Atitude Eco – Ativismo e sustentabilidade

Ativismo, mobilização, comunicação e sustentabilidade

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Porque não devemos salvar o planeta.

Muitas pessoas ainda são movidas pelo conceito de Salvar o Planeta. Os slogans Save the Earth e Save the Planet marcaram a grande massificação do movimento ambientalista no final dos anos 90, mas hoje são conceitos completamente ultrapassados. Não é o planeta que devemos salvar, somos nós, os humanos. A espécie humana é que está em perigo.  A sobrevivência do planeta Terra independe da sobrevivência da raça humana.

Georgesco Roegen uma vez profetizou: “Deixemos outras espécies – as amebas, por exemplo – que não têm ambições espirituais herdar o globo terrestre ainda abundantemente banhado pela luz solar.”, fazendo alusão ao fato de que enquanto houver o sol, milhares de outras espécies terão plenas condições de vida, independentemente da presença ou não do homem. A questão aqui é escolher entre ter uma passagem pela Terra curta, mas fogosa e abundante no consumo de recursos, ou uma existência mais perene, sem tantas extravagâncias e mais eficiente.

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A relação carro e poder

carro orgulhoEstava lendo a revista Pesquisa Fapesp de janeiro deste ano e encontrei um artigo sobre mobilidade cujo subtítulo era: “A polêmica relacão que o Brasil criou com o automóvel”. Numa visão sociológica, o texto tráz insights ótimos, que me fizeram refletir sobre o sucesso desses veículos.

De forma crítica, o texto aponta a simbologia de status e liberdade como os pontos de idealismo da sociedade da época, onde a livre circulação da elite se dava no direito de transitar acima do bem e do mal, acima dos direitos de uso dos espaços públicos.

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O poder e responsabilidade dos anunciantes

vogue paris menina erotizaçãoNo blog Consumismo e Infância, a Fernanda escreveu o post “Meninas de Ouro”, falando sobre a erotização precoce presente nas páginas da edição de janeiro da Vogue Paris, onde três meninas de 7 e 8 anos foram ilustradas, como bem colocado pela Fernanda, como “pequenas caricaturas de sedutoras mulheres”.

Não venho aqui para expor meu repúdio a essa bizarrice do mundo da moda. Retomo esse caso para discutir outro ponto: O poder e a responsabilidade dos anunciantes.

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Virada Sustentável será realizada em São Paulo, em março de 2011

Galera, a Virada Sustentável mudou de data e agora será em junho! Para mais informações veja o post em que explico a decisão da organização sobre mudança de data da Virada Sustentável.

Fonte: EcoDesenvolvimento

São Paulo ganhará outro evento de fim de semana como o Virada Cultural, só que dessa vez preocupado com os impactos no clima. A Virada Sustentável vai ser realizada nos dia 19 e 20 de março de 2011 e contará com uma maratona de arte e diversão relacionada a temas como lixo, poluição e mobilidade urbana.

Cerca de 170 atrações estarão distribuidas entre parques da cidade, museus, espaços cultirais e ruas. Serão shows de música, teatro, exposições, cinema e intervenções artísticas realizadas por artistas que já demonstram preocupação com a questão do meio ambiente e do social.

Ao contrário do que acontece na Virada Cultural, o evento não vai ser realizado durante a madrugada. “Queremos propor uma virada da consciência. Será um evento sobre meio ambiente, mas nada de debates”, afirmou um dos organizadores do evento, o jornalista André Palhano, em entrevista ao jornal Estado de São Paulo. A expectativa da organização é atrair 2 milhões de pessoas.

O Parque Ibirapuera será um dos palcos da Virada Sustentável/Foto: Fernando Stankuns

O Parque Ibirapuera será um dos palcos da Virada Sustentável/Foto: Fernando Stankuns

Atrações

Alguns artistas já são atração confirmada, entre eles Lenine, Hermeto Pascoal, MV Bill, Falamansa e balé Cisne Negro. Além disso, nos principais palcos, como nos Parques do Ibirapuera, Carmo e da Independência, os apresentadores da festa serão os Doutores da Alegria.

Outra atração já programada será a intervenção do artista Guto Lacaz, que vai colocar piscinas no curso do Rio Pinheiros, para criar “ilhas de água limpa” em meio ao rio poluido. Todos os espetáculos participantes passaram pela seleção de um Conselho Curador, que conta com o artista Eduardo Srur e representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Fundação SOS Mata Atlântica.

