ele pode, por exemplo, ser um papel sulfite. Depois, reciclado, pode até voltar a ser sulfite mas, para isso, precisa receber certa quantidade de papel virgem. Na próxima reciclagem, pode se tornar embalagem de mercadorias. Numa quarta reciclagem, já se torna caixa de papelão. E, no último estágio, vira “miolo” de caixa de papelão.

Segundo dados da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), o País recicla metade de todo seu papel produzido. Entre os papelões, cerca de 75% é reciclado. As entidades defendem a ampliação da reciclagem, mas mesmo que ela atingisse 100%, o fornecimento de papel virgem é uma necessidade do mercado. “O reabastecimento do mercado com papel novo é permanentemente necessário. Eles são complementares”, explica o diretor Afonso Moraes Moura, ABTCP.

Cartoons clássicos e críticos VII

Cartoon crítico

Cartoon crítico

Governo abre consulta pública para plano de sustentabilidade ambiental

Por: Fábio M. Michel, Rede Brasil Atual

São Paulo – Até 11 de novembro, cidadãos e entidades da

consulta pública para plano de sustentabilidade ambiental

consulta pública para plano de sustentabilidade ambiental

sociedade civil podemdar suas sugestões para a preservação e recuperação ambiental do país, participando da consulta pública para o Plano de Ação e Consumo Sustentáveis (PPCS), do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

O documento – um trabalho conjunto que envolveu outros cinco ministérios, além de diversas instituições – engloba ações a serem adotadas pelos futuros governantes que promovam a sustentabilidade dos padrões de produção e de consumo de bens e serviços.

Com a consulta pública, o MMA objetiva envolver governo, setores produtivos e população na discussão sobre a responsabilidade ambiental, em face dos alertas já sinalizados pela ciência sobre os riscos de se manter os atuais padrões de atividade econômica.

Segundo o MMA, as prioridades selecionadas pelo governo – num plano de ação que tem previsão de três anos para sua implantação – é formado por seis pontos básicos: educação para o consumo sustentável, compras públicas sustentáveis, agenda ambiental na administração pública, aumento da reciclagem de resíduos sólidos, construção civil sustentável e, por fim, varejo e consumo sustentáveis.

Orientações para a obtenção, preenchimento e envio do formulário para participar da consulta pública estão disponíveis pra download no site do MMA, no endereço http://www.mma.gov.br/ppcs. As sugestões recebidas serão submetidas à apreciação do Comitê Gestor do PPCS. A previsão é que a versão final do documento saia ainda este ano.

Cartoons clássicos e críticos VI

Cartoons críticos

Cartoons críticos

Esse é o último e o melhor da coleção.

Cartoons clássicos e críticos V

Cartoon crítico

Cartoon crítico

Cartoons clássicos e críticos IV

Cartoon crítico

Cartoon crítico

Metais pesados no Tietê

Fonte: Revista Pesquisa/FAPESP

No ínicio do século XX, nadar nas águas cristalinas do rio Tietê atraía muitos entusiastas. Hoje, quem se dispusesse a

Poluição no rio Tietê

Poluição no rio Tietê

 encarar tal desafio não correria apenas o risco de trombar com os sofás, garrafas pet e pneus de automóveis. Pesquisa feita pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena/USP) indica que, com graus diferentes de intensidade e toxidade, uma grande quantidade de metais pesados nocivos à saúde humana - como cobre, cobalto, cromo, zinco, níquel e chumbo – também está presente em diversos pontos da bacia do Tietê. O estudo, que avaliou sedimentos coletados em 12 pontos diferentes, da nascente à foz, mostra que os pontos críticos, onde a concentração dos metais é mais evidente, estão nas proximidades do reservatório de Pirapora, na região do Anhembi e no reservatório de Nova Avanhandava. “A principal causa da contaminação é o esgoto doméstico; em seguida aparecem os resíduos agrícolas e dejetos industriais”, avalia Jefferson Mortatti, que coordenou o levantamento. Segundo ele, toda a cadeia alimentar é afetada. Em seres humanos, esses metais podem provocar dermatites, alterações no sistema nervoso e nos pulmões e redução de fertilidade.

Cartoons clássicos e críticos III

Cartoon crítico

Cartoon crítico

Cartoons clássicos e críticos II

Cartoon crítico

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