Atitude Eco – Ativismo e sustentabilidade

Ativismo, mobilização, comunicação e sustentabilidade

Tag Archives: sustentável

Arquitetura sustentável no MAM (considerações)

citação alberto magnaghi arquitetura sustentávelHoje pela manhã eu, a Laila (estimada) e a Laís (atleta) fomos visitar as duas exposições sobre arquitetura sustentável no MAM e passamos pouco mais de duas horas por lá. Ambas são estudantes de arquitetura e sempre me ajudam quando tenho dúvidas sobre o tema.

Logo na entrada havia uma linha do tempo com alguns exemplos de contruções, notícias e citações que marcaram cada época. Foi bem interessante observar como a questão ambiental ganhou corpo ao longo dos anos e como os arquitetos fizeram para fundir o habitacional (social) com o entorno (ambiente).

Começando por Alberto Magnaghi: “É numa cultura da valorização dos recursos do meio por seus habitantes que reside a chave estratégica de um desenvolvimento sustentável, não em algumas próteses técnicas complementares.

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Instituto Ethos lança Plataforma por uma economia inclusiva, verde e responsável

Plataforma por uma economia inclusiva, verde e responsávelO Instituto Ethos lançou esse mês o documento “Plataforma por uma economia inclusiva, verde e responsável“, onde conta com a parceria de seis grandes empresas (Alcoa, CPFL, Natura, Suzano, Vale e Walmart) para a viabilização das ações propostas pela Plataforma. Esse documento tenso sido escrito desde a última Conferência Internacional Ethