Atitude Eco – Ativismo e sustentabilidade

Ativismo, mobilização, comunicação e sustentabilidade

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Construção de 100 casas em agosto! Um Teto para meu País

No inicio no ano alguns amigos meus participaram da construção de casas promovidas pela ong Um Teto para meu País e voltaram de lá com ótimas histórias de vida. Todos, sem exceção, ficaram encantados com a experiência de se construir aquilo que será a residência de uma família pelos próximos anos.

Fiquei encantando com o vídeo abaixo pois ele demonstra muito bem o sentimento que as pessoas demonstram ao comentar sobre o final de semana de construções. É realmente incrível.

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Arquitetura sustentável no MAM (considerações)

citação alberto magnaghi arquitetura sustentávelHoje pela manhã eu, a Laila (estimada) e a Laís (atleta) fomos visitar as duas exposições sobre arquitetura sustentável no MAM e passamos pouco mais de duas horas por lá. Ambas são estudantes de arquitetura e sempre me ajudam quando tenho dúvidas sobre o tema.

Logo na entrada havia uma linha do tempo com alguns exemplos de contruções, notícias e citações que marcaram cada época. Foi bem interessante observar como a questão ambiental ganhou corpo ao longo dos anos e como os arquitetos fizeram para fundir o habitacional (social) com o entorno (ambiente).

Começando por Alberto Magnaghi: “É numa cultura da valorização dos recursos do meio por seus habitantes que reside a chave estratégica de um desenvolvimento sustentável, não em algumas próteses técnicas complementares.

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Instituto Vidrih – Cursos de pós ambiental

Recebi um email do Instituto Vidrih, de Bauru-SP, com uma série de cursos de pós graduação latu sensu relacionados à meio ambiente e sustentabilidade para ínicio no primeiro semestre de 2011. Achei bem interessante e fico feliz de multiplicar esse conteúdo. O legal é que se você apresentar uma impressão desse post na hora da matrícula, recebe 10% de desconto nas mensalidades. Para mais informações clique no nome do curso.

Curso de especialização em AGROECOLOGIA E PRODUÇÃO ORGÂNICA

Curso de especialização em CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVELInstituto Vidrih

Curso de especialização em GESTÃO FLORESTAL

Curso de especialização em MUDANÇAS CLIMÁTICAS E PROJETOS DE CRÉDITO DE CARBONO

Curso de especialização em PERÍCIAS E AVALIAÇÕES AMBIENTAIS

Energia Solar a vista!

Painel Solar

Painel Solar

Vem ai a primeira usina de energia solar da América Latina óóóóoóóó!

Uma parceria entre a Companhia Elétrica de Minas Gerais (Cemig) e a fabricante de painéis fotovoltaicos Solaria, empresa espanhola, prevê a construção da usina já no ano que vem, na cidade de Sete Lagoas.
O investimento inicial gira em torno dos R$ 40 milhões, dos quais R$ 25 milhões serão direcionados especificamente para a construção da usina.
Tanto dinheiro assim deve-se ao fato de que a energia solar ainda é quatro vezes mais cara, quando comparada aos modelos atuais brasileiros, por falta de investimento no setor, o Brasil tem que importar a tecnologia o que, obviamente, encarece e muito o projeto.
O local exato para a construção da usina, ainda não foi divulgado, mas a cidade de Sete Lagoas foi escolhida pela proximidade com Belo Horizonte e  Aeroporto de Confins. Além de possuir um bom indíce de radiação e pertencer ao projeto “Cidades do Futuro”, no qual a Cemig realiza testes de destribuição e modernização do sistema elétrico.
A Usina terá capacidade de gerar 3MV de energia, o que serve para abastecer um município com cerca de 3 mil habitantes.
Parece muito pouco pra você?
Pode até parecer, mas a expectativa é de que com esta usina, o Brasil comece a engatinhar neste quesito e dominar um pouco mais desta tecnologia de geração de energia verdadeiramente limpa.
E vamos lá…a passos curtos…caminhar para o futuro!
Porque não podemos mensurar, por exemplo, quanto ainda nos resta de petróleo, mas podemos ter a absoluta certeza de que o sol continuará a brilhar…
Fonte:

Curso Ecovilas IPEMA

Curso Ecovilas IPEMA com Marcelo Bueno.

