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Tulio, pode ser simplista meu modo de ver essa situação, mas sinceramente abolir somente a “sacolinha” distribuída nos supermercados não resolverá grande coisa, os saquinhos utilizados para cada produto que vc escolhe, bandejas de isopor entre outros , principalmente no mercado é imensamente grande o volume formado e eles não podem muitas vezes serem encaminhados a reciclagem por estarem sujos e contaminarem outros…enfim…é uma discussão pra muiiiiiiiiiito tempo mesmo. Educar é um grande passo…..porém a de ser de forma mais dura…. sem flexibilizar …. Acho difícil sem um comprometimento geral de TODOS.
Sem dúvida Drika! A questão das sacolas plásticas é apenas uma gota no oceano. Mesmo assim andou incomodando bastante gente… A legislação tem um grande papel no processo de mudança, mas a educação é sempre o pilar fundamental.
Alo Túlio, Vc. conhece bem a nossa posição sobre o assunto, o que existe de real nisso tudo é uma grande guerra comercial entre duas tecnologias a hidrobiodegradável / compostável contra a oxibiodegradável para substituir as sacolinhas convencionais, o resto é perfumaria para os supermercados enganarem a população (os mesmos já pagavam a conta embutida e agora vão pagar também a explicita, eles ficam cada dia mais ricos e o povo, há o povo não tem jeito mesmo…). Caixas de papelão, sacolas de papel, pano, lona ou o que seja, não conseguem de jeito nenhum ser mais sustentáveis, nem forçando, as eco-engodos vindas da China e Vietnam então não tem qualquer chance de serem melhores sob quaisquer aspectos, teriam de ir e vir entre 150 e 180 vezes e na média não dá nem 50 vezes, e o custo em meio ambiente para lavá-las água e sabão desperdiçados nos Tietês da vida…
A solução é a educação, mas esta não é fácil…por enquanto temos de buscar o que pode ser melhor do que as convencionais… é só pesquisar o que existe sobre cada alternativa e ver a menos pior…
Olá! Vamos responder seu texto, parágrafo por parágrafo. Segue:
VOCÊ: Durante o ano passado, diversos municípios aprovaram leis restritivas com relação ao uso das sacolas plásticas e, mediante a proximidade da data de efetivação destas leis, algumas empresas começaram uma campanha a favor do uso de sacolas plásticas. A reação foi tardia e os argumentos são fracos, mesmo assim vale um esclarecimento sobre possíveis matérias e notícias que venham a surgir por ai.
NÓS: Túlio, os argumentos apresentados são científicos, como o estudo britânico que mostra que as sacolas plásticas são mais sustentáveis que as alternativas, e também o estudo sobre a contaminação das caixas de papelão e sacolas retornáveis. Mas isso, colocaremos mais pra frente em resposta…
VOCÊ: O primeiro contato que tive com a campanha promovida pelo Instituto Socioambiental dos Plásticos e Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief) foi uma ação publicitária de 1/4 de página no caderno Mercado da Folha de São Paulo. A publicidade veiculada pode ser vista na imagem abaixo. Como você pode ver, o principal argumento desta peça publicitária é o custo para o consumidor. Há uma menção à questão do impacto ambiental, mas a citação é feita de forma simplista para confundir o leitor.
NÓS: Como você citou, foi a primeira ação publicitária que você viu, não necessariamente a primeira veiculada, certo? A Plastivida destacou em anúncios, diversos pontos importantes para que o consumidor, e maior interessado no assunto, possa tirar suas próprias conclusões sobre a questão.
VOCÊ: Muito além da clara escolha das cores verde e azul para simbolizar afinidade com questões ambientais, a peça publicitária também apresenta alguns pequenos detalhes que necessitam de maior atenção para serem notados, como é o caso da citação “As sacolinhas são a melhor embalagem do ponto de vista ambiental, seu processo de fabricação é o menos poluente.“. Realmente o processo de fabricação de uma sacolinha tem menor impacto ambiental que a produção de uma sacola mais durável. Mas este fato não torna o ciclo de vida do produto menos impactante. A construção da frase utiliza um argumento real para influenciar a percepção do leitor sobre o contexto.
NÓS: Como disse no primeiro parágrafo, um estudo científico britânico mostrou que as sacolas plásticas são as alternativas mais sustentáveis. Caso tenha tempo para um conhecimento extra sobre o assunto, segue o estudo – http://migre.me/5azv8.
Além disso, a Fundação Espaço Eco e o Akatu, fizeram um recente estudo/pesquisa sobre a eco eficiência das sacolas, analisando todo o ciclo de vida, tanto das sacolinhas plásticas, quanto das de papel e etc etc… e chegaram à conclusão de que as sacolas plásticas são mesmo a melhor opção para as compras. Poluem menos, MESMO analisando todo o seu ciclo de vida.
O objetivo das ações publicitárias da Plastivida não é influenciar o leitor, apenas esclarecer a ele, de quem será o benefício. Longe de ser do meio ambiente.
VOCÊ: Mesmo que as sacolas plásticas tenham um processo de fabricação menos poluente, o curto ciclo de vida do produto faz com que sejam necessárias dezenas ou centenas delas para igualar o ciclo de vida de uma sacola mais resistente. No final das contas, analisando a fabricação, utilização, descarte e processo de reintegração na natureza, podemos afirmar com certeza que existem diversas outras opções mais sustentáveis. A sacolinhas realmente são reutilizadas pelos consumidores, mas apenas uma vez, para descartar os resíduos da residência.
NÓS: Enquanto você afirma com certeza, a Plastivida afirma cientificamente.
As sacolinhas podem ser reutilizadas diversas vezes e para muitas coisas, inclusive para a reciclagem. Mas, se forem reutilizadas para o acondicionamento de lixo, também está ok. Primeiro, por que os órgãos de saúde recomendam que o lixo seja descartado em plásticos por questões higiênicas, e segundo, por que sem as sacolas plásticas para esse fim, o consumidor precisará comprar sacos de lixo, daqueles pretos, que são feitos do mesmo material que as sacolinhas, ou seja, mudança alguma, exceto no bolso do consumidor, de novo.
VOCÊ: Por acaso, hoje pela manhã li duas notícias no Facebook sobre essa mesma questão. Uma com o título “Sacolas retornáveis podem ser fonte de contaminação microbiológica” e outra “As sacolas de plástico não são as vilãs do meio ambiente“, ambas matérias promovidas pela Abief e Plastivida.
A primeira matéria, sobre contaminação microbiológica é um horror. Uma verdadeira matéria sensacionalista digna do troféu manipulador do ano. Desde o surgimento do Dr. Bactéria na Rede Globo sabemos que tudo, em maior ou menor escala, está contaminado (sua escova de dentes têm coliformes fecais). Desde pequeno mamãe ensinou a lavar todas as frutas antes de comer. Também ensinou a lavar as mãos e principalmente a embalagem de produtos enlatados. É uma regrinha básica que também serve para a sua sacola retornável. Considero o Dr. Bactéria um tanto paranoico, mas essa matéria superou as expectativas.
NÓS: A primeira matéria a qual você se refere, a de microbiológica, considerada por você algo sensacionalista, na verdade é um ESTUDO CIENTÍFICO… Segue o estudo, repito, científico, caso alguém queira ter acesso – http://www.ecopaperpack.com.br/noticias-site-ecopaper/.
Além desse texto, tem uma matéria sobre essas contaminações também do Jornal do SBT. Todo mundo sensacionalista?
VOCÊ: Miguel afirma que o maior problema na questão das sacolas plásticas é o desperdício ocasionado pela baixa qualidade das sacolinhas disponíveis no mercado (as pessoas costumam utilizar duas sacolas). O desperdício é de fato um problema, mas inserir um selo de qualidade e aplicar normas da ABNT não são suficientes para lidar com a questão. O desperdício não está só na hora de levar a compra para casa, mas também na hora de reutilizar a sacolinha nas lixeiras de casa.
NÓS: Sim, e é exatamente por isso que Miguel Bahiense citou o Programa de Qualidade e Consumo Responsável, que está diretamente ligado a uma iniciativa criada também pela Plastivida, chamada de Escola de Consumo Responsável, que visa educar a população para o consumo e o descarte consciente dessas sacolas. Não basta ser uma sacola de boa qualidade, precisa saber como usá-la e descartá-la.
VOCÊ: Como podemos trabalhar a questão do desperdício se o custo dessas embalagens é, segundo o próprio Miguel, invisível?
NÓS: Independentemente de custo visível ou invisível, a questão do desperdício precisa ser trabalhada. Nada deve ser desperdiçado. Isso também é lição de casa da mamãe.
VOCÊ: É ai que retomo a primeira peça publicitária: Só haverá maior custo para os consumidores que continuarem desperdiçando embalagens.
NÓS: Haverá maior custo para todos, não só para os que desperdiçam. Conforme sabe, o preço das sacolas plásticas já está embutido na mercadoria. Com o banimento, o consumidor precisará pagar por sacos de lixo, sacos para transportar suas compras e etc… ou seja, maior custo para todos, menos para os supermercadistas.
VOCÊ: O fator econômico é o primeiro passo para “educar” a população sobre a questão do desperdício. Além disso, é preciso disponibilizar diversas opções aos consumidores, possibilitando que ele faça a escolha daquilo que acredita ser melhor para a utilização que ele pretende fazer.
NÓS: Educar é uma coisa, penalizar é outra. As sacolinhas são 100% recicláveis. É preciso sim, investir em coleta seletiva e em educação para a população, para que pare de usar e descartar como se não houvesse amanhã.
Quanto às “diversas opções”, não há mais sustentáveis, mais práticas, mais higiênicas, recicláveis e reutilizáveis… que as sacolas plásticas.
Pingback: Comentários dos leitores sobre a questão das sacolas plásticas « Atitude Eco Atitude
Parabéns pelo post Tulio!! Você tá de brincadeira que um blog com o nome “http://www.sacolinhasplasticas.blogspot.com/” continue a negar que as sacolas plásticas poluem o ambiente… pelo amor de deus! vocês já perderam essa….Mudem seu produto e atendam essa nova demanda! Não fiquem dando murro em ponta de faca!
oii gente ;}
bom tenho um trabalho de escola pra fazer e um debate sobre a questao da proibição das sacolinhas plasticas e eu queria a ajuda de vcs com argumentos,pois li o q vcs postaram e vi q vcs estao por dentro do assuntoo
obrigada pela atenção
Bom começo dizendo pra vcs, nós podemos viver sem o plástico? Nós temos capacidade de tirar o plastico do nosso dia dia? Nós podemos banir tudo que é derivado do plástico? A resposta nós sabemos não é? Olhe ao seu redor, quantas vezes foi possivel vc ver um material, um produto ou objeto derivado do plástico. Na minha casa por exemplo, tem varias, a começar pelo teclado do computador, o monitor, a caneta… e assim por diante, sem falar que todos este produtos novos na loja estava em uma embalagem de plastico, a onde foi parar estas embalagens de plasticos? Esta semana comprei uma tv nova, tinha plastico. Ai eu lembrei do meu carro quando tirei da loja, tinha plastico no banco.
Ai eu gostaria de saber, será que só o saquinho plastico que são distribuidos no caixa do mercado, são os vilões da mãe natureza e os saquinhos da sessão de frutas e legumes? è o que?
Adriano, o maior problema da sociedade é a hipocrisia e a ignorância. Criam-se leis sempre para prejudicar os mais pobres, os menos favorecidos e nunca pensando em defesa do meio ambiente, do planeta! Quem defende esses projetos e essas leis não tiram o trazeiro de almofadas e tem cérebro de ameba.