Sou um usuário fiel de Android e, acredito que pela primeira vez, estou sentindo uma invejinha dos usuários de Mac OS X (sistema operacional do iPhone, iPad e iPod Touch). O Instituto EcoDesenvolvimento, um dos maiores portais de notícias de sustentabilidade, acabou de lançar um aplicativo para a plataforma dos produtos da Mac que trará informações do site em tempo real para a mão do usuário. A iniciativa é do Instituto EcoDesenvolvimento e uTouchLabs, com apoio do grupo Triefe e já está disponível para download na AppStore.
O aplicativo é gratuito e possui quatro diferentes funcionalidades:
Em novembro do ano passado postei uma matéria(bem completa) falando sobre a Virada Sustentável, evento similar a Virada Cultural, com a diferença claramente descrita pelo nome, em que a data do evento foi informada pelo próprio site como dias 19 e 20 de março de 2011. Como pode-se observar no site, a data agora mudou para dias 4 e 5 de junho de 2011.
Segundo o blog da Virada, “Atendendo a pedidos de alguns de nossos apoiadores e parceiros, a Virada Sustentável será realizada nos dias 4 e 5 de junho de 2011 (Dia Mundial do Meio Ambiente). É a data definitiva!”.
Portanto, reorganize a sua agenda para esse evento que, segundo o blog, “promete ser, sem exageros, a maior reunião de atrações que tratam dos temas da sustentabilidade (meio ambiente, diversidade, mobilidade urbana, biodiversidade, direitos humanos, ecoeficiência, reciclagem etc) já realizada.”
Com a grande quantidade de sites, blogs e informações que temos possibilidade de ter acesso fica difícil de acompanhar de perto o que cada fonte está postando. Mesmo que você tenha sua seleção de sites no favoritos, visitar um por um atrás de novidades é uma tarefa árdua e nada prática. Se você também tem essa angústia, é hora de começar a usar um Feed. É altamente viciante, cuidado.
Segundo Edney Souza, do Interney: “RSS significa Rich Site Sumary ou Really Simple Syndication, é um formato que permite distribuir o conteúdo do seu site de uma forma padronizada que permite que ele seja lido em diversos leitores de notícias. Os endereços que distribuem notícias no formato RSS também são conhecidos como feeds.”
Acredite: Utilizar Feeds e RSS é uma tarefa simples e que muda a sua forma de se relacionar com o conteúdo. Juro, vale muito a pena.
Vamos as vias de fato.
Figura 1
O primeiro passo é buscar um leitor de Feed que lhe agrade: Existem leitores online e offline. Eu utilizo o Google Reader, que é um leitor online e, se você possui uma conta de Gmail, também já tem acesso ao Reader, é só começar a usar. O leitor offline mais utilizado é o FeedReader. Para utilizar o leitor offline é preciso fazer o download e instalação, nada complexo também.
A diferença é que leitores online podem ser acessados de qualquer computador, no trabalho, em casa, lan house, etc., enquanto os leitores offline oferecem uma gama maior de funcionalidades.
Figura 2
Feita a escolha é só começar a adicionar os Feeds que você quer receber informação, como por exemplo o da The Startup Lab. Para adicionar é só procurar pelo ícone de RSS ou algum link que indique, como apresentado na Figura 1 ou na parte superior do menu do blog.
Assim que você clicar será redirecionado para uma página similar a Figura 2, que apresenta várias opções de leitores de Feed para você escolher, tais como Yahoo, Netvibes, Google, Bloglines e outros. Você também pode optar por receber as atualizações por email, mas Feed é muito mais prático.
Figura 3
Pessoalmente, acho mais prático adicionar a inscrição pela opção “Adicionar Inscrição”, disponível no canto esquerdo do Google Reader, como demonstrado na Figura 3. É só clicar e adicionar a URL do site ou blog que você adicionar.
Outra dica é para aproveitar melhor as informações é organizá-las por pastas e temas, também na Figura 3, onde organizo meus Feeds por Empreendedorismo, Sustentabilidade, Mídias Sociais, etc. Os números ao lado das pastas indicam a quantidade de atualizações que ainda não foram lidas.
Se você ainda não conseguiu entender como funciona essa ferramenta, não se desespere. O vídeo abaixo explica tudinho sobre Feeds e como fazer a instalação.
Confesso que estou assistindo a televisão para acompanhar alguns dos fatos sobre o Rio de Janeiro, mas como um bom crítico, não consigo me satisfazer com apenas a informação que os meios tradicionais estão passando. Para você que também não está satisfeito e tem essa angústia de querer conversar com algum morador do Morro do Alemão para ter a certeza que de que está fazendo o seu melhor para acompanhar os dois lados da história, aqui vão alguns garotos que moram na comunidade e estão fazendo um ótimo serviço de acompanhamento das ações da polícia.