“Nossa alma é feita do mesmo tecido do mundo que habitamos, portanto ela tem a matéria prima do mundo em que sonhamos habitar.”

Vídeo produzido e editado por Estela Santini

Bioconstrução do Centro de Educação para Sustentabilidade

Documentário muito interessante que encontrei no Youtube sobre a construção do Centro de Esducação para Sustentabilidade (CES), inaugurado em Outubro de 2008.

Localizado no condomínio AlphaVille Burle Marx, em São Paulo, o CES tem uma área construída de 288 m2 em terreno de 800 m2. A iniciativa é fruto da parceria entre a Fundação Alphaville, a prefeitura de Santana do Parnaíba e o CRIS (Centro de Referências e Integração em Sustentabilidade), que integrou uma equipe multidisciplinar nas áreas de bioconstrução, manejo de água e energia renovável.

Arquitetura Verde: O Edifício Harmonia 57 – Admirável verde vivo

Fonte: Por Arq. Cristiana Azevedo / www.forumdaconstrucao.com.br

O projeto do edifício de escritórios Harmonia 57 em São Paulo se tornou um notório exemplar da boa arquitetura e da aplicação de metas sustentáveis atualmente.

Com soluções simples, técnicas vernáculas e uma tipologia que não desrespeita seu entorno, o edifício, despretensiosamente, vem conquistando a opinião de arquitetos, estudantes e até mesmo o premio ‘Naja’, dado pelo Ministério da Cultura Francês a jovens arquitetos. É definitivamente um novo olhar sobre a “arquitetura verde”.

Mas o que fazem de esse edifício sustentável, ‘verde’ e especial?
Esse artigo busca fazer um passeio pelo projeto através de fotos, revendo as técnicas e soluções criativas usadas pelos arquitetos. Já que uma boa forma de se entender a Sustentabilidade na arquitetura é analisar e estudar sua aplicação.

Foto 1 – O edifício visto desde sua praça central.

O edifício foi projetado pelo escritório de arquitetura  Triptyque, formado por uma arquiteta brasileira e três arquitetos franceses. Os quatro, que foram colegas de faculdade, decidiram montar um escritório em São Paulo onde suas idéias seriam motivadas pelas inúmeras possibilidades de criação que a cidade oferece. Essa sociedade deu certo e já estão totalmente adaptados à forma de viver brasileira, o que transparece em todas as suas criações.

O ‘Harmonia 57’ está localizado na Vila Madalena, bairro de São Paulo conhecido por sua grande atividade cultural e boemia. Hoje muitos ateliês, centros de exposições, escolas de musica e teatro dão cara ao bairro.


Foto 2 – O edifício em meio a seu contexto paulistano.

O edifício vai mais além de que um elemento inerte inserido no meio da paisagem paulistana. Esse objeto é um organismo literalmente com vida, pois cresce e muda sua aparência. É justamente esse o conceito: “como um organismo vivo, o edifício respira, sua e se modifica transcendendo sua inércia”. Cada época do ano uma arquitetura diferente, que se transforma como um corpo orgânico. Uma mistura de arquitetura e arte, onde a funcionalidade, tão presente no projeto, brinca com as novas formas de intervir no espaço urbano.

Sua volumetria é bastante objetiva e clara: são 2 blocos interligados por rampas e decks. O primeiro é formado por um térreo e dois pavimentos (com um escritório de 85 m² e terraço cada um). O segundo bloco é formado por 3 pavimentos, e um pequeno estúdio de 40 m2 sobre ele (cada pavimento possui um escritório de 120 m² e terraço). Entre esses dois volumes, um térreo configura uma praça aberta e unida à rua, uma espécie de clareira entre esses dois volumes “vegetais”.


Foto 3 – Vista geral da volumetria do edifício.

Os blocos cortados por varandas, aberturas e vidros são ligados por passarelas e permeados por decks e uma praça, criando um jogo de atmosferas abertas e fechadas, íntimas e privadas, mas sempre naturais e vivas.


Foto 4 – Vista do interior de um dos escritórios.


