Atitude Eco – Ativismo e sustentabilidade

Ativismo, mobilização, comunicação e sustentabilidade

Tag Archives: lei

Comentários dos leitores sobre a questão das sacolas plásticas

O post “As sacolas plásticas e os argumentos da indústria contra a nova legislação“, publicado na semana passada teve grande repercussão e diversas pessoas se pronunciaram a respeito do caso nos canais de comunicação do Atitude Eco, principalmente nos grupos de discussão do LinkedIn, onde os comentários foram excelentes. Sendo assim, não posso deixar de publicar as opiniões dos leitores do blog. As reflexões são ótimas.

Os comentários estão em ordem cronológica:

Vagner Nicodemos:

Na minha opinião o governo, supermercados e industria de embalagens não sentaram para conversar sobre o impacto aos consumidores ou seja, porque não oferecer as sacolas biodegradáveis? os supermercados terão caixas para todos? porque o consumidor deve pagar a conta (R$0,19 por sacola) o impacto ao meio ambiente não será reduzido pois agora o lixo terá ser acondicionado em sacos de lixo que não são biodegradáveis (são?)

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Cartilha sobre novo Código Florestal brasileiro é um alerta

assoreamento de rioEm meados de Junho, Julho de 2010 tivemos o início de uma luta insensata e desleal sobre o Código Florestal. Insensata pois não foi levado em conta a opinião de pesquisadores, historiadores, economistas e outros especialistas capacitados para dar um parecer sobre o tema, e desleal pois demonstrou parcialidade e supressão da opinião pública, tomando a mobilização dos ruralistas como uma premissa suficientemente importante para tal decisão. Uma borralheira só.

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Blogagem Coletiva de repudio ao AI5 Digital – 31/08

Tinha escutado rumores do projeto de lei mas nunca achei que tal retrocesso pudesse ser realmente cogitado. É um absurdo incrível e deve ser tido com extrema seriedade por todas as pessoas da sociedade, tendo visto que este é um golpe certeiro na conquista da democratização da liberdade de expressão e informação que temos tido nos últimos anos! A internet não é a salvação, ela é uma arma e pode ser usada CONTRA os interesses da sociedade. É preciso descentralizar essa ferramenta para garantir a continuidade dos processos de garantia de participação ativa da população nos meios de comunicação e também na conquista do debate aberto da opinião pública.
O Atitude Eco apóia o manifesto e faz parte da blogagem!

Fonte: Bacaroço/Reinaldo

Amigos, os adoradores do AI5Digital e da ditadura,  os amantes do vigilantismo, os defensores dos direitos econômicos em detrimento dos direitos civis que formam o tripé do atraso, estão se movimentando para aprovar o famigerado e monstruoso AI5Digital que há muito deveria ter sido fulminado, destruído e acabado.

A turma do Grande Irmão: Azeredo, Febraban, Fecomercio e outros do mesmo quilate estão fazendo uma força tremenda para nos empurrar o AI5Digital guela abaixo de qualquer forma, vamos aos fatos:

  1. A mídia continua repetindo o Mantra da Irracionalidade contra a Internet
  2. No dia 05/08/10  O Deputado Pinto Itamaraty do PSDB apresentou parecer favorável ao AI5Digital, ignorando todos os argumentos e movimentos sociais dos últimos três anos.
  3. Seis dias depois aparece uma matéria dizendo que os Deputados buscarão acordo para votar a lei de crimes na Internet.
  4. E agora um evento para lá de esquisito organizado pela revista Decision Report, uma publicação que parece estar à serviço do Azeredo e do vigilantismo, se anuncia para o dia 31/08 com o título oportuno (para o tripé do atraso) de: Crimes Eletrônicos – A urgência da lei. O curioso e que este evento conta com 19 palestrantes para falarem em 2:30h, o que dá um pouco mais de 7 minutos para cada um.

Por estas e por outras que estamos convocando uma blogagem coletiva para o dia 31/08/10, justamente no dia do tal evento à serviço do Azeredo e do AI5digital, vamos fazer uma blogagem coletiva contra o AI5Digital para lembrar a todos que queremos a Internet como um espaço livre e democrático!!!

