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Planeta no parque 2011

Planeta Parque 2011Planeta Parque 2011Planeta Parque 2011Planeta Parque 2011Planeta Parque 2011Planeta Parque 2011





































































O site Planeta Sustentável, inspirado no Ano Internacional das Florestas, está promovendo o evento Planeta no Parque, que propõe uma subversão do olhar. No blog do evento, as postagens levam em conta a biodiversidade urbana, demonstrando o quanto a fauna e a flora estão presentes no dia a dia.

Gostei muito do texto sobre Birdwatching, que é uma prática muito fácil de ser feita e que é totalmente ignorada pelos seres humanos. Dependendo da companhia, pode até ser motivo de bulling admirar os pássaros. Quando você observa com calma, percebe que mesmo em São Paulo, há uma diversidade imensa de pássaros.

O Planeta no Parque também pretende promover atrações culturais e concursos ligados à conservação da natureza. Eu, como fã da banda Patu Fu, fico muito feliz de ver o envolvimento desses músicos no evento.

O projeto é bem interessante e será nos dias 22 a 25 de janeiro, durante o feriado de aniversário de São Paulo, na marquise do parque Ibirapuera.

Virada Sustentável mudou de data!

virada sustentávelEm novembro do ano passado postei uma matéria(bem completa) falando sobre a Virada Sustentável, evento similar a Virada Cultural, com a diferença claramente descrita pelo nome, em que a data do evento foi informada pelo próprio site como dias 19 e 20 de março de 2011. Como pode-se observar no site, a data agora mudou para dias 4 e 5 de junho de 2011.

Segundo o blog da Virada, “Atendendo a pedidos de alguns de nossos apoiadores e parceiros, a Virada Sustentável será realizada nos dias 4 e 5 de junho de 2011 (Dia Mundial do Meio Ambiente). É a data definitiva!”.

Portanto, reorganize a sua agenda para esse evento que, segundo o blog, “promete ser, sem exageros, a maior reunião de atrações que tratam dos temas da sustentabilidade (meio ambiente, diversidade, mobilidade urbana, biodiversidade, direitos humanos, ecoeficiência, reciclagem etc) já realizada.”

 

 

Consciente Coletivo 7/10 – Consumo Consciente 2

Fonte: Instituto Akatu

Em 10 episódios, a série Consciente Coletivo faz reflexões, de forma simples e divertida, sobre os problemas gerados pelo ritmo de produção e consumo de hoje. Entre os assuntos estão sustentabilidade, mudanças climáticas, consumo de água e energia, estilo de vida, entre outros, que permeiam o universo da consciência ambiental. O projeto é uma parceria entre o Instituto Akatu, Canal Futura e a HP do Brasil.

Visita a fábrica da Pepsico

Dia 6/12 fui convidado para fazer uma visita a fábrica de salgadinhos da Pepsico junto a outros tantos blogueiros, muitos dos quais admiro e acompanho o trabalho. Estavam lá: @samegui @gnsbrasil @educaja (@cybelemeyer) @evandrocesar @sustentabilizar @maitelemos @aquinacozinha @blogdati @marciaceschini @cozinhapequena @fabioallves @mabegalli @mundodastribos @lidifaria @tuliomalaspina @vanerodrigues @virts e @sustentavel20 (@alinekelly), esqueci alguém ou linkei para url errada?

Visita Pepsico

Foto: @fabioallves

Demorei a escrever esse post pois precisei de tempo para pensar sobre toda a informação que nos foi dada, além de esperar pelos comentários dos outros companheiros que estiveram por lá e que, sem dúvida, contribuíram para o fechamento dessas conclusões. Os outros blogs que já escreveram suas impressões foram: Bikini.veredas, Oras blog!, Sustentabilidade Corporativa, Pare o Mundo, Sustentável 2.0. Alguém mais que estou deixando de fora?

Para começar, é obvio que estamos falando de uma mega corporação que vende produtos industrializados com baixo valor nutritivo, ou seja, seu business por si só não é nada sustentável. Então por que os blogueiros foram convidados para conversar com a equipe de sustentabilidade da Pepsico?

Por que eles estão fazendo um trabalho honesto e querem divulgação opinativa, sem medo.

É claro que o fato de você conseguir produzir e administrar sustentavelmente não exclui ou diminui os outros danos relacionados a empresa. Portanto, toda conquista é pouca.

Outro fato importante é que nós fomos apresentados ao projeto pela própria coordenadora, a engenheira Andreza Moleiro Araujo, fica fácil de perceber a paixão dela pelo que faz, mas difícil de saber quanto é paixão e quanto é realidade.

Outra ressalva é que o encontro foi rápido, e não foi possível conhecer todas as ações que a empresa faz, portanto faço um relato genérico do que tivemos contato.

sustentabilidade pepsico

Foto: @fabioallves

O que a empresa está fazendo de bom:

  • Tem buscado a integração e participação de todos os funcionários em torno da sustentabilidade.
  • Tem buscado fornecedores que atendam a políticas que estejam de acordo com as da Pepsico.
  • Modernizou ao máximo sua fábrica para torná-la menos impactante ao meio ambiente.
  • Promovem ações de coleta dos resíduos de embalagens.
  • Neutralizam as emissões.
  • Atende as normas de segurança e saúde.

O que a empresa ainda pode fazer para melhorar:

  • O gerente da fábrica nos informou que: “é possível que parte dos produtos fornecidos tenha procedência transgênica“. Pessoalmente, acho uma falácia dizer que uma empresa como a Pepsico não tem poder de barganha o suficiente para exigir um controle de qualidade que ateste que o fornecimento dessas matérias primas esteja de acordo. Esse controle é possível de ser feito e deve ser levado em conta.
  • Informação não custa nada e é um direito do consumidor. As embalagens devem conter informações sobre os possíveis danos a saúde que o consumo excessivo pode causar e também quanto ao destino do valor pago pelo produto, demonstrando ao consumidor que desse produto de R$5,00, R$1,30 foram em impostos, R$1,50 em publicidade, R$0,70 administrativo, etc.
  • São apenas 16 fornecedores aqui no Brasil. Pelo visto, grandes latifúndios. Seria interessante começar uma ação de estímulo ao pequeno agricultor, e aos poucos capacitando-os para fornecer o produto com a qualidade necessária. É uma ação que estimula o crescimento do país, diminui a pobreza e melhora a relação da empresa-fornecedor.
  • Convidar outras pessoas, de segmentos mais especializados, como acadêmicos, ongs, consultorias, etc. que possam fornecer um feedback mais qualificado sobre cada uma das ações, propondo soluções e outras possibilidades dentro daquilo que já está sendo feito.
  • Maior participação nas questões de governança do país. Uma empresa desse porte tem que participar abertamente, sem lobby, de movimentos como a política de resíduos sólidos ou pela regulamentação da publicidade de alimentos não saudáveis. Pode parecer um tiro no pé, mas de uma forma ou de outra essas exigências da sociedade deverão ser incorporadas pelas empresas.
  • Como a ação acima, buscar maior pró atividade e visão de futuro. As ações que estão feitas são ótimas e contemplam a realidade da primeira década do século XXI, mas esse olhar deve estar mais atento aos rumos que a sociedade está tomando. Lembre-se: Você é uma indústria de alimentos, não uma indústria de salgadinhos.
  • Dentro da visão de futuro, buscar uma nova relação administrativa, que valorize e  distribua melhor os recursos da empresa. Acredito muito na reavaliação dos organogramas, folhas de pagamento e carga horária para melhora da qualidade de vida dos trabalhadores.
Fábrica Pepsico

Foto: @fabioallves

E para finalizar, quero deixar um recado.

As mega corporações, que até ontem eram administradas por velhos engravatados machistas,

Tulio Malaspina

Eu! (@tuliomalaspina) Foto: @fabioallves

ainda carregam muito da cultura industrial. Mas as coisas começam a mudar e, criminalizar e vetar qualquer tipo de colaboração com esses grandes hubs é tão arcaico quanto o velho machista. Uma empresa que emprega duas mil pessoas em uma só fábrica tem um papel social grande, e pode ser ainda maior se estiver aberta à população. Mas a população também deve estar disposta a colaborar. Bater é fácil, crescer junto tem custo.

A sustentabilidade não é um ponto de chegada, é uma forma de caminhar, e todos estamos tentando caminhar da melhor forma possível, cada qual com suas demandas, uns fumam mas são vegetarianos, outros comem carne mas só andam de bike. Assim como na nossa vida, as empresas também têm essas dificuldades. O poder dessas corporações é gigantesco e é possível fazer com que esse poder seja direcionado a causas importantes para a sociedade.

