Dá só uma olhada nesse vídeo feito pelo SOS Florestas e Fundação Grupo Boticário sobre as mudanças no Código Florestal! Ficou simples mas bem explicado, ótimo para ajudar as pessoas a relacionarem como essas decisões irão afetar o todo.
Em meados de Junho, Julho de 2010 tivemos o início de uma luta insensata e desleal sobre o Código Florestal. Insensata pois não foi levado em conta a opinião de pesquisadores, historiadores, economistas e outros especialistas capacitados para dar um parecer sobre o tema, e desleal pois demonstrou parcialidade e supressão da opinião pública, tomando a mobilização dos ruralistas como uma premissa suficientemente importante para tal decisão. Uma borralheira só.
Em novembro do ano passado postei uma matéria(bem completa) falando sobre a Virada Sustentável, evento similar a Virada Cultural, com a diferença claramente descrita pelo nome, em que a data do evento foi informada pelo próprio site como dias 19 e 20 de março de 2011. Como pode-se observar no site, a data agora mudou para dias 4 e 5 de junho de 2011.
Segundo o blog da Virada, “Atendendo a pedidos de alguns de nossos apoiadores e parceiros, a Virada Sustentável será realizada nos dias 4 e 5 de junho de 2011 (Dia Mundial do Meio Ambiente). É a data definitiva!”.
Portanto, reorganize a sua agenda para esse evento que, segundo o blog, “promete ser, sem exageros, a maior reunião de atrações que tratam dos temas da sustentabilidade (meio ambiente, diversidade, mobilidade urbana, biodiversidade, direitos humanos, ecoeficiência, reciclagem etc) já realizada.”
A guerra civil que temos visto tomar conta do Rio de Janeiro demonstra, mais uma vez, que as políticas e planos de repressão praticados pelo governo são movimentos que estão distantes de uma solução sensata. As UPP’s (Unidades de Polícia Pacificadora), também podem ser consideradas assistencialistas, já que buscam minimizar o problema de forma a instaurar uma forma diferente de se fazer segurança pública.
Ações assistencialistas são muito importantes na mitigação de questões complexas que exigem projetos de longo prazo, tais como a questão da violência no Rio. Porém, essas ações de nada adiantam sem um trabalho acurado que realmente imprimam a mudança nas bases do problema.
O bolsa família é muito importante, desde que esteja acompanhado de projetos que visem melhorar a condição do ensino nas comunidades carentes. As UPP’s demonstram uma nova forma de praticar a segurança pública, mas sabemos que a questão da violência e da marginalidade só será minimizada a partir do momento que a educação seja levada a sério pelo governo.
De nada adiantam as ações da polícia pacificadora se as populações das periferias continuam recebendo uma educação falida e sem perspectiva, onde a evasão dos alunos não se dá devida a vagabundagem, e sim ao fato de que esses seres humanos não se enxergam daqui 20 anos. Pergunte a um morador dessas comunidades qual a sua perspectiva de vida…
O Brasil melhorou muito economicamente, e começa a ter destaque internacional, mas se nossos políticos não compreenderem que a educação é o primeiro passo para a resolução de qualquer situação indesejada, continuaremos com essas demonstrações inaceitáveis de insegurança e descontentamento.
Não podemos esquecer que aqueles números que estarão no jornal de amanhã não são apenas números, mas pessoas, com grande força e potencial que, impreterivelmente destinaram seu ímpeto à revolta, destruição e anarquia.
O filme “2012 – Tempos de Mudança” é resultado de 500 horas de imagens, animação e mais de 200 entrevistas. O filme traz depoimentos contundentes de David Lynch, Sting, Ellen Page, Gilberto Gil e Terence McKenna, entre muitos outros, falando de suas experiências com meditação, ayahuasca, projetos sustentáveis, contracultura, expansão da consciência.
Misturando a sabedoria de culturas ancestrais com as possibilidades da tecnologia, o filme apresenta alternativas ecológicas – e muitas vezes surpreendentemente simples – para produzir energia, reciclar lixo, regenerar o solo, reaproveitar água, gerar alimentos mais saudáveis.
ENTRADA FRANCA E SOLIDÁRIA.
INGRESSOS DISPONÍVEIS NO DIA 19/08 A PARTIR DAS 18H00.
CHEGUE COM 1H DE ANTECEDÊNCIA PARA GARANTIR SEU INGRESSO.
Após a exibição e conversa com diretor teremos DJS + ECO-DRINKS
Dj Ben e Dj Smurf (Nu Jazz – Deep House)
Duração: 85min. Ano: 2010
Direção: João Amorim
Produção: Mangusta Productions em associação com Curious Pictures e PostModern Times Site:www.2012timeforchange.com
Depois da grande mobilização online para a aprovação da Lei Ficha Limpa, o AVAAZ.org está promovendo uma campanha para que a alteração do código florestal seja revista. Para isso precisamos de 200 mil assinaturas, e já temos mais de 140 mil! Tá muito perto.