Entenda melhor o que está sendo combatido aqui!

Assine o Manifesto AQUI! Mais de 150 mil assinaturas!!

Redução de Gases Estufa

Fonte: Revista FAPESP

O governador de São Paulo, Alberto Goldman, assinou decreto que regulamenta a Política Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC). A iniciativa é resultado da Lei nº13.798, sancionada em novembro de 2009, que estabelece como meta a redução, em todos os setores da economia, de 20% da emissão de gases de efeito estufa até 2020, tomando por base o ano de 2005. O decreto cria e especifica as competências do conselho Estadual de Mudanças Climáticas, com caráter consultivo e tripartite, e a participação de representantes de órgãos governamentais, dos municípios e da sociedade civil, totalizando 42 componentes. O conselho terá a atribuição de realizar audiências públicas para discutir questões relacionadas à mudança do clima, além de propor medidas de mitigação e adaptação. O decreto cria também um comitê gestor, composto por membros de várias secretarias estaduais, que avaliará e monitorará o cumprimento da meta global e das metas setoriais e intermediárias a serem definidas. Até o fim do ano, o Inventário de Gases de Efeito Estufa do Estado de São Paulo apresentará a base das emissões paulistas, estabelecendo um marco para o cumprimento da meta prevista na lei.

Senado aprova Política Nacional de Resíduos Sólidos

Fonte: Rafael Moraes Moura / Brasília, Andrea Vialli – O Estado de S.Paulo

O sistema, chamado de logística reversa, deverá ser implantado por fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes. Com isso, depois de usados, itens como pilhas, baterias e pneus, além dos produtos eletroeletrônicos e seus componentes, deverão retornar para as empresas, que darão a destinação ambiental adequada.

O texto também destaca a importância de cooperativas ou associações de catadores de materiais reutilizáveis, que poderão ser beneficiados com linhas de financiamento público. Pela proposta, embalagens deverão ser fabricadas com materiais que propiciem sua reutilização ou reciclagem. Também ficará proibida a importação de resíduos sólidos perigosos e rejeitos.

Ontem, o projeto foi aprovado por quatro comissões do Senado e, horas depois, em votação simbólica no plenário da Casa. Em março, havia passado na Câmara dos Deputados, graças a um acordo de líderes. Agora, para virar lei, precisa ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O texto final é resultado de um longo debate entre Congresso, governo, empresários e ambientalistas, que começou a tomar forma em 1989.

“Vai mudar da noite para o dia? Não, porque é um trabalho de conscientização, em que todos vão estar comprometidos a obedecer a uma legislação”, comentou o senador César Borges (PR-BA), relator do projeto em três comissões.

Avanço. Para a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que compareceu ao Senado para acompanhar a votação, os resíduos sólidos são o maior problema ambiental do País.

Em sua avaliação, o projeto institucionaliza a reciclagem dentro da cadeia produtiva nacional. “É possível reciclar, lucrar, ter estratégias de gestão moderna, ganhar dinheiro com impostos e com tecnologia de equipamentos.”

A aprovação da lei nacional também foi comemorada por empresários ligados ao setor de coleta e destinação do lixo.

De acordo com Carlos Roberto Vieira Filho, diretor da Abrelpe, entidade que reúne as empresas de tratamento de resíduos, a aprovação da lei vai combater a informalidade no setor. “Hoje, 43% dos resíduos coletados no País têm destino inadequado. A lei trará a modernização do tratamento do lixo no País”, afirma.

Segundo ele, um dos principais avanços que a lei trará é a implementação da logística reversa, especialmente para itens como eletroeletrônicos ao fim de sua vida útil. “A lei coloca o Brasil em uma posição avançada. A logística reversa segue o mesmo princípio das diretivas europeias para lixo eletrônico.”

Na avaliação de Fernando Von Zuben, diretor de meio ambiente da fabricante de embalagens Tetra Pak, outro ponto positivo da lei é a criminalização dos lixões, que incentivará investimentos em novas tecnologias para tratar o lixo. “Não teremos mais só aterros, mas também mais coleta seletiva, reciclagem e incineração dos resíduos”, diz.

