Atitude Eco – Ativismo e sustentabilidade

Ativismo, mobilização, comunicação e sustentabilidade

Monthly Archives: November 2010

Acompanhe a comunidade do Rio de Janeiro

Confesso que estou assistindo a televisão para acompanhar alguns dos fatos sobre o Rio de Janeiro, mas como um bom crítico, não consigo me satisfazer com apenas a informação que os meios tradicionais estão passando. Para você que também não está satisfeito e tem essa angústia de querer conversar com algum morador do Morro do Alemão para ter a certeza que de que está fazendo o seu melhor para acompanhar os dois lados da história, aqui vão alguns garotos que moram na comunidade e estão fazendo um ótimo serviço de acompanhamento das ações da polícia.

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Virada Sustentável será realizada em São Paulo, em março de 2011

Galera, a Virada Sustentável mudou de data e agora será em junho! Para mais informações veja o post em que explico a decisão da organização sobre mudança de data da Virada Sustentável.

Fonte: EcoDesenvolvimento

São Paulo ganhará outro evento de fim de semana como o Virada Cultural, só que dessa vez preocupado com os impactos no clima. A Virada Sustentável vai ser realizada nos dia 19 e 20 de março de 2011 e contará com uma maratona de arte e diversão relacionada a temas como lixo, poluição e mobilidade urbana.

Cerca de 170 atrações estarão distribuidas entre parques da cidade, museus, espaços cultirais e ruas. Serão shows de música, teatro, exposições, cinema e intervenções artísticas realizadas por artistas que já demonstram preocupação com a questão do meio ambiente e do social.

Ao contrário do que acontece na Virada Cultural, o evento não vai ser realizado durante a madrugada. “Queremos propor uma virada da consciência. Será um evento sobre meio ambiente, mas nada de debates”, afirmou um dos organizadores do evento, o jornalista André Palhano, em entrevista ao jornal Estado de São Paulo. A expectativa da organização é atrair 2 milhões de pessoas.

O Parque Ibirapuera será um dos palcos da Virada Sustentável/Foto: Fernando Stankuns

O Parque Ibirapuera será um dos palcos da Virada Sustentável/Foto: Fernando Stankuns

Atrações

Alguns artistas já são atração confirmada, entre eles Lenine, Hermeto Pascoal, MV Bill, Falamansa e balé Cisne Negro. Além disso, nos principais palcos, como nos Parques do Ibirapuera, Carmo e da Independência, os apresentadores da festa serão os Doutores da Alegria.

Outra atração já programada será a intervenção do artista Guto Lacaz, que vai colocar piscinas no curso do Rio Pinheiros, para criar “ilhas de água limpa” em meio ao rio poluido. Todos os espetáculos participantes passaram pela seleção de um Conselho Curador, que conta com o artista Eduardo Srur e representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Fundação SOS Mata Atlântica.

O projeto

No início a Virada era apenas um projeto de shows em um centro cultural, mas a ideia foi ganhando forma e cresceu após o apoio da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente e da agência de publicidade Lew, Lara\TBWA – que está trabalhando de forma voluntária.

Assim como no Festival SWU e na Copa do Mundo, os organizadores do projeto estão preocupados em fazer tudo da forma mais sustentável possível, uma das medidas serão a neutralização da emissão de carbono, o cuidado com o lixo e o uso de materiais recicláveis.

Confira a campanha do evento abaixo:

Como foi meu Dia Sem Compras

Quando surgiu o desafio do Dia Sem Compras pensei que era uma tarefa fácil, já que não sou nada consumista e tenho aula em período integral aos sábados, o que evita que fique exposto a possíveis compras impulsivas.

Como ficaria o dia todo fora de casa, tive que começar o Dia Sem Compras na sexta feira à noite, preparando a marmita para almoçar no sábado. Para evitar comprar o passe de ônibus ou pagar estacionamento, planejei utilizar a bicicleta para minha locomoção.

A estratégia estava pronta! Se não fosse por um pequeno detalhe: Logo pela manhã, assim que estava de saída para minha aula, me dei conta de que havia perdido a chave da trava da bicicleta e, infelizmente, tive que utilizar o carro. Mesmo assim, fiquei na esperança de conseguir estacionar em algum lugar que não precisasse pagar, evitando “comprar” o estacionamento ou o cartão de Zona Azul, o que não foi possível e, logo às 10:30 da manhã já havia feito uma compra: R$6,00 em dois cartões de zona azul.

Não me dei por vencido e continuei o resto do dia sem comprar, mas confesso que muitas coisas passaram pela minha cabeça… Comida japonesa, chocolates, cerveja, etc. Não foi tão fácil quanto imaginava, mas também não foi o fim do mundo.

Também pude concluir que não nos damos conta de pequenas compras que fazemos ao longo do dia, pois individualmente representam pouco gasto, mas que ao longo do dia acumulam um dinheiro significativo. Café da manhã aqui, estacionamento ali, chiclete, docinho, água… Todos consumidos impulsivamente.

Valeu o desafio! Ano que vem estarei mais preparado e espero conseguir passar 24 horas sem consumir.

Entrevista para o Atitude Sustentável

Dei uma entrevista para o site da Revista Atitude Sustentável falando sobre a importância do Dia Sem Compras e como estou me preparando. Ficou bem legal e vale a pena conferir!

Fonte: Atitude Sustentável

Prepare-se: 27 de novembro é o Dia Sem Compras

O Dia sem Compras foi lançado pela empresa AdbustersMedia há 14 anos para provocar uma reflexão sobre os hábitos de consumo da sociedade, muitas vezes exagerados e não condizentes com necessidades reais da população. Essa maneira de consumo gera o esgotamento dos recursos naturais e o desperdício de vários materiais. Além disso, é prejudicial para a sociedade, já que muitos tem que produzir para poucos consumirem. (Clique aqui para ver um histórico completo da data). Neste ano, o movimento acontece no dia 27 de novembro.

É a primeira vez que Dani Franco vai participar do Dia sem Compras. Para ela, o maior incentivo é saber que a ação já virou um movimento. “Saber que tem mais gente tentanto se menos consumista, pensando mais simples e globalmente”, comenta.

Tulio Malaspina, editor do blog Atitude Eco, também participa do dia pela primeira vez. Para ele, a maior importância da data é a reflexão que provoca. ”É obvio que ficar um dia sem comprar não ajuda em nada diretamente, mas colocar o tema em pauta e gerar visibilidade para a causa é essencial”.

Para conseguir alcançar o objetivo do dia, Tulio vai ter que começar a se preparar um pouco antes: “tenho aula em período integral aos sábado e terei de levar meu almoço pronto, então terei de cozinhar na sexta feira a noite”.

Já Ivana Daher Silva defende que não basta deixar de comprar apenas durante um dia, mas mudar todos os hábitos de consumo. Ela começou a pensar mais sobre isso quando percebeu a quantidade de lixo que produzia sozinha e quantas coisas tinha mais não utilizava. E, além do lixo e dos danos para o meio ambiente, calculou também quanto dinheiro gastava com isso. “Está sobrando bens comprados e as pessoas não se ‘ligam’ nessa questão”, comenta.

Para ela, uma maneira de consumir de uma maneira sustentável é repassar para outras pessoas coisas que não usa mais e também pegar coisas dessas pessoas.

Guerra civil no Rio de Janeiro

upp rio de janeiroA guerra civil que temos visto tomar conta do Rio de Janeiro demonstra, mais uma vez, que as políticas e planos de repressão praticados pelo governo são movimentos que estão distantes de uma solução sensata. As UPP’s (Unidades de Polícia Pacificadora), também podem ser consideradas assistencialistas, já que buscam minimizar o problema de forma a instaurar uma forma diferente de se fazer segurança pública.

Ações assistencialistas são muito importantes na mitigação de questões complexas que exigem projetos de longo prazo, tais como a questão da violência no Rio. Porém, essas ações de nada adiantam sem um trabalho acurado que realmente imprimam a mudança nas bases do problema.

O bolsa família é muito importante, desde que esteja acompanhado de projetos que visem melhorar a condição do ensino nas comunidades carentes. As UPP’s demonstram uma nova forma de praticar a segurança pública, mas sabemos que a questão da violência e da marginalidade só será minimizada a partir do momento que a educação seja levada a sério pelo governo.

guerra civil rio de janeiroDe nada adiantam as ações da polícia pacificadora se as populações das periferias continuam recebendo uma educação falida e sem perspectiva, onde a evasão dos alunos não se dá devida a vagabundagem, e sim ao fato de que esses seres humanos não se enxergam daqui 20 anos. Pergunte a um morador dessas comunidades qual a sua perspectiva de vida…

O Brasil melhorou muito economicamente, e começa a ter destaque internacional, mas se nossos políticos não compreenderem que a educação é o primeiro passo para a resolução de qualquer situação indesejada, continuaremos com essas demonstrações inaceitáveis de insegurança e descontentamento.

Não podemos esquecer que aqueles números que estarão no jornal de amanhã não são apenas números, mas pessoas, com grande força e potencial que, impreterivelmente destinaram seu ímpeto à revolta, destruição e anarquia.

Arte, direito e urubus

Fonte: Supremo Tribunal Federal em Debate

Por: Virgílio Afonso da Silva, 37, é professor titular da Faculdade de Direito da USP.urubus bienal

É incoerente criticar um artista por usar urubus em sua obra e, ao mesmo tempo, comer animais que sofreram muito mais que os bichos em questão

A obra “Bandeira Branca”, na qual o artista Nuno Ramos usava urubus vivos, foi retirada da Bienal após protestos contra a utilização desses animais.
Essa polêmica pode ser positiva para iniciar um debate sério sobre um tema pouco discutido no Brasil: os aspectos éticos da relação entre seres humanos e animais.
O passo inicial foi dado pelo próprio artista, que, em vez de sair bradando contra suposta censura, revelou uma sobriedade raramente vista em situações semelhantes.
Embora as instituições legislativas, judiciais e policiais venham demonstrando dificuldade em lidar com as liberdades artística e de expressão (a proibição da Marcha da Maconha, o embate entre humorismo e política e o reiterado cerceamento à “bicicletada pelada” dão uma ideia disso), no caso de Nuno Ramos, o ponto central é distinto.
Não faz muito sentido encarar a polêmica como se fosse uma versão do surrado embate entre libertários e conservadores ou invocar as reações que algumas obras vanguardistas desencadearam no passado.
Ao contrário do que afirma Ramos, o que está em jogo não é “a possibilidade de pensar diferente” nem a de transgredir, mas, sim, a pergunta: por que meios? Não se trata do incômodo que a arte sempre gerou nos seus momentos mais criativos. O incômodo é outro: que “uso” podemos fazer dos animais?
Enquanto em parte do mundo ocidental acadêmicos (como Peter Singer), jornalistas (como Michael Pollan), escritores (como Safran Foer) e a grande mídia debatem com frequência a questão, no Brasil fingimos que o problema não nos diz respeito.
Nesse ponto, o texto de Nuno Ramos (“Bandeira branca, amor”,Ilustríssima, 17/10) dá outro passo importante: se ele não pode usar urubus em suas obras, por que podemos comer animais? Alguns diriam: porque na natureza é assim, os mais fortes comem os mais fracos. Na natureza, contudo, nenhum animal é maltratado durante toda a sua vida até ser morto para ser comido.
Embora eu não aborde aqui outras questões éticas relevantes, como o próprio ato de comer animais ou o de usá-los em pesquisas, é possível discutir os limites éticos da produção e do consumo de carne como ocorrem hoje em boa parte do mundo, incluindo o Brasil. É no mínimo incoerente criticar um artista por usar animais em suas obras e, ao mesmo tempo, comer animais que sofreram muito mais do que os urubus em questão.
Ramos afirma que apenas o “vegetarianismo radical” seria coerente com a crítica ao uso dos urubus. Não precisamos ir tão longe, mas um mínimo de coerência é necessário. Alguns poderiam dizer que nossa subsistência nos autoriza a mais coisas do que a arte pela arte.
Mesmo esses, contudo, teriam que dar alguma atenção ao que comem no dia a dia.
Não é possível adotar uma postura moralmente superior diante de quem usa urubus em sua arte e, ao mesmo tempo, fingir que não sabe o que acontece com os animais que aparecem no seu prato todos os dias. Esses animais costumam sofrer muito mais do que os urubus de Nuno Ramos.
Mesmo instituições bem-intencionadas, como o Ibama, parecem não perceber a incoerência. Que sentido faz exigir luz ultravioleta para os urubus (como substituta da luz natural) se poucos dos frangos que frequentam os pratos dos brasileiros veem luz natural durante a sua breve vida?
O sofrimento dos animais criados para o abate tornou-se invisível, e nós, consumidores, preferimos não pensar nisso (afinal, isso implicaria o constrangimento de revisar ou justificar eticamente alguns de nossos hábitos alimentares mais arraigados).
Quem se indignou com o sofrimento de três urubus deveria visitar as instalações de alguns de nossos produtores de carne. E, do ponto de vista jurídico, talvez esteja na hora de o Ministério Público começar a se ocupar do assunto.

Nova crise alimentar à vista, diz ONU

Fonte: Planeta Sustentável

Fiz uma postagem dia 24 de setembro falando sobre a questão da crise alimentar e estou lendo o livro “Plano B 4.0 – Mobilização para salvar a civilização“, do autor Lester R. Brown, que tem distribuição gratuita e download disponível no site do Bradesco. Como já havia tratado do assunto aqui no blog, achei muito importante a declaração da ONU. O livro “Plano B 4.0″ também é uma ótima referência, contendo dados e perspectivas muito importantes relacionados à crise alimentar.

Preços podem subir 20% em 2011

A ONU advertiu ontem que preços de alimentos podem subir de 10% a 20%  no ano que vem, depois de problemas de colheitas e uma queda esperada nas reservas globais. Mais de 70 países africanos e asiáticos serão os mais atingidos, segundo relatório mensal da organização.

Na previsão mais sombria desde a crise alimentar de 2007/2008, que provocou distúrbios sociais em mais de 25 países e deixou mais 100 milhões de pessoas sem o que comer, os autores do relatório pedem aos países que se preparem para tempos difíceis.

“Os países devem se manter vigilantes contra choques de fornecimento”, adverte o documento. “Os consumidores terão pouca chance, a não ser pagar mais caro por sua comida. O tamanho das colheitas de 2011 é um fator cada vez mais crítico. Para que haja uma reposição de estoques e um retorno dos preços a níveis mais normais, serão necessárias grandes ampliações de produção no ano que vem”.

Preços de trigo, milho e muitos outros grãos comercializados internacionalmente subiram em até 40% nos últimos meses. Os preços de açúcar, manteiga e mandioca são os mais altos dos últimos 30 anos, e a alta de preços também se verifica nas carnes e peixes.

A inflação de preços de alimentos – exacerbada por especulação de preços, a onda de calor na Rússia e o forte movimento nas bolsas de futuros – está hoje em 15% ao ano em alguns países. De acordo com a ONU, o custo de importação de alimentos pode ultrapassar a marca de U$ 1 trilhão.

A extrema volatilidade dos mercados mundiais apanhou a ONU de surpresa, e a forçou a reavaliar suas previsões para 2011. “Raramente estes mercados exibem este grau de incerteza e mudanças súbitas em um período curto de tempo. A produção mundial de cereais, que é atualmente de 2.2 bilhões de toneladas, está 2% abaixo dos níveis de 2009, e 63 milhões de toneladas abaixo do previsto em junho”, diz o relatório, segundo o Business Green. “Contrariamente às previsões, a produção de cereais deve se contrair em 2%, e não se expandir em 1.2%, como se previa”.

Deputados do MT em manobras políticas

Fonte: O Eco

O Instituto Centro de Vida (ICV) elaborou um vídeo revelando os bastidores da aprovação zoneamento econômico e ecológico de Mato Grosso. Deputados estaduais alteraram de última hora proposta amplamente discutida pela sociedade durante 20 anos, praticamente duplicando áreas destinadas às atividades agrícolas e cortando mais de 70% daquelas aptas à criação de unidades de conservação. As manobras políticas foram escandalosas. Assista e participe no blog www.zoneamento.wordpress.com

The Meatrix – Animais para abate

O vídeo abaixo é uma parodia do filme matrix que fala sobre a pecuária e a criação de animais para o abate, abordando essa questão com humor, sem deixar a seriedade do problema de lado. O site que produziu o vídeo chama The Meatrix e tem muito mais informação sobre formas de participar do movimento ou de espalhar a palavra. Bem interessante!!

Para ativar a legenda em português, clique no “cc” no canto inferior direito e selecione “português”.

História dos eletrônicos – Story of Electronics

O mais novo vídeo do projeto Story of the Stuff é bem interessante e fala sobre a obsolescência planejada. Em português claro, é quando a indústria utiliza estrategicamente fatores como moda e inovação para fazer com que os consumidores comprem constantemente novos produtos, sempre acreditando que aquilo que possui está desatualizado.

Para assistir a versão com legendas é preciso acessar o vídeo pelo Youtube, clicar no “cc” no canto inferior direito do vídeo e escolher a legenda “Português”.

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