Quando falamos de corporações, muitas vezes esquecemos que o que faz uma empresa são pessoas, que comem, bebem, tem doenças e crises, filhos, tios, pais e mães, fumam, bebem, batem o carro e também tem uma causa, seja religiosa, seja ambientalista, seja política. O que nós precisamos é de gente com princípios dentro dessas empresas.

Fica ai minha humilde observação dessa experiência. Espero que possa colaborar com tantas outras e que outras pessoas, que ainda não observam a possibilidade de colaboração entre os principais vetores da sociedade, possam acreditar numa relação mais humana.

Consciente Coletivo 7/10 – Consumo Consciente

Fonte: Instituto Akatu

Em 10 episódios, a série Consciente Coletivo faz reflexões, de forma simples e divertida, sobre os problemas gerados pelo ritmo de produção e consumo de hoje. Entre os assuntos estão sustentabilidade, mudanças climáticas, consumo de água e energia, estilo de vida, entre outros, que permeiam o universo da consciência ambiental. O projeto é uma parceria entre o Instituto Akatu, Canal Futura e a HP do Brasil.

Estado de São Paulo tem seu primeiro inventário

Fonte: Planeta Sustentável

A Secretaria de Meio Ambiente e a Cetesb lançam primeiro inventário de emissões de gases-estufa do Estado de São Paulo. Até 2020 será necessário reduzir 28,6 toneladas

O Estado de São Paulo já tinha uma lei de mudanças climáticas. Mas até esta semana não tinha um inventário de suas emissões de gases do efeito estufa. Agora sim, será possível calcular exatamente a quantia que deverá reduzir- o cálculo da lei foi feito por estimativa. E, de acordo com o primeiro levantamento realizado pela SMA – Secretaria de Estado de Meio Ambiente e pela agência ambiental Cetesb, o Estado terá de cortar 28,6 toneladas de gases.

O inventário tem como ano base 2005, quando foram emitidas 143,4 milhões de toneladas de gases-estufa. A maior parte delas – 81,2 milhões, ou 57% -, vieram da geração de energia e do uso de transportes. Apenas neste último setor, foram 39,8 milhões de toneladas de gases, o que equivale a mais do que a meta de redução estabelecida na lei do clima para 2020.

Portanto é principalmente aí que São Paulo terá de se controlar. Uma das maneiras de fazer isso é incentivando formas de transportes menos poluidoras do que as rodovias, usadas largamente. Duas alternativas são as hidrovias e ferrovias. Em ordem do maior para o menor emissor, os outros setores apontados pelo inventário são:
- agropecuária, 20%;
- mudanças no uso da terra e desmatamento, 9%;
- indústria, 8% e
- resíduos, 6%.

Feito a partir de dados coletados em três anos de consulta pública, o inventário de emissões do estado de São Paulo mostra que sua matriz de poluição é diferente da nacional. Considerando as emissões de todo o país, é o desmatamento que está a frente. Depois de diagnosticada a situação do Estado de São Paulo, no ano que vem a Secretaria estudará, em conjunto com os setores, metas específicas para cada um.

São Paulo foi o primeiro Estado do Brasil a fazer seu inventário de emissões com base nos padrões definidos pelo IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas.

Instituto Vidrih – Cursos de pós ambiental

Recebi um email do Instituto Vidrih, de Bauru-SP, com uma série de cursos de pós graduação latu sensu relacionados à meio ambiente e sustentabilidade para ínicio no primeiro semestre de 2011. Achei bem interessante e fico feliz de multiplicar esse conteúdo. O legal é que se você apresentar uma impressão desse post na hora da matrícula, recebe 10% de desconto nas mensalidades. Para mais informações clique no nome do curso.

Curso de especialização em AGROECOLOGIA E PRODUÇÃO ORGÂNICA

Curso de especialização em CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVELInstituto Vidrih

Curso de especialização em GESTÃO FLORESTAL

Curso de especialização em MUDANÇAS CLIMÁTICAS E PROJETOS DE CRÉDITO DE CARBONO

Curso de especialização em PERÍCIAS E AVALIAÇÕES AMBIENTAIS

Virada Sustentável será realizada em São Paulo, em março de 2011

Galera, a Virada Sustentável mudou de data e agora será em junho! Para mais informações veja o post em que explico a decisão da organização sobre mudança de data da Virada Sustentável.