A proposta:

Lixões
Proíbe o lançamento de resíduos sólidos ou rejeitos a céu aberto – os lixões.

Habitações
Proíbe nas áreas de disposição final de resíduos ou rejeitos a fixação de habitações temporárias ou permanentes.

Importação
Proíbe a importação de resíduos sólidos perigosos e rejeitos.

Incentivos
União, Estados e municípios poderão conceder incentivos fiscais e financeiros para indústrias e entidades dedicadas a tratar e reciclar os resíduos.

Financiamento
O poder público poderá instituir linhas de financiamento para cooperativas ou associações de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis, formadas por pessoas de baixa renda.

Plano de gestão
União, Estados e municípios deverão fazer planos integrados de resíduos sólidos, com diagnóstico da situação, metas de redução de lixo e reciclagem e ações para atingir os objetivos.

Logística reversa
Fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes terão de dar destinação adequada aos produtos que fabricaram, após o uso pelo consumidor.

Polemica com piada do Rafinha Bastos

Essa semana o Rafinha Bastos lançou uma campanha no seu canal do Youtube que deixou um bocado de gente brava, inclusive conhecidos e amigos de outros blogs. As pessoas acharam de mal gosto a brincadeira. Pelo jeito não entenderam a piada, ou a sustentabilidade. Talvez um pouco dos dois.

Uma coisa eu sei, o Rafinha soube discernir e ironizar exatamente o tipo de campanha a qual eu não faço questão de comunicar. Assistam ao vídeo:

Como vocês podem ver, a piada foi uma ironia clara com relação a campanhas do tipo “Hora do Planeta” ou “Xixi no Banho“, que são criadas por grandes ONGs que fazem um trabalho muito respeitado por todos. O fato é: por que fazer piada com um assunto tão sério? (Eu levo muito a sério, por isso escrevo esse post)

A resposta que dou, sem sombra de dúvidas, é que essas campanhas são uma piada. Muito maior e mais sem graça que a do Rafinha. É claro que a ação surte efeito, as pessoas ficam sabendo, alguns aderiram, outros nem viram. Uns fazem xixi no banho e economizam seis litros de água todo dia. É ótimo. De verdade.

Agora, temos um exemplo de uma campanha muito interessante e mais efetiva a curto e longo prazo. O projeto de lei Ficha Limpa, o qual acabaram de adiar sua votação. Fico me perguntando por que nenhuma dessas ONGs deu a mesma visibilidade para uma campanha que é muito mais importante para nosso país

E quero deixar claro uma coisa: Eu não utilizo xampu desde os 15 anos de idade, não uso desodorantes químicos há dois e vez ou outra prefiro tomar banho no escuro. Só não cago no escuro por que gosto de ler nessas ocasiões (sorry Rafinha). E isso não é campanha pra ser hippie, são meus hábitos.

Tudo bem, interesses são interesses. Mas e como é que podemos levar a sério uma ONG que investe sua verba em campanhas de cunho muito mais comunicacionais do que funcionais? É claro, elas querem visibilidade, marca forte. Quem é que gosta de ler sobre política nesse país né? Não dá raiva quando uma corporação subestima nossa inteligência?

Vocês que acompanham o blog sabem que eu escrevo posts que falam sobre coisas simples, do dia a dia, como fazer um desodorante caseiro, um repelente caseiro, composteira, etc. Mas sem dúvida nenhuma acho imprescindível que sejam comunicadas as ações políticas e educacionais. É preciso ter uma visão menos lúdica da sustentabilidade, saber que essa é uma luta contra nós mesmos. Nossos hábitos, nossa ignorância, nossa cultura.

Capische?

CHAMADO: DIA 6 VAMOS VACINAR O BRASIL CONTRA A CORRUPÇÃO

Fonte: Movimento Marina Silva

Galera, é muito importante que você vote. De verdade. Não to brincando não. E não deixe para amanha. VOTE AGORA!!! Essa é uma das leis mais significativas no combate a corrupção!