Foto 5 – Rampas, decks e uma praça de convívio comum interligam os blocos.

Os materiais utilizados já são bastante conhecidos por nós, mas aplicados sempre de maneira inovadora, com técnicas que misturam o ‘vernáculo’ com o ‘contemporâneo’. Suas paredes são de cor cinza, de um concreto simples, intencionalmente deforme e esculpida para receber a cobertura de vegetação. Seus decks são de estrutura metálica com piso de madeira e os corrimões metálicos podem fazer a vez de encanamentos também. As janelas são planos de vidro protegidas por madeira com a forma pura de troncos de árvores. Essa estrutura por sua vez, tem a possibilidade de estar fechada ou abrir-se possibilitando vista à cidade.


Foto 6 – Concreto, aço, e madeira compõem de maneira inovadora a essência do edifício.


Foto 7 e Foto 8 – As janelas tem a possibilidade de proteção a sua privacidade ou se abrirem ao exterior.

Um “ser vivo”

O que permite toda a vivacidade de suas fachadas é o princípio de captação de água de chuvas. A ‘pele’ da estrutura são suas paredes externas, duplas e cobertas por uma espessa camada vegetal. Essa parede é feita de um concreto orgânico com poros preparados para receber essa vegetação, que cresce graças a seu bem pensado sistema de irrigação. A água é captada, passa por uma série de filtros até estar pura e pronta para ser guardada em reservatórios. A partir daí segue para ser distribuída e irrigada pelas tubulações que rodeiam todo o edifício, exibidos nas paredes exteriores como ‘veias’ e ‘artérias’ desse corpo vivo.


Foto 9 – Detalhe da irrigação proporcionada graças as tubulações que rodeia todo o edifício.


Foto 10 – A escolha das espécies foi determinada de acordo com o clima local e com o intuito de associar plantas com características distintas que podem se ajudar mutuamente e assim formar um ecossistema local.

A parede dupla coberta de vegetação e seu sistema de irrigação garantem o conforto térmico e acústico no interior do edifício. O sistema de captação e armazenamento de água de chuva garante até 90% de economia de água. Suas grandes aberturas e janelas estrategicamente localizadas permitem o aproveitamento da luz natural. Isso quer dizer: economia de energia e dinheiro com ar condicionado, luz e água.

Harmonia 57 incorpora características sustentáveis dialogando amistosamente com seu entorno cultural e natural. Preserva características locais, se faz uso de variáveis climáticas e preserva recursos naturais. Sua proposta não agride a tipologia local já que sua estética consegue ser selvagem e elegante ao mesmo tempo, chamando a atenção não por sua avidez e sim por sua simplicidade e inovação.

Está inserido em um meio onde os cenários culturais e laborais fervem, e está pronto para receber pessoas que querem trabalhar dentro de um organismo vivo e íntimo e que estão de acordo com as novas prioridades contemporâneas e às novas formas de habitar.

O desafio da ‘arquitetura verde’ foi cumprido de maneira excepcional e simples. Uma prova que construir sustentável não é sinônimo de tecnologia cara e inalcançável. Espaços abertos à sociedade, técnicas naturais, aproveitamento de água e luz natural, materiais regionais, usos e programas adequados e aproveitamento do terreno nos mostram que nesse edifício a Arquitetura Verde “nasce”, “vive”, “se modifica” e se faz presente.

Blog Viva o Parque!

Segue a apresentação do Blog Viva o Parque.

“O projeto que está tramitando nos órgãos públicos, prevê a construção de quatro torres residenciais restando apenas uma pequena área verde, as respectivas compensações e dois transplantes de árvores. Tenho em mãos imagens da planta que mostram o quanto será degradado.


A empresa pode até estar dentro da lei ambiental, mas existem muitos outros prejuízos fora o corte de árvores. Várias maritacas vivem na área e outros pássaros que não serão “compensados” com a perda.

Além disso, a população se beneficiaria do uso da área para esportes, caminhadas, encontros, eventos, convivio, lazer, cultura, ar puro… E muito mais benefícios que só uma área verde pode trazer.