O projeto

No início a Virada era apenas um projeto de shows em um centro cultural, mas a ideia foi ganhando forma e cresceu após o apoio da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente e da agência de publicidade Lew, Lara\TBWA – que está trabalhando de forma voluntária.

Assim como no Festival SWU e na Copa do Mundo, os organizadores do projeto estão preocupados em fazer tudo da forma mais sustentável possível, uma das medidas serão a neutralização da emissão de carbono, o cuidado com o lixo e o uso de materiais recicláveis.

Confira a campanha do evento abaixo:

Sustentabilidade empresarial

Dois posts atrás eu falei sobre os fatos da sustentabilidade empresarial e, acabei de encontrar um vídeo ótimo produzido pelo pessoal do Sendo Sustentável, que fala exatamente o que foi apontado no texto. Achei muito legal e compartilho.

Aliás, o blog Sendo Sustentável está de parabéns e merece muito respeito. “Importarei” muito conteúdo de lá.

Educação para o consumo sustentável – Signos ou objetos?

Uma das coisas que temos que ficar ligados para consumir com responsabilidade é a real utilidade das coisas. Muitas vezes nos deixamos levar por propagandas persuasivas, por pressões sociais ou até fatores mais subjetivos que nos influenciam na forma como lidamos com o ambiente a nossa volta.

Os objetos que estão a nossa volta trazem muito mais do que a sua funcionalidade como objeto de desejo, eles constroem uma arquitetura de personalidade, onde cada objeto que a pessoa possui determina uma característica da sua individualidade. Os objetos deixaram de ser apenas objetos e se tornaram objetos/signos e, muitas vezes, sua funcionalidade está mais ligada ao pertencimento social que a sua utilidade como ferramenta.

Compramos um determinado tênis pois ele tem qualidades ortopédicas ou pelo fato de que o grupo social o qual eu tenho o desejo de pertencimento o enxerga como “in”? Consumimos para nos diferenciar da massa e, ao mesmo tempo, buscar a integração num grupo social. Então, se ninguém quer ser a massa, quem é a “massa”?

A massa é um paradigma social criado pelo narcisismo humano. Quanto mais narcisista, maior o medo da “massa”. Nosso amor próprio não aceita a idéia de que não somos únicos e, nessa busca da igualdade da diferença, consumimos sem pensar.

Compro determinado modelo de tênis, que me diferencia das pessoas que vejo na rua, e que ao mesmo tempo me coloca como igual frente ao meu grupo social. Acho natural que as pessoas queiram pertencer, mas será essa a única forma de se conseguir a aceitação? Obviamente não. Mas é a mais fácil.

Será que esse grupo que você gosta tanto, e que te olha torto por não usar relógio, tem qualidades que valem todo esse esforço? Reflita sobre os objetos que você compra e como eles te ajudam nas interações sociais. Você precisa mesmo desse colar?

Pense bem: Você anda consumindo mais signos ou objetos?

Se você fica na primeira opção: “é que narciso acha feio aquilo que não é espelho”.

Segue um cartoon que faz uma boa reflexão sobre o assunto. Se você sacar a idéia, deixe um comentário.

Cartoon crítico

Cartoon crítico

Outros posts da série Educação para o consumo sustentável:

Educação para o consumo sustentável – Intensificação do uso

Educação para o consumo sustentável – Obsolescência planejada (Tecnologia)

8 fatos da sustentabilidade empresarial

Ainda escuto pessoas que argumentam que a sustentabilidade vai de encontro com o crescimento econômico e, vejo que esse fato decorre muito mais de uma questão cultural do que racional. A realidade é que sustentabilidade é igual a inteligência.

1. Construções e edificações: A maior parte dos gastos que se tem com uma construção estão ligados à manutenção do prédio ao longo da sua vida útil, e não à construção do prédio em si.

Portanto, se o seu engenheiro/arquiteto estiver realmente preocupado com a economia financeira, ele ira levar em conta os processos como um todo, utilizando tecnologias para economia de água e energia. A aplicação de projetos sustentáveis nasce da análise inteligente dos fatores envolvidos.

2. Matérias primas: Toda matéria prima é renovável, algumas demoram um pouco mais (sic).

Independente do tempo de renovação da matéria prima, o principal investimento dessas empresas deve ser em pesquisa e desenvolvimento (P&D), para aumentar a eficiência, diminuir os impactos, melhorar os processos e, possivelmente, encontrar uma forma alternativa, menos predatória, de atingir o mesmo resultado. Investimento com inteligência leva a mais eficiência e menos custos.