Atenção Aliados e Aliadas de Marina Silva,

Está na hora de nos fazermos em coro junto com Marina na defesa do projeto de lei Ficha Limpa!

Nossa ação será simples e impactante: no dia 6 de abril, das 17h às 19h, véspera da votação do projeto de lei, nos reuniremos em frente às Câmaras Legislativas de nossos municípios e estados para VACINAR OS BRASILEIROS CONTRA A CORRUPÇÃO.

Vamos mostrar ao país que estamos juntos com Marina Silva na luta por um Brasil Limpo, Ético, Democrático e Sustentável, e aumentar a pressão popular pela aprovação deste importantíssimo projeto de lei.

Para isso:

1. Leve uma seringa – quanto maior, melhor (sem agulha, é claro).
2. Produza um ou mais cartazes com dizeres como “VACINE-SE AQUI CONTRA A CORRUPÇÃO”, “HORA DA PREVENÇÃO CONTRA A CORRUPÇÃO. VACINE-SE TAMBÉM”, etc. Use a criatividade!!
3. Produza materiais impressos sobre o ficha limpa e sobre o movimento (serão disponibilizados aqui em breve)
4. Chame todos os seus amigos através de sms e e-mail.

Dica: Aja junto com outros aliados e aliadas do Movimento. Encontrem-se através do mapa do movimento ou dos grupos estaduais.

E se você ainda não conhece o projeto Ficha Limpa, veja abaixo a convocatória enviada pela Aavaz:

Caros amigos,

Chegou a hora: dia 7 de abril será a votação do Projeto de Lei Ficha
Limpa. Nossos deputados têm uma escolha — votar a favor da lei e
remover criminosos da política, ou ficar do lado dos corruptos ao custo
de toda a nação.

Não será uma vitória fácil, forças corruptas estão resistindo bravamente
– somente uma mobilização massiva poderá vencê-los. Esta é a reta final
para pressionar nossos deputados a votarem a favor da política limpa
no Brasil — assine a petição no link abaixo, ela será entregue
diretamente ao Congresso:

http://www.avaaz.org/po/brasil_ficha_limpa/?vl

Se a Ficha Limpa passar, candidatos que cometeram crimes sérios como
lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e assassinato, serão removidos
das eleições de outubro
. Este pode ser um enorme passo para livrar o
Brasil de uma classe política corrupta.

Através de muita pressão popular do Movimento de Combate à Corrupção
Eleitoral e da Avaaz, nós ajudamos a introduzir esta lei e aprová-la
para votação. Porém se ela passar, vários partidos políticos irão ver
seus candidatos desqualificados das eleições de outubro, portanto
muitos vão tentar barrá-la no Congresso
. Nós não podemos perder esta
oportunidade histórica – vamos mobilizar milhares de brasileiros nesta
reta final — assine a petição abaixo:

http://www.avaaz.org/po/brasil_ficha_limpa/?vl

Em um movimento histórico, mais de 1.6 milhões de brasileiros
levantaram as suas vozes contra a corrupção na política. Nós não podemos
perder agora — cada nome conta – encaminhe este alerta para todos
que você conhece!

Com esperança,

Alice, Graziela, Paula, Paul, Ricken, Pascal, Benjamin, Ben e toda a
equipe Avaaz

Saiba mais sobre a Ficha Limpa:

Site do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral:
http://www.mcce.org.br/

Projeto Ficha Limpa deve ser votado pela Câmara dia 7 de abril:
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/03/23/poli…

Movimento online renue 200 mil brasileiros em torno de campanhas como
“Ficha Limpa”:
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/03/09/movimento+online+r…

Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral consegue assinaturas
necessárias para levar Projeto Ficha limpa ao Congresso:

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/09/17/poli…

O projeto de instalação de cinzeiros existe, mas não é idéia de Serra.

O último post sobre a lei anti-fumo gerou uma série de contatos de leitores, que me diziam que uma lei já foi protocolada para essa causa. Corri atrás para ver do que se tratava e, o detalhe que me intrigou foi que essa lei não foi idéia do nosso querido Serra, que é tão preocupado com a saúde de seus eleitores.

O líder do PPS na Câmara Municipal de São Paulo, Professor Claudio Fonseca, protocolou na tarde de quinta-feira (13/8) Projeto de Lei 526/09. O texto prevê a colocação de lixeiras com cinzeiros nas calçadas da cidade de São Paulo.

Não vamos criticar a visão míope do trabalho de Serra, até por que foi uma ótima iniciativa a lei anti-fumo, mas fica aquela sensação no ar de que o trabalho ficou por fazer. Nas pressas para se viabilizar uma lei que tem alta visibilidade entre as pessoas, alguém se esqueceu de fazer a lição de casa quanto aos resultados que essa ação iria trazer, alem dos votos, claro.

A lei anti-fumo já deveria prever a situação dos fumantes e veicular juntamente a lei do cinzeiro, que zela pela saúde do ambiente. É fato que a segregação dos fumantes faz com que eles estes fumem menos (pode perguntar), mas não foi por isso que a lei foi colocada em pauta. O projeto de instalação dos cinzeiros ainda deve passar por duas comissões antes de ser votado pelos vereadores, o que prolonga a situação atual e faz com que os locais públicos tenham que tomar providências por si mesmos.

Mesmo sendo uma ação do Município de São Paulo, a publicidade das marcas de cigarro será permitida nos cinzeiros.  Já que elas são as fornecedoras dos produtos que causam tanto transtorno e poderão fazer a veiculação da sua publicidade em local público, no mínimo deveriam pagar pelos cinzeiros.

Lei anti-fumo e a consciência paulistana

A tal lei tá dando o que falar. Para quem, AINDA, não sabe do que se trata: A nova lei proíbe cigarro ou derivados de tabaco em ambientes de uso coletivo, públicos ou privado, total ou parcialmente fechados em qualquer um dos lados por parede ou divisória, em todo o Estado.

Mesmo assim, nesses últimos dias em que a lei esteve em vigor, quem não viu um cigarrinho aqui, outro ali? E aquele instinto protestante que surge nos fumante em dizer “É um desrespeito essa lei! Até maconha tão fumando e cigarro virou crime!”. Bom, fumar maconha também é crime, e pior (para os desavisados que podem achar que é legalizado).

Fora a questão protestantista dos tão pró-ativos fumantes, algo nessa situação me incomoda, e muito. Na porta de todos os lugares públicos fica aquela reunião de indivíduos, e surge a sensação de estar passando pela cidade de Cubatão, tanta é a fumaça que produzem juntas as chaminés. Mas essa não é a pior parte, a sensação se vai logo que as pessoas se colocam a fazer coisas melhores das suas vidas, mas e o que ficam? Bitucas. Conte cinco anos de decomposição para cada cigarro que você viu aceso. Pior, pergunte a um fumante quantos cigarros ele fuma por dia, e pergunte quantas bitucas ele atira na rua. Já deu para entender né?

A porta dos locais públicos virou um cinzeiro público, com incontáveis bitucas visíveis, e outras tantas que, um fumante envergonhado fez questão de esconder atrás da plantinha ali ao lado. Será que eles não enxergam toda essa poluição? Me sinto envergonhado pelo descaso alheio. Bitucas deveriam ser comestíveis, ou deviam servir de OB, ou tampax, qualquer coisa que pudesse ser enfiada dentro do “ambiente” do fumante. Desculpe o desabafo, mas até agora não vi um local que tivesse a cérebre (com “r”mesmo, de célebre cérebro) idéia de utilizar cinzeiros na porta de seu recinto. Nem ligam para a sujeira na porta de casa, é culpa do fumante mesmo. E o fumante, do outro lado, diz que só não joga no cinzeiro por que não tem, é culpa da casa mesmo.

Enfim, o embate não tem fim. Se não houver a consciência de todos, digo TODOS, de que estamos sentados em um cinzeiro urbano, não haverá concordância. E joga a bola pra lá, e joga pra cá e nada anda. Tá tão difícil respeitar?

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