Fonte: EcoDesenvolvimento

São Paulo ganhará outro evento de fim de semana como o Virada Cultural, só que dessa vez preocupado com os impactos no clima. A Virada Sustentável vai ser realizada nos dia 19 e 20 de março de 2011 e contará com uma maratona de arte e diversão relacionada a temas como lixo, poluição e mobilidade urbana.

Cerca de 170 atrações estarão distribuidas entre parques da cidade, museus, espaços cultirais e ruas. Serão shows de música, teatro, exposições, cinema e intervenções artísticas realizadas por artistas que já demonstram preocupação com a questão do meio ambiente e do social.

Ao contrário do que acontece na Virada Cultural, o evento não vai ser realizado durante a madrugada. “Queremos propor uma virada da consciência. Será um evento sobre meio ambiente, mas nada de debates”, afirmou um dos organizadores do evento, o jornalista André Palhano, em entrevista ao jornal Estado de São Paulo. A expectativa da organização é atrair 2 milhões de pessoas.

O Parque Ibirapuera será um dos palcos da Virada Sustentável/Foto: Fernando Stankuns

O Parque Ibirapuera será um dos palcos da Virada Sustentável/Foto: Fernando Stankuns

Atrações

Alguns artistas já são atração confirmada, entre eles Lenine, Hermeto Pascoal, MV Bill, Falamansa e balé Cisne Negro. Além disso, nos principais palcos, como nos Parques do Ibirapuera, Carmo e da Independência, os apresentadores da festa serão os Doutores da Alegria.

Outra atração já programada será a intervenção do artista Guto Lacaz, que vai colocar piscinas no curso do Rio Pinheiros, para criar “ilhas de água limpa” em meio ao rio poluido. Todos os espetáculos participantes passaram pela seleção de um Conselho Curador, que conta com o artista Eduardo Srur e representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Fundação SOS Mata Atlântica.

O projeto

No início a Virada era apenas um projeto de shows em um centro cultural, mas a ideia foi ganhando forma e cresceu após o apoio da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente e da agência de publicidade Lew, Lara\TBWA – que está trabalhando de forma voluntária.

Assim como no Festival SWU e na Copa do Mundo, os organizadores do projeto estão preocupados em fazer tudo da forma mais sustentável possível, uma das medidas serão a neutralização da emissão de carbono, o cuidado com o lixo e o uso de materiais recicláveis.

Confira a campanha do evento abaixo:

BNDES financiou desmatamento e trabalho escravo na Amazônia

Novamente vemos um orgão como o BNDES financiando atividades que vão na contra mão, não só da inteligência, como também da boa administração das riquesas do Estado, tanto financeiras quanto ambientais. Infelizmente, o que vemos é que instituições como essa, que tem um imenso impacto nas relações ambientais, não estão dando a mínima para o trabalho do Ministério do Meio Ambiente e, promovem ações miopes e ignorantes visando apenas um objetivo: $$$

Com a entrada da Presidenta Dilma, o negócio só tende a piorar: Mais dinheiro para o BNDES, menos burocracia, menos fiscalização, maior crescimento da economia. Vamos ficar atentos ao que vem por ai…

Amazônia.org.br

Gado

Gado

Frigoríficos com financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) adquiriram gado de fazendas envolvidas em desmatamento e trabalho escravo, de acordo com uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo a auditoria, isso aconteceu devido a uma falha de coordenação da Casa Civil.

O relatório do TCU é a resposta a uma solicitação de informações formulada pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, da Câmara dos Deputados, em novembro de 2009. A Comissão determinou a fiscalização do BNDES, Banco da Amazônia (Basa), Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, para verificar se esses bancos são responsáveis por desmatamento ligado ilegal na Amazônia.

O objetivo da auditoria era identificar se as diretrizes adotadas pelos bancos oficiais na concessão de financiamentos a atividades agropecuárias na Amazônia Legal estão em conformidade com a legislação ambiental e com as políticas de redução do desmatamento, e se a concessão de crédito rural induz a adoção de práticas sustentáveis na região.

O relatório concluiu que as diretrizes adotadas pelos bancos estão em conformidade com a legislação ambiental, principalmente após a resolução do Conselho Monetário Nacional de 2008, que passou a exigir regularidade ambiental para o financiamento agropecuário na Amazônia. Entretanto, a auditoria constatou incoerências entre as políticas de incentivo a atividade agropecuária e as políticas ambientais.