3. Funcionários: Pessoas valorizadas produzem mais e melhor.

Valorizar o funcionário, sua família e a comunidade é um fator importantíssimo para a qualidade do trabalho. A participação, cooperação e integração tem tudo haver com responsabilidade social. Muitas empresas fazem doações para creches e não percebem que os filhos dos próprios funcionários estão em má condição. O empresário que quer aumentar a produtividade da empresa tem a humildade de perguntar o que o funcionário precisa para trabalhar melhor.

4. Fornecedores: Como os fornecedores podem ser escolhidos de forma inteligente para aumentar a sustentabilidade e a lucratividade da empresa?

Além da comunicação básica que se deve ter com fornecedores a respeito dos princípios, ética, valores da sua empresa e também da transparência e proximidade, existe outro fator que não é levado em conta na escolha dos fornecedores. Os grandes fornecedores, que muitas vezes trabalham com propostas financeiramente mais atraentes, devem ser evitados. Procure fornecedores de cooperativas, associações e outros projetos de geração de renda, eles possuem menos escala, mas em sua maioria, podem oferecer um serviço mais personalizado e atender a exigências que fornecedores com maior poder de barganha não fariam. Relações mais personalizadas oferecem serviços de maior qualidade.

5. Ética e meio ambiente: Preocupar-se com a ética e a natureza são fatores valorizados pelas pessoas, tanto funcionários quanto clientes e outros públicos de interesse.

Não é só o mercado que está valorizando atitudes éticas, seus funcionários também prezam pela transparência, pela educação e pelo meio ambiente. Pode não parecer, mas fazer a coleta seletiva na sua empresa fará com que os funcionários valorizem seu trabalho, diminuindo a rotatividade dos empregados. Outras atitudes éticas também fazem o funcionário pensar duas vezes antes de buscar outro emprego, além de contar para os amigos como o ambiente de trabalho da sua empresa é bom.

6. Comunidade: Muitas empresas não se questionam quanto à sua relação com a vizinhança pois não vêem lucratividade nessa ação.

Nenhum empresário investe em ações sem planejamento e monitoramento. Por que seria diferente em ações sociais? Infelizmente, os investimentos sociais ainda são à curto prazo, o que não permite um retorno da comunidade ao investidor, que poderia vir em forma de mão de obra qualificada, melhoria da imagem ou até maior segurança para os funcionários. É sempre importante perguntar as necessidades da comunidade, planejar e monitorar a ação.

Akatu vai ajudar em definições para ‘.eco’

Fonte: Valor Econômico

O Instituto Akatu, entidade brasileira ligada à educação do consumo sustentável, uniu-se a onze empresas internacionais para propor à Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (Icann) o uso e a administração do domínio de internet “.eco”.

Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu, diz que a entidade, que atua há dez anos no Brasil, foi procurada pela consultoria americana Big Room, que lidera o processo, para fazer parte de um conselho internacional. Integram o grupo que propõe o novo domínio organizações como World Watch, Green Cross, Conservation International, e o próprio Akatu.

O grupo, liderado pela Big Room, formará um conselho para administrar o domínio. “A ideia é garantir a qualidade dos candidatos que querem ter o ‘.eco’ em seu endereço na internet”, explica Mattar. Caberá ao conselho definir critérios para companhias e entidades, numa tentativa de garantir que os interessados no domínio se comprometam com princípios ligados à sustentabilidade ambiental .

Entre esses critérios está a assinatura de um contrato pelo qual as empresas vão se comprometer a autorizar auditorias para comprovar sua adequação às normas de sustentabilidade.

Segundo Mattar, nomes com “.com” e “.org”, devido ao volume e à falta de controle do uso, perderam a credibilidade. “A proposta do ‘.eco’ é ser administrado por um conselho que poderá resguardar esse mercado de empresas não idôneas”, afirma o executivo.

O grupo definirá um conjunto de critérios que vão nortear a conformidade das empresa às normas de sustentabilidade, que crescerá conforme a evolução da responsabilidade ambiental dos proponentes. “Com a garantia da qualidade das empresas que aderirem ao domínio será possível, por exemplo, nortear o consumidor na escolha de produtos”, diz Mattar.

O conselho vai propor que parte da renda adquirida com o pagamento do domínio “.eco” vá para organizações sem fins lucrativos ligadas à sustentabilidade ambiental. O grupo de empresas espera que a Icann defina o novo guia de domínios até março de 2011. (ALM)

Opinião do blog Atitude Eco:

Minha primeira dúvida quando li esse texto se voltou a falta de credibilidade dos nomes “.com” e “.org”, pois no meu humilde entendimento, os domínios de sites tem utilidade na caracterização da condição jurídica do que está sendo representado em determinado site, característica essa que não tem pretensão de definição e qualificação de qualquer que seja o produto, empresa, ou tema abordado. A idéia de se qualificar empresas por meio de critérios de responsabilidade sócio ambiental já tarda e, se faz necessária, já que temos uma quantidade absurda de empresas praticando o greenwashing.

Uma série de instituições buscam formas de se viabilizar essa qualificação por meio de selos, já que quem conseguir emplacar essa marca terá uma condição de imortalidade bem parecida com a do guerreiro Highlander, e é claro que todos querem seu filão de eternidade econômica.

Me questiono ainda: Sites não estão diretamente ligados ao produtos como as embalagens estão. Faço compras mensalmente e nunca entrei nos sites da minha escova de dentes ou do detergente da cozinha. Então como é possívelnortear o consumidordentro de um supermercado com mais de 40 mil itens? É realmente possível que o consumidor faça essa distinção por meio dessa mudança no domínio? Não creio.

Sem contar que a proposta é totalmente bizarra se analisarmos holisticamente a responsabilidade sócio ambiental, visto que blogs e sites com fins educativos e informativos também deveriam integrar esse “selo” .eco, já que colaboram de forma direta e democrática para a cultura e formação da opinião pública. Já pensou o tamanho da cagada? Todo blog/site que oferecer conteúdo informativo deveria, repito DEVERIA, ser .eco.

Sinceramente… Qual a opinião de vocês?

MOSTRA FIESP / CIESP DE RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

Composta por uma Exposição e um Congresso, a Mostra de Responsabilidade Socioambiental tem como objetivo ser uma plataforma de divulgação das práticas de responsabilidade socioambiental realizadas pelos mais diversos setores da sociedade.

Este ano, a ênfase retorna ao pilar do desenvolvimento social, com um tema principal que preocupa as empresas, a sociedade, o Brasil e o mundo: “Desastres climáticos, epidemias, pandemias, drogas e envelhecimento – Ação coordenada para a sustentabilidade global.”

MOSTRA FIESP / CIESP DE RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

MOSTRA FIESP / CIESP DE RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

Responsabilidade Social na Gestão dos Negócios

Fonte: Jaqueline Lasko – 30/06/2010 – Planeta Sustentável

No dia 8 de julho será sediado, em São Paulo, o treinamento Implantação de Políticas de Responsabilidade Social Corporativa e Sustentabilidade na Gestão dos Negócios, que terá por objetivo capacitar diretores, gerentes, supervisores, chefes de planejamento, execução e controle de atividades ligadas a sustentabilidade e profissionais da área de administração geral, educação, saúde, logística, produção, setor público e terceiro setor, em alto nível de sustentabilidade.

Visando identificar processos de gestão existentes na empresa voltados para as práticas sociais, ambientais e econômicas o curso abordará os seguintes temas:
- Responsabilidade Social: os valores da empresa ética e cidadã e a visão estratégica.
- As transformações da sociedade e do mundo.
- Os quatro pilares da transformação.
- Conceito de Responsabilidade Social.
- A inteligência social repercutindo nas atitudes de vanguarda das empresas.
- Consumo consciente.
- Cidadania empresarial e Terceiro Setor: as relações das empresas com as ONGs.
- Conceito de sustentabilidade.
- Planejamento estratégico da Responsabilidade Social e da sustentabilidade.
- Impactos da sustentabilidade na gestão dos negócios.
- Como desenvolver políticas de Responsabilidade Social e sustentabilidade nos negócios.
- Disseminando a nova cultura sustentável internamente, por meio das políticas.
- Gerando o comprometimento com a sustentabilidade e a Responsabilidade Social através das políticas.

Implantação de políticas de Responsabilidade Social Corporativa e Sustentabilidade na Gestão dos Negócios
Data:
08/07, das 9h às 18h
Local: Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – Auditório Fipe
Endereço: Alameda Casa Branca, 35 – 4º andar – Jd. Paulista – São Paulo/SP

Investimento:
Até 06/07 – R$ 290,00 (Assinantes da Revista Filantropia, participantes de outros cursos da Diálogo Social, associados da ADVB e estudantes em geral)
Até 06/07 – R$ 350,00 (Demais profissionais e interessados em geral)
Até 08/07 – R$ 390,00 (Valor para inscrições realizadas dois dias antes ou no dia do treinamento)

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