Basicamente essa nova mudança no código segue as seguintes premissas:
Produtores rurais que desmataram até julho de 2008 estão isentos de pagamento de multa e há brechas para que não haja recuperação de áreas Matas ciliares
A faixa mínima de área de preservação ambiental (APP) ao longo dos rios mais estreitos diminui de 30 metros para 15 metros
Propriedades de até quatro módulos fiscais* estão desobrigadas a recompor a reserva legal, mas precisam manter a vegetação que sobrou Reserva legal
Agricultores podem incluir no cálculo de reserva legal as áreas de preservação permanente
Órgãos estaduais podem definir intervenção em áreas de preservação permanente em caso de atividades de baixo impacto, que não foram definidas Moratória
Aos deputados brasileiros: Nós pedimos que vocês rejeitem qualquer tentativa de alterar ou enfraquecer o Código Florestal Brasileiro. Qualquer mudança no Código deverá fortalecer as proteções ao meio ambiente e favorecer pequenos agricultores, não o grande agronegócio. Nós pedimos a vocês que protejam o patrimônio natural e o futuro do Brasil.
Palestra do Idec – Lisa Gunn (Coordenadora executiva do IDEC) – coex@idec.org.br
Lisa apontou que os principais desafios da mudança de atitude dos consumidores são:
Consciência do problema mais não da alternativa
Barreiras financeiras para a mudança
Também apresentou um dado de pesquisa feita pelo Idec que diz que de 500 produtos, 90% continham pelo menos um elemento de greenwashing, ou seja, sua prática não condiz com seu discurso. Afirmou que o consumo consciente entrou com grande força nas empresas, mas que ainda há uma grande distância entre o discurso e a prática, como demonstrado na pesquisa e, se o discurso ambiental ganhou muita força, o social continua fraco.
Lisa ainda reiterou que antigamente o código de defesa do consumidor só tinha a preocupação em proteger os direitos dos consumidores e que hoje eles estão tendo de mudar esse ponto de vista e trabalhar as responsabilidades dos consumidores de reduzir, reutilizar e reciclar seus resíduos.
Assinam o texto protesto: ABA (Associação Brasileira de Anunciantes); Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade); Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão); Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação); Abir (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas); ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura); Aner (Associação Nacional de Editores de Revistas); ANJ (Associação Nacional de Jornais); Central de Outdoor; Feneec (Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas); Fenapro (Federação Nacional das Agências de Propaganda); IAB (Interactive Advertising Bureau, Brasil) e Instituto Palavra Aberta.
Segue o manifesto na íntegra:
“Em defesa do estado de direito
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de exorbitar da sua competência mais uma vez, ao tentar agora impor regras para a publicidade de alimentos e bebidas não alcoólicas. Em medida administrativa, na Resolução no 24/2010, a agência cria regras para a propaganda comercial de alimentos e bebidas.
Não é a primeira investida dessa agência. Em outras oportunidades, já tentou se substituir ao Congresso Nacional criando regras para a propaganda de outros produtos, como bebidas alcoólicas, em 2007, e medicamentos populares, em 2009.
Em ambas, a Anvisa foi desautorizada pela Advocacia-Geral da União e, na última delas, também pela Justiça. Sempre que perdeu, foi porque ficou claro que não tinha competência para legislar sobre propaganda comercial.
Novamente a agência reincide ao legislar em seara que não lhe compete. O artigo 22, inciso 29 da Constituição Federal, diz que é competência privativa da União (Congresso Nacional e Presidência da República) legislar sobre propaganda comercial. O artigo 22 é claro ao dizer que compete à lei federal dispor sobre propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde.
A propaganda brasileira é submetida a um sistema misto de controle que funciona muito bem. Fazem parte dele o severo arcabouço legal no qual avulta o Código de Defesa do Consumidor e, do lado da sociedade civil, o Conar. Este já julgou mais de 7 mil casos em seus trinta anos de existência.
Estabelece um sistema considerado dos mais evoluídos do mundo para regular eticamente mensagens comerciais e é respeitado por anunciantes, agências de propaganda e veículos de comunicação.
As entidades abaixo-assinadas reiteram a sua confiança no Estado democrático de Direito, na primazia da Constituição Federal e confiam que o Congresso Nacional saberá fazer uso da competência constitucional que lhe foi atribuída pela Carta Magna de 1988. Temos certeza, portanto, de que a usurpação de poder ora em curso não há de prosperar.”
Na realidade, a ANVISA pegou leve, já que a princípio, essa recomendação definia que a publicidade de alimentos em rádio e televisão só poderia ser realizada entre 21h e 6h da manhã, ou seja, durante o horário que crianças não terão fácil acesso. Infelizmente, essa proposta foi retirada de última hora, e o que ficou aprovado foram os avisos em anúncios que alertam os pais e filhos sobre a realidade dos produtos que estão consumindo.