Segundo o documento, o BNDES investiu 12 bilhões em frigoríficos da Amazônia, sendo 10 bilhões no âmbito da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP). “A pecuária é sabidamente um dos principais vetores de desmatamento na Amazônia. Nesse cenário, qualquer investimento público no setor da pecuária deveria envolver rígidas salvaguardas ambientais. Todavia, o Ministério do Meio Ambiente não foi envolvido na formulação dessa política”, explica o relatório.

Segundo o TCU, a auditoria identificou uma falha da Casa Civil na coordenação e articulação entre a PDP e políticas ambientais, como o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia (PPCDAm) e o Plano Amazônia Sustentável (PAS). “Como consequência, verificou-se que alguns frigoríficos beneficiados pelos financiamentos do BNDES adquiriram gado de fazendas envolvidas com desmatamento ilegal e com trabalho escravo”.

Veja o relatório da auditoria do TCU na íntegra (PDF).

8 fatos da sustentabilidade empresarial

Ainda escuto pessoas que argumentam que a sustentabilidade vai de encontro com o crescimento econômico e, vejo que esse fato decorre muito mais de uma questão cultural do que racional. A realidade é que sustentabilidade é igual a inteligência.

1. Construções e edificações: A maior parte dos gastos que se tem com uma construção estão ligados à manutenção do prédio ao longo da sua vida útil, e não à construção do prédio em si.

Portanto, se o seu engenheiro/arquiteto estiver realmente preocupado com a economia financeira, ele ira levar em conta os processos como um todo, utilizando tecnologias para economia de água e energia. A aplicação de projetos sustentáveis nasce da análise inteligente dos fatores envolvidos.

2. Matérias primas: Toda matéria prima é renovável, algumas demoram um pouco mais (sic).

Independente do tempo de renovação da matéria prima, o principal investimento dessas empresas deve ser em pesquisa e desenvolvimento (P&D), para aumentar a eficiência, diminuir os impactos, melhorar os processos e, possivelmente, encontrar uma forma alternativa, menos predatória, de atingir o mesmo resultado. Investimento com inteligência leva a mais eficiência e menos custos.

3. Funcionários: Pessoas valorizadas produzem mais e melhor.

Valorizar o funcionário, sua família e a comunidade é um fator importantíssimo para a qualidade do trabalho. A participação, cooperação e integração tem tudo haver com responsabilidade social. Muitas empresas fazem doações para creches e não percebem que os filhos dos próprios funcionários estão em má condição. O empresário que quer aumentar a produtividade da empresa tem a humildade de perguntar o que o funcionário precisa para trabalhar melhor.

4. Fornecedores: Como os fornecedores podem ser escolhidos de forma inteligente para aumentar a sustentabilidade e a lucratividade da empresa?

Além da comunicação básica que se deve ter com fornecedores a respeito dos princípios, ética, valores da sua empresa e também da transparência e proximidade, existe outro fator que não é levado em conta na escolha dos fornecedores. Os grandes fornecedores, que muitas vezes trabalham com propostas financeiramente mais atraentes, devem ser evitados. Procure fornecedores de cooperativas, associações e outros projetos de geração de renda, eles possuem menos escala, mas em sua maioria, podem oferecer um serviço mais personalizado e atender a exigências que fornecedores com maior poder de barganha não fariam. Relações mais personalizadas oferecem serviços de maior qualidade.

5. Ética e meio ambiente: Preocupar-se com a ética e a natureza são fatores valorizados pelas pessoas, tanto funcionários quanto clientes e outros públicos de interesse.

Não é só o mercado que está valorizando atitudes éticas, seus funcionários também prezam pela transparência, pela educação e pelo meio ambiente. Pode não parecer, mas fazer a coleta seletiva na sua empresa fará com que os funcionários valorizem seu trabalho, diminuindo a rotatividade dos empregados. Outras atitudes éticas também fazem o funcionário pensar duas vezes antes de buscar outro emprego, além de contar para os amigos como o ambiente de trabalho da sua empresa é bom.

6. Comunidade: Muitas empresas não se questionam quanto à sua relação com a vizinhança pois não vêem lucratividade nessa ação.

Nenhum empresário investe em ações sem planejamento e monitoramento. Por que seria diferente em ações sociais? Infelizmente, os investimentos sociais ainda são à curto prazo, o que não permite um retorno da comunidade ao investidor, que poderia vir em forma de mão de obra qualificada, melhoria da imagem ou até maior segurança para os funcionários. É sempre importante perguntar as necessidades da comunidade, planejar e monitorar a ação.

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