O pessoal do Njovem fez uma pesquisa muito interessante com jovens de 15 a 24 anos sobre meio ambiente e sustentabilidade. A metodologia utilizada foi a de pesquisa quantitativa via internet com internautas da Capricho, Guia do Estudante, Mundo Estranho e Superinteressante, chegando a 639 resposta!
Como publicitário, devo dizer que o interessante de qualquer pesquisa é o cruzamento das informações obtidas, normalmente o dado isolado não permite fazer inferências sobre o assunto.
Um dos cruzamentos que é muito interessante fazer é sobre reciclagem. Pelo estudo, conseguimos observar que esse é o tema que os jovens veem como sendo mais importante (80%) no combate aos problemas ambientais, porém quando perguntado quais atitude eles aplicam no seu dia a dia, apenas 29% responde que tem essa prática diáriamente.
Meu primeira conclusão sobre a pesquisa é:
Os jovens avaliados nessa pesquisa estão totalmente inseridos dentro do conceito superficial da sustentabilidade, onde reciclar e não jogar lixo na rua são os principais fatores para se combater o problema ambiental. Sabemos que são importantes, mas estão longe de serem os principais.
A segunda conclusão é:
A distancia entre o discurso e a prática ainda é grande. Infelizmente, quando se trata de abrir a boa e falar coisa bonita, tudo funciona, mas para colocar em prática o simples gesto de separar o lixo… Eita esforço bárbaro.
Assinam o texto protesto: ABA (Associação Brasileira de Anunciantes); Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade); Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão); Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação); Abir (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas); ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura); Aner (Associação Nacional de Editores de Revistas); ANJ (Associação Nacional de Jornais); Central de Outdoor; Feneec (Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas); Fenapro (Federação Nacional das Agências de Propaganda); IAB (Interactive Advertising Bureau, Brasil) e Instituto Palavra Aberta.
Segue o manifesto na íntegra:
“Em defesa do estado de direito
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de exorbitar da sua competência mais uma vez, ao tentar agora impor regras para a publicidade de alimentos e bebidas não alcoólicas. Em medida administrativa, na Resolução no 24/2010, a agência cria regras para a propaganda comercial de alimentos e bebidas.
Não é a primeira investida dessa agência. Em outras oportunidades, já tentou se substituir ao Congresso Nacional criando regras para a propaganda de outros produtos, como bebidas alcoólicas, em 2007, e medicamentos populares, em 2009.
Em ambas, a Anvisa foi desautorizada pela Advocacia-Geral da União e, na última delas, também pela Justiça. Sempre que perdeu, foi porque ficou claro que não tinha competência para legislar sobre propaganda comercial.
Novamente a agência reincide ao legislar em seara que não lhe compete. O artigo 22, inciso 29 da Constituição Federal, diz que é competência privativa da União (Congresso Nacional e Presidência da República) legislar sobre propaganda comercial. O artigo 22 é claro ao dizer que compete à lei federal dispor sobre propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde.
A propaganda brasileira é submetida a um sistema misto de controle que funciona muito bem. Fazem parte dele o severo arcabouço legal no qual avulta o Código de Defesa do Consumidor e, do lado da sociedade civil, o Conar. Este já julgou mais de 7 mil casos em seus trinta anos de existência.
Estabelece um sistema considerado dos mais evoluídos do mundo para regular eticamente mensagens comerciais e é respeitado por anunciantes, agências de propaganda e veículos de comunicação.
As entidades abaixo-assinadas reiteram a sua confiança no Estado democrático de Direito, na primazia da Constituição Federal e confiam que o Congresso Nacional saberá fazer uso da competência constitucional que lhe foi atribuída pela Carta Magna de 1988. Temos certeza, portanto, de que a usurpação de poder ora em curso não há de prosperar.”
Na realidade, a ANVISA pegou leve, já que a princípio, essa recomendação definia que a publicidade de alimentos em rádio e televisão só poderia ser realizada entre 21h e 6h da manhã, ou seja, durante o horário que crianças não terão fácil acesso. Infelizmente, essa proposta foi retirada de última hora, e o que ficou aprovado foram os avisos em anúncios que alertam os pais e filhos sobre a realidade dos produtos que estão consumindo.
Além do mais, como escrito pelo jornalista Wilson da Costa Bueno no Portal Imprensa, “O argumento da auto-regulação é falacioso porque, apesar de algumas boas ações do Conar (que no fundo representa mesmo as empresas e muitas vezes age para regular as disputas entre elas), ele não pode e não está interessado em contrariar os seus verdadeiros interesses. Tem estado sempre a reboque das demandas da sociedade, correndo atrás do prejuízo, e, o que é importante, não tem como função estabelecer políticas para proteger os consumidores, mas ações pontuais (ainda que positivas), apropriadas pelos anunciantes para o marketing da auto-regulação.”.