Além do mais, como escrito pelo jornalista Wilson da Costa Bueno no Portal Imprensa, “O argumento da auto-regulação é falacioso porque, apesar de algumas boas ações do Conar (que no fundo representa mesmo as empresas e muitas vezes age para regular as disputas entre elas), ele não pode e não está interessado em contrariar os seus verdadeiros interesses. Tem estado sempre a reboque das demandas da sociedade, correndo atrás do prejuízo, e, o que é importante, não tem como função estabelecer políticas para proteger os consumidores, mas ações pontuais (ainda que positivas), apropriadas pelos anunciantes para o marketing da auto-regulação.”.
Sei da importância da educação e capacitação dos pais, educadores e envolvidos no amadurecimento das crianças mas, infelizmente, a média de tempo que menores de 12 anos ficam em frente à televisão chega a quase CINCO horas, segundo os últimos dados do IBOPE 2008. Isso é mais tempo do que elas passam nas escolas. Como os educadores podem competir com estímulos exaustivamente planejados por cabeças inconseqüentes? Também não podemos responsabilizar os pais, pois eles são tão vítimas da propaganda quanto as crianças.
Assistam ao documentário “Crianças, a alma do negócio”.
Para mudar alguma coisa no futuro, é preciso que a nova geração cresça com mais consciência e ética social, é preciso que haja uma mudança na cultura do consumo. Algum programa ou publicidade está ensinando isso para nossa sociedade?
Nós temos o direito de sermos informados sobre o que estamos consumindo, devemos exigir a nossa liberdade de escolha e, é preciso que haja facilitadores para proporcionar esse discernimento, facilitadores para a escolha consciente da população.
Nesta sexta-feira, 2 de julho, o MAM de SP inaugura a Exposição Ecológica, que pretende questionar o atual estilo de vida da sociedade a partir de obras de arte internacionais. Com curadoria de Felipe Chaimovich, a Mostra ainda terá atividades paralelas, que visam aproximar os visitantes da natureza
Grandes nomes da arte contemporânea mundial apresentarão seus trabalhos a partir dessa sexta-feira, dia 2 de julho, na Exposição Ecológica, com a intenção de questionar, a partir da arte, os atuais padrões de consumo da sociedade.
Sob curadoria do especialista Felipe Chaimovich, a mostra, que acontece no MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, inspira-se nas ideias do intelectual austro-francês André Gorz, que defendia que todos os problemas ambientais da humanidade – como o esgotamento de recursos naturais e a poluição da água e do ar – são consequência do padrão de vida da sociedade, que é acostumada a tratar a natureza como uma “fornecedora pacífica de recursos, que jamais se rebelará”.
Para tentar mudar essa visão e alertar o homem para a necessidade de respeitar a natureza, a Mostra apresentará 22 obras de arte, que mostram a atual relação predatória da sociedade com o meio ambiente. Entre elas, o vídeo “Flooded McDonald’s”, que retrata um alagamento gradativo dentro de uma das lojas da rede internacional de fast-food para mostrar que esse modelo de negócios está com os dias contados, e a obra “Me Manda pra China”, de Lucia Gomes Zinggeler, que reproduz o container chinês, cheio de lixo, que foi enviado de navio para o Brasil.
A exposição, que ficará aberta ao público até 29 de agosto, ainda conta com atividades paralelas, que acontecem no Parque do Ibirapuera e visam aproximar os visitantes da natureza. O “Piquenique Florescentista”, montado em uma mesa sobre pedriscos no Jardim das Esculturas, e a “Viagem Sideral”, que promove passeios em uma bicicleta cargueira adaptada para conhecer as belezas naturais do Parque, são algumas das atrações.
Os interessados podem conferir a exposição, no MAM, de terça a domingo, das 10h às 17h30. A entrada será gratuita para todo o público aos domingos.
Exposição Ecológica
Data: de 2 de julho a 29 de agosto
Horário: de terça a domingo, das 10h às 17h30 (com permanência até às 18h)
Local: Grande Sala – MAM
Endereço: Parque do Ibirapuera – Av. Pedro Álvares Cabral – Portão 3
Ingresso: R$ 5,50 e entrada franca aos domingos
Mais informações no site do Museu
O site Post Modern Times leva a proposta de produzir uma série de filmes curtos que discutem novas idéias sobre a consciência global e técnicas de transformações sociais e ecológicas. Os vídeos tem cerca de cinco minutos e meio, irei postar os que achei mais interessantes, um a um.
Com depoimento de Rick Doblin, presidente da associação de estudos psicodélicos, o vídeo aponta a necessidade de mudança de consciencia como algo independe de estarmos próximos a um colapso ou não. Rick aponta que, estando ou não próximos de um divisor de águas, temos que fazer aquilo que trará bons frutos.
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