Acredito que podemos sim evitar tal catástrofe, nos juntando e mostrando a importância de manter uma área verde e criar uma cultura entre os moradores da região de que preservar a natureza é mais do que necessário, é uma urgência.

Iniciativas parecidas renderam bens inestimáveis para os moradores e futuros moradores da cidade,  como por exemplo, o parque Mário Covas na Avenida Paulista. Se não fosse a intervenção da população e da iniciativa privada, teriamos perdido várias árvores e todos os benefícios que um parque pode trazer para a sociedade.

Minha idéia é buscar assinaturas e mover uma ação civil pública propondo à prefeitura a criação de um parque no terreno.

Todos os moradores que consultei foram unânimes em defender a idéia do parque.

Você pode entrar em contato comigo pelo email: fernando.salvio@gmail.com .

Peço todo seu apoio para fazer a diferença num assunto tão importante para todos nós.

Comece assinando o abaixo-assinado e divulgue para o maior número de pessoas!

Obrigado!”

Guia da construção verde: Telhados verdes

Fonte: EcoDesenvolvimento.org

Vocês devem estar lembrados do post sobre telhados ecológicos, se não tiver, clique aqui para conferir. Pois então encontrei um outro post muito legal sobre o assunto e vou compartilhar.

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As coberturas verdes garantem ar mais puro, clima mais agradável e economia de energia/Foto: Divulgação Ecotelhado

Há algumas décadas, construtores e arquitetos de todo o mundo começaram a adotar os telhados verdes na hora de projetar e construir casa de clientes que prezavam por um ambiente mais agradável e sustentável. Logo os benefícios da técnica ganharam o mundo e os ecotelhados passaram a ser copiados em todas as regiões do planeta.

E não é apenas a beleza que chama a atenção de quem vê uma construção coberta por plantas, flores e até pequenas árvores. A técnica é capaz mitigar muitos dos problemas ambientais comuns em locais onde os telhados convencionais são predominantes, como excesso de poluição, poeira e barulho, presença de ilhas de calor e alagamentos em época de chuvas.

A “mágica” é possível graças à estrutura dos telhados verdes, que é capaz de abrigar diversas espécies vegetais em um local que, até então, não teria nenhuma serventia além proteger os habitantes do local.

Dados da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, apontam que cerca de 25% da superfície de uma cidade é composta por telhados. Como resultado, 80% da incidência solar é absorvida por essas coberturas impermeáveis.

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Um telhado verde é formado por diversas camadas que garantem impermeabilização, drenagem da água e segurança da cobertura/Foto: Divulgação Ecotelhado

Ao plantar gramas, arbustos e mudas de diversas espécies nos telhados, é possível resolver, de imediato, dois dos grandes problemas urbanos de uma só vez: a impermeabilização do solo e as ilhas de calor.

A opinião é do doutor em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Márcio D’Ávila. Segundo ele, as cidades chegam a ser 5°C mais quentes que os ambientes rurais e a maior causa é o excesso de asfalto e de materiais impermeáveis que cobrem a terra.

Com os telhados verdes, as plantas extraem o calor do ambiente pela evaporação, fotossíntese e pela capacidade de armazenar calor de sua própria água. Dessa forma, a superfície verde funciona como um isolante térmico, reduzindo as oscilações de temperatura e, consequentemente, a energia elétrica gasta para aquecer e resfriar o interior do local.

Além disso, o substrato de terra e argila presentes no ecotelhado é capaz de absorver até 70% da água da chuva, reduzindo o transbordamento de esgotos, aumentando a vida útil dos sistemas de escoamento e devolvendo uma água mais limpa para a bacia hídrica circundante.

Para completar, as plantas ainda retêm as partículas suspensas de poeira e poluição, melhoram a acústica do ambiente, garantem sombra e durante o processo de fotossíntese, produzem um ar mais puro para a região.

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Oásis no meio da selva de pedra/Foto: Energy Smart Ideas

Mais simples do que parece

Segundo o engenheiro agrônomo e diretor da Ecotelhado, João Manoel Feijó, qualquer laje impermeabilizada pode receber um telhado verde. Existem três modelos disponíveis no mercado específicos para cada tipo de construção e para cada categoria de plantas que será utilizada.

“A diferença é em relação à espessura da camada de substrato”, explicou o professor Márcio D’Ávila. “Essa camada de terra varia de acordo com o tipo de uso que o telhado vai ter e com a área disponível. Uma camada mais fina exige menor manutenção e geralmente é usada para gramíneas, já uma mais grossa possibilita uma maior cobertura vegetal e tem maior manutenção”, esclarece.

A instalação de um ecotelhado inclui diversas etapas, como a disposição de uma camada impermeabilizante, de um sistema de drenagem, da camada de solo e de uma vegetação adequada à superfície a ao clima local. A manutenção, segundo Feijó, é igual a de um jardim comum e os custos são similar a de um telhado convencional.

Mas antes de sair plantando qualquer coisa na superfície de sua casa, peça ajuda a um profissional. “Hoje existe um amplo leque de possibilidades de projetos. Mas é preciso analisar alguns aspectos para garantir que a estrutura irá aguentar”, alerta o professor D’Ávila.

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Plantas de diversos portes e espécies podem ser utilizadas nos telhados verdes/Foto:Mundo Ecologia

Mercado em crescimento

Com tantas vantagens, não é surpresa que o mercado dos telhados vivos esteja em expansão. Para João Manoel Feijó, a tecnologia é uma tendência. Sua empresa, pioneira na implantação dos ecotelhados no Brasil, tem visto sua demanda dobrar anualmente.

“Estamos agora num ponto de virada da história da civilização. Há 50 anos a maioria da população vivia na zona rural e hoje no Brasil caminhamos para 80% de urbanização. A população anseia por contato com a natureza, cada vez mais distante, e o ecotelhado desponta como uma solução para esse problema”.

Para Márcio D’Ávila é preciso tornar a implantação dos telhados mais dinâmica e acessível para a população. Informar melhor a sociedade dos benefícios da técnica, intensificar estudos e pesquisas que aprimorem a tecnologia, rever alguns critérios da legislação e reforçar a participação dos governos na propagação do sistema é fundamental, garante o professor.

“Hoje há demanda, interesse e sensibilização por parte da sociedade. O desafio agora é criar um mercado para isso, com incentivos econômicos e de gestão. Aí veremos como essa tecnologia é benéfica não apenas para questões térmicas e ambientais, mas para a própria relação que o homem tem com os recursos naturais ao seu redor”, conclui.

Ecovila Clareando

A Ecovila Clareando consiste num condomínio rural que reúne pessoas com um mesmo objetivo: viver em harmonia com a natureza, utilizando os recursos naturais de forma sustentável. Os processos de construção e plantio são baseados na agenda 21, e segue-se os padrões definidos na Rio-92 para a construção e desenvolvimento de ecovilas.

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Eu conheci a ecovila pessoalmente no ano de 2007 e tive a oportunidade de passar um final de semana em convivência com as práticas da Ecovila. Hiroshi, o mentor da vila, é uma figura de personalidade inestimável, só conhecendo para ver.

As casas da Ecovila são todas construídas com material reciclado ou adobe, é possível ter televisão e outros equipamentos eletrônicos, pois existem postes de energia e rua para passagem de carros. A maioria das casa tem sua própria horta, que é nutrida com os detritos produzidos pela casa, inclusive do banheiro, que passa por um tratamento e é desviado para a raiz das plantas.

Um ponto interessante é que todos que vão morar lá devem ter uma segunda profissão. Conheci arquitetos, médicos, psicólogos, professores, e cada um deles praticava uma segunda profissão na Ecovila. Um sempre fora apaixonado por orquídeas e montou seu orquidário num espaço arborizado da sua propriedade, outro montou um apiário e começou a produzir mel, outro produz vinagre de jaboticaba (o melhor que já provei), e por ai vai…

Para quem busca um meio de se distanciar um pouco da correria dos grandes centros é ideal, ainda mais que o local fica a uma hora e meia da cidade de São Paulo, o que não deixa você isolado do “mundo”.

Eu já tentei convencer meus pais a conhecerem o local, acredito que é um bom local para abrir a mente e se conectar com a sua verdadeira essência. Quem sabe um dia…

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