Atitude Eco – Ativismo e sustentabilidade

Ativismo, mobilização, comunicação e sustentabilidade

Tag Archives: conservação

Conheça 5 exemplos de benefícios das embalagens

Há algum tempo estive num evento que discutia a sustentabilidade das embalagens e diversas vezes escutei palestrantes dizendo a seguinte frase “As embalagens são sustentáveis pois conservam o bom estado do alimento, evitando desperdícios”. De fato a embalagem tem esse papel importantíssimo, mas sabemos que as marcas estão mais preocupadas com as características comerciais e de exposição de marca que as embalagens proporcionam e existem outros pontos que os bons designers levam em conta que nem passam pela nossa cabeça.

Além da questão da conservação e da comunicação, as embalagens impactam também na logística de transporte, no uso cotidiano e no descarte desses materiais. Vou citar alguns exemplos para que vocês compreendam como esses itens são estrategicamente pensados para facilitar ou não a vida das pessoas.

péssima embalagem banana

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Deputados do MT em manobras políticas

Fonte: O Eco

O Instituto Centro de Vida (ICV) elaborou um vídeo revelando os bastidores da aprovação zoneamento econômico e ecológico de Mato Grosso. Deputados estaduais alteraram de última hora proposta amplamente discutida pela sociedade durante 20 anos, praticamente duplicando áreas destinadas às atividades agrícolas e cortando mais de 70% daquelas aptas à criação de unidades de conservação. As manobras políticas foram escandalosas. Assista e participe no blog www.zoneamento.wordpress.com

Um passo de cada vez

Fonte: Greenpeace

Frigoríficos afirmam ter parado de comprar gado de terras indígenas e unidades de conservação, um ano após o lançamento do relatório do Greenpeace sobre pecuária na Amazônia.

Foto por Edson Rodrigues

Foto por Edson Rodrigues

Os três maiores frigoríficos do Brasil – JBS/Bertin, Marfrig e Minerva – anunciaram na última semana que deixaram de comprar gado de 221 fazendas localizadas dentro de terras indígenas, unidades de conservação ou próximas a áreas recém-desmatadas na Amazônia. Outras 1.787 propriedades, num raio de até 10 quilômetros de novos desmatamentos, unidades de conservação e terras indígenas, passam por averiguação. As empresas declararam também ter o ponto georreferenciado de mais de 12.500 fazendas, número que, segundo elas, representa 100% da cadeia de fornecedores diretos da região.

“A apresentação desses números é uma clara e bem-vinda sinalização de que o setor está de olho nas novas exigências do consumidor preocupado com o meio ambiente em todo o mundo. As empresas precisam agora ampliar e consolidar esse trabalho, realizando auditorias nos processos, garantindo transparência e confiabilidade aos dados e convencendo seus fornecedores a disponibilizarem mapas com os limites georreferenciados das propriedades”, afirma Paulo Adario, diretor da campanha da Amazônia do Greenpeace.

Os resultados entregues, nove meses após a assinatura de acordo entre os frigoríficos e o Greenpeace (assinado em outubro do ano passado), correspondem à primeira etapa do compromisso assumido pelas empresas-líderes do setor da pecuária com desmatamento zero na Amazônia: cadastrar e mapear todas as fazendas de seus fornecedores diretos, para não comprarem mais gado proveniente de áreas recém-desmatadas na região, de terras indígenas e áreas protegidas.

O monitoramento dessa cadeia produtiva é essencial para que clientes e consumidores de produtos bovinos não contribuam indiretamente para a destruição da maior floresta tropical do mundo. No entanto, para que esse processo ocorra de forma eficaz e transparente, é indispensável a realização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) das propriedades, ferramenta que possibilita monitorar por satélite e identificar com segurança todos os fornecedores – tanto os que produzem sem desmatar quanto os que desmataram a floresta após outubro de 2009.

No Mato Grosso, detentor do maior rebanho do país, menos de 5% das fazendas estão cadastrados no sistema de licenciamento ambiental do governo do estado. A exigência do cadastro é lei e tem prazo para ser cumprida: novembro deste ano. No Pará, o número de fazendas registradas junto ao CAR – Cadastro Ambiental Rural – saltou, em menos de um ano, de cerca de 300 para 19 mil propriedades inscritas, devido às pressões exercidas por consumidores e pela atuação do Ministério Público Federal, que moveu ações obrigando parte da cadeia a realizar o cadastramento. Porém, esse número ainda representa apenas 9% do total de propriedades do Estado.

“As pressões dos frigoríficos são fundamentais para promover o cadastramento das fazendas nos Estados. Também vamos cobrar daqueles que ainda não assumiram nenhum compromisso com a floresta. Os consumidores precisam saber quem ainda não está se mexendo para tirar o desmatamento de seu negócio”, afirma Adário.

Os três frigoríficos responderam, em 2009, por 36% do abate feito na Amazônia Legal. O restante vem de pequenos, médios e grandes frigoríficos que até agora não assumiram compromisso com o desmatamento zero e vendem seus produtos para os consumidores, por meio de supermercados que ainda não limparam suas prateleiras de passivos ambientais e sociais.

Embalagem sustentável com isolamento térmico

Fonte: Nosso Impacto/Marcelorino

Entropy Solutions – Greenbox com gerenciamento térmico

Esta embalagem além de ter ganhado o prêmio Greener Package Award, foi ganhador também do prêmio Inovação do ano.

Greenbox é a primeira caixa de embarque de temperatura controlada produzido com 100% de fontes renováveis, atóxico e biodegradável. O material se chama PureTemp e é produzido por Entropy Solutions (www.entropysolutionsinc.com). O material é um óleo derivado de fontes vegetais que controla as temperaturas extremas que variam de frio como gelo seco, quente como o café, simultaneamente absorvem e liberam calor.

Mantém a temperatura por mais de cinco dias e evitando a deterioração do produto, o que faz com que a indústria deixe de perder mais de US $ 3 bilhões por ano em perda do produto. Além disse ele é reutilizável economizando mais de 65% no transporte e os custos de distribuição. Greenbox é reutilizável mais de 50 vezes.

Como se não fosse assustador os cinco dias de conservação da temperatura, a tecnologia ainda promete o mantenimento da temperatura de acordo com o produto comprado. O portfólio de embalagens térmicas é vasto e pode conservar produtos desde -40°C até 150°C. Não entendeu? Também demorei pra entender. O exemplo que eles dão no site é o do café, utilizando a embalagem de 57°C. Quando colocado o café na embalagem (mais quente que 57°C), o óleo absorve o calor e o mantém até que o café começe a esfriar abaixo da temperatura desejada (57°C) e, quando isso acontece, ela faz a troca inversa de energia, mantendo a temperatura sempre moderada.

Note que essa solução não feita para sua garrafa térmica, e sim para o transporte de produtos perecíveis que necessitam da conservação com pouca variação de temperatura.

Veja mais: http://www.greenboxsystems.com/

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