Sei da importância da educação e capacitação dos pais, educadores e envolvidos no amadurecimento das crianças mas, infelizmente, a média de tempo que menores de 12 anos ficam em frente à televisão chega a quase CINCO horas, segundo os últimos dados do IBOPE 2008. Isso é mais tempo do que elas passam nas escolas. Como os educadores podem competir com estímulos exaustivamente planejados por cabeças inconseqüentes? Também não podemos responsabilizar os pais, pois eles são tão vítimas da propaganda quanto as crianças.
Assistam ao documentário “Crianças, a alma do negócio”.
Para mudar alguma coisa no futuro, é preciso que a nova geração cresça com mais consciência e ética social, é preciso que haja uma mudança na cultura do consumo. Algum programa ou publicidade está ensinando isso para nossa sociedade?
Nós temos o direito de sermos informados sobre o que estamos consumindo, devemos exigir a nossa liberdade de escolha e, é preciso que haja facilitadores para proporcionar esse discernimento, facilitadores para a escolha consciente da população.
O MUCO, Museu da Corrupção, é um site que apresenta muita informação sobre os casos e escândalos de políticos, disponibilizando artigos completos sobre o ocorrido e seus articuladores.
Um dos exemplos é a “farra das passagens“, que é apresentado com clareza nesse link, demonstrando que Michel Temer (PMDB-SP), presidente da Câmara e provável vice de Dilma, foi o responsável por arquivar essa palhaçada.
Foto:Andre Dusek/AE
Também é possível encontrar a Sala da CPI, ou conhecer a famosa coleção de arte de Edemar Cid Ferreira, envolvido no caso do Banco de Santos e um rombo de mais de R$ 2 bilhões.
Eu imagino que os leitores desse blog devem ser pessoas razoavelmente bem informadas e, acredito que com a apresentação dessas últimas duas ferramentas, o Vote na Web e o MUCO, ficará bem mais fácil de saber se seu candidato está fazendo aquilo que anda prometendo. SEJA CONSCIÊNTE!
Durante minhas viagens pelo Brasil, pude notar que grande parte dos brasileiros que estão fora do sul e sudeste não tem a menor noção do que seria meio ambiente, muito menos saneamento básico. Já descrevi aqui no blog, em outra ocasião, sobre o pensamento que essas pessoas tem em relação ao uso e descarte de produtos industrializados e, como forma de quantificar os dados que havia percebido, surgiu essa pesquisa.
Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Trata Brasil e IBOPE revela que quase 1/3 da população não sabe o que é saneamento básico. A pesquisa “Percepções sobre Saneamento Básico” ouviu 1.008 pessoas moradoras das 79 cidades brasileiras com mais de 300 mil habitantes.
Em uma questão específica sobre o termo, na qual os entrevistados poderiam indicar mais de um tipo de serviço dentro do conceito, as cinco respostas mais mencionadas foram: serviços de esgoto (54%), serviços de água (28%), coleta de lixo (15%), limpeza pública (14%) e pavimentação (8%).
Apesar dos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Ministério das Cidades) indicarem que apenas metade da população têm acesso a esgoto, 77% das pessoas acreditam que estão ligadas à rede pública. Essa percepção é maior nas cidades do Sul (87%) e do Sudeste (84%).
“Como os dados oficiais indicam que esta porcentagem é menor, percebe-se que a população acredita que o esgoto de seu domicílio é ligado à rede municipal de esgoto, quando na verdade não é”, afirma o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Raul Pinho.
A pesquisa revelou ainda que é muito baixo o número de pessoas que declara ter levado em conta as condições de esgoto quando escolheu seu candidato nas últimas eleições municipais: apenas 2%, que passam para 5% entre os que não possuem serviço público de coleta. O abastecimento de água é citado por 1%. Nos primeiros lugares, aparecem as demandas por serviços de saúde (19%), segurança (10%) e educação (10%).
Na opinião de 61% dos pesquisados, os candidatos não se mostraram preocupados com o tema saneamento básico. Essa percepção é maior na periferia (68%), em cidades do Norte e do Centro-Oeste (67%) e pelos que não estão ligados à rede (67%).
Enquanto nós, nos grandes centros urbanos, estamos saturados de conscientização e papo sustentável, vemos que em outras cidades do país essa realidade não é a mesma, demonstrando uma grande carência de informação para essas pessoas que vivem nos locais em que a conservação é fator importantíssimo. Algumas empresas já entenderam que para se conservar uma região é preciso que os habitantes estejam engajados nessa prática, evitando que eles degradem a sua própria terra por falta de conhecimento/informação.
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