Atitude Eco – Ativismo e sustentabilidade

Ativismo, mobilização, comunicação e sustentabilidade

Monthly Archives: August 2011

Semana de sustentabilidade do curso “Ativismo e Mobilização”

Estou participando do curso “ativismo e mobilização para sustentabilidade” apresentado no vídeo acima e, como prometido, vou compartilhar semanalmente o que está rolando de conteúdo e discussões. Nesta primeira semana de curso o tema foi sustentabilidade e as aulas foram dividias em dois módulos: ”O que é Sustentabilidade e Economia x Ecologia” e ”Onde se encaixam a dignidade, a liberdade e a criatividade?“. Foram indicados diversos textos e vídeos como “tarefa de casa” e ao final tivemos um bate papo caloroso sobre os temas.

Definir “sustentabilidade” realmente não é uma tarefa fácil. Será que a essência da sustentabilidade é combinar ecologia (reconhecimento de limites), sociedade (acesso e capacitações) e economia (como meio, não como fim)?

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Exclusão e racismo ambiental, quem vai pagar o preço da degradação ambiental?

O curso de Ativismo e Mobilização começou e já tivemos o primeiro bate papo sobre o tema da sustentabilidade. Confesso que a quantidade de textos e vídeos é grande e não está sendo fácil dar conta de tudo. Prometo dar uma boa resumida no que está sendo discutido para multiplicar os conhecimentos que estão sendo compartilhados nesse grupo.

Um dos primeiros vídeos que foram indicados foi o do médico Paulo Saldiva no TEDxSP 2009, onde ele faz uma análise do paciente “planeta terra” e conclui que o quadro clínico é crítico. Além da análise, Paulo também conceitua o que ele chama de racismo ambiental, que seriam os “custos” pagos pela população como resultado da deterioração da qualidade do ambiente. As sociedades que estão consumindo mais e são os grandes responsáveis pela degradação ambiental terão os mesmos problemas das sociedades mais pobres? As periferias estão sempre mais degradadas que os condomínios de luxo e bairros nobres da cidade. Nos locais afastados a coleta de lixo é precária, o transporte quase não existe e saneamento básico é uma promessa.

A criminalização do artista e o preconceito da sociedade

Em 2008 era estudante de publicidade na ESPM-SP, considerada por muitos como a melhor escola de marketing da América latina e, diferente dos meus companheiros de faculdade, optei por passar seis meses caminhando pela América do Sul. Durante esse período fiz bicos em bares, vendia artesanatos e ainda conseguia um trocado com música. Tive cabelo rastafari por seis anos e era a típica imagem de um hippie.

hippies artista de rua(Sou o cabeludo de calça vermelha)

Um belo dia de sol nos Andes, estava eu e minha companheira argentina (formada em fonoaudiologia) na calçada da rua principal da cidade de Copacabana no lago Titicaca, Bolívia, trabalhando. Os turistas, a grande maioria bolivianos, adoravam comprar artesanatos. De longe escutei uma mulher dizendo para sua filha: “Tá vendo só filha? Se você não estudar vai ficar assim como eles, vendendo coisa na rua…“. E lá estava eu e minha parceira, ambos com curso superior, trabalhando com arte por opção.

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A vida de uma família alternativa

Pode parecer estranho para muita gente, mas a realidade em que vivem a atriz e educadora Karina Signori e o biólogo Márcio Mortari não é tão distante do que é possível de ser feito em ambientes urbanos. Algumas técnicas são mais comuns, tais como a energia solar, captação de água e aproveitamento da luminosidade, mas as composteiras ainda causam certo constrangimento nas pessoas.

Tenho um minhocário em casa e os comentários das visitas são sempre carregados de equívocos negativos. A composteira mudou significativamente a quantidade de resíduos que descartamos. Eram cerca de três sacos por semana e hoje não passa de um saco.

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Eu quero mudar a política, eu quero mais poder para o cidadão! #EuVotoDistrital

Hoje fiz uma entrevista com Pablo Ribeiro, um dos idealizadores dos projetos #EuVotoDistrital e Eu Lembro. Essas duas iniciativas buscam melhorar o processo eleitoral para qualificar a representação dos candidatos eleitos. O Marcelo Tas é uma das pessoas que acredita que esse projeto trará mudanças significativas para a política do nosso país. Fique por dentro e mobilize seus amigos para viabilizar o voto distrital!

marcelo tas política

Pablo Ribeiro é formado em propaganda e marketing pela ESPM. Trabalha atualmente com empreendedorismo social, projetos digitais e consultoria. Realizou recentemente o www.eulembro.com.br , site que ajuda o eleitor a se lembrar em quem ele votou e a acompanhar os seus políticos.

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Como a comunicação nas embalagens pode contribuir para o consumo consciente?

Em julho escrevi um post sobre embalagens que citava cinco exemplos de benefícios que os designers e publicitários levam, ou deveriam levar em conta durante o processo de criação desses itens. Hoje vou aprofundar o tema da comunicação para demonstrar como esse quesito é importante para o consumidor e também para a marca. Nós estamos muito acostumados com a relação de consumo destas informações e muitas vezes nem notamos o seu papel no processo de compra. comunicação embalagem

No dia a dia você pode nem notar, mas toda embalagem apresenta basicamente, o nome da marca que comercializa o item, o nome do produto, a quantidade de produto que você estará adquirindo ao escolher essa embalagem, o local onde foi fabricado, informações de atendimento ao consumidor e código de barras. Além do básico, cada tipo de produto apresenta especificidades que devem ser comunicadas. As embalagens dos medicamentos são caracterizadas por faixas com cores distintas, as de alimentos e bebidas devem conter informações nutricionais e ingredientes do produto, data de validade etc.

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Projeto Cidade para Pessoas vai visitar 12 cidades exemplares

cidades para pessoasO projeto Cidades para Pessoas foi idealizado pela jornalista Natália Garcia e financiado por meio da plataforma de crowdfunding Catarse por mais de 250 pessoas que acreditaram que essa ideia merecia ser colocada em prática. O objetivo do projeto é visitar, durante um ano, doze cidades que foram planejadas ou tiveram a consultoria do arquiteto Jah Gehl - ou que sejam consideradas por ele um importante exemplo de “cidades para pessoas” – para entender na prática como é o dia a dia de um morador desses locais.

O próprio Jah Gehl exemplificou muito bem como esse projeto colabora com as mudanças na frase: “quando você pergunta a uma criança o que ela quer no próximo natal, ela vai te responder com uma lista de objetos que ela conhece. Uma criança nunca vai querer algo que não conheca, certo? O mesmo se dá com as cidades. As pessoas só vão exigir cidades melhores de fato quando elas souberem COMO e o QUÃO melhores as cidades podem ser.

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Projetos de sustentabilidade X empresa sustentável

troféu joinha sustentabilidadeSe você é leitor desse blog, já deve ter visto uma série de projetos de sustentabilidade bem legais, que trabalham de forma série e comprometida com a causa que escolheram. Esse projetos são uma realidade no Brasil. As empresas estão dedicando tempo e dinheiro para minimizar os impactos negativos e catalizar os impactos positivos. Diversos prêmios e selos comprovam a qualidade e e seriedade desses trabalhos, mas essas práticas ainda são muletas para o problema socioambiental que estamos enfrentando.

A grande maioria dos projetos de sustentabilidade que estão surgindo são ações mitigadoras dos impactos negativos do negócio, ou seja, não apresentam mudanças efetivas na mentalidade das empresas. Uma empresa de tecnologia não pode se considerar sustentável se não abolir a prática da obsolescência programada (Se você não sabe o que é obsolescência programada, leia os posts: “A história dos eletrônicos” e “Educação para o consumo sustentável – Obsolescência programada“). Assim como supermercados e bancos também não podem se dizer sustentáveis se não levarem em conta as margens e juros que estão utilizando em suas negociações.

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Documentário sobre Woodstock e o poder transformador da música

Não é de hoje que eu tento inserir um pouco de cultural musical nesse blog. Música é o idioma universal e tem tudo haver com sensibilização e mobilização de pessoas. Não é a toa que grandes movimentos revolucionários foram catalizados pelo poder de união que a música proporciona. Posso citar rapidamente o Rock and Roll, o movimento Hippie, o Tropicalismo no Brasil. Todos esses movimentos musicais nasceram pela necessidade de se conquistar uma mudança social. O descontentamento com a realidade e esperança de mudança ficaram impressas nas letras e melodias que o estilo musical dos grupos revolucionários tinham. A música é revolucionária, tanto no âmbito pessoal quanto global.

O documentário acima tem três horas e meia e fala sobre os três dias do festival Woodstock. Fico arrepiado só de pensar. Assista, vale a pena.  Read more of this post

Sustentabilidade é uma ideia simples. #citação

Citação de sustentabilidade Sustentalab

“Sustentabilidade é uma ideia simples. Baseia-se no reconhecimento de que quando recursos são consumidos mais rápidamente do que são produzidos ou renovados, tornam-se escassos ou exauridos.”

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