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Além de ganhar esse terreno do Governo do Estado do Rio de Janeiro, e estar causando todos esses impactos ambientais que são relatados no post, a Nissan teve de brinde uma isenção fiscal no valor de seis bilhões de Reais… Esses políticos são uns corruptos mesmo!
Tulio, muito oportuno este seu post. Para ficar em apenas um das perguntas que este caso exige: WTorre abre o Shopping JK Iguatemi sem ter dado a mínima para a contrapartida de mobilidade urbana exigida pela Prefeitura de São Paulo; WTorre se suja com a encrenca da obra do novo Palestra Itália; WTorre, WTorre, WTorre… Estes dias, para no congestionamento na Avenida JK em São Paulo, ouvi no rádio que o presidente da WTorre iria apelar para o “presidente” Lula, caso continuasse tendo problemas com “entraves” colocados pelas administrações públicas para liberação de suas obras… Até quando WTorre?
Informações ótimas essas… vou pesquisar mais a respeito e continuar escrevendo sobre isso aqui no blog!
Acabei de reclamar no site da Nissan, sei que é pouco.. mas é alguma coisa.
Go go pessoal, bora reclamar também! A união faz a força!
http://www.nissan.com.br/#fale-conosco
Nuke it!
Pois é Tulio, conversamos por alto sobre isso naquele encontro lá na Lapa durante a Rio+20.
Mas a verdadeira acusação desse crime ambiental não deveria ser dirigida a Nissan. Ela só precisa de um lugar logisticamente adequado (às margens da Dutra) para instalar a fábrica. O problema está nos órgãos que cederam e liberaram licenças para instalação naquela área. Não preciso dizer quais são, pois já citou todos no post.
A situação é séria, não é a primeira vez que acontece e nem será a última. Existem muitos interesses por trás disso aí e é exatamente por isso que vemos licenças ambientais absurdas liberadas por todo o país em prol do tal “desenvolvimento”. O negócio é fazer barulho ao ponto da própria Nissan não querer instalar a fábrica por lá, pois se dependermos dos órgãos ambientais não sobrarão áreas de preservação no país.
Ainda inconformada com este tema, andei pesquisando um pouco mais. Até concordo com o ponto da @Heidy Motta, sobre formalizar reclamação com a Nissan, mas acho que precisamos disso e mais: precisamos questionar a origem do problema. Me parece que o problema acaba acontecendo por uma deficiência no critério de concessão de crédito do Programa RioInvest – que é um programa do governo para atração de investimentos para o Rio através de incentivos financeiros que até onde me foi possível analisar, não incorpora critérios para análise de impacto ESG (meio ambiente, sociedade e governança corporativa).
Se a Nissan tive recorrido a financiamento através de qualquer um dos bancos signatários dos Princípios do Equador, seu projeto de R$5.9 bilhões dificilmente teria sido aprovado sem ajustes e auditoria de gestão…
Notem que a liberação do crédito está condicionada à qualificação pelo RioInvest e subsequente aprovação pela Assembléia Legislativa do Rio – e como ambas aconteceram, em princípio, o processo é legítimo. Portanto, o gap está nas práticas e omissões do governo do Rio e critério para concessão do crédito – e não exatamente com a Nissan. Os órgãos ambientais entram em ação apenas na fase de execução do projeto portanto já tarde…
Precisamos pressionar e apelar para o bom sendo da Nissan, como coloca o @Coluna Zero, mas não deixar de fazer o mesmo com o Governo do Rio de Janeiro, que é responsável pelo Programa RioInvest, para que o critério de concessão de crédito seja revisto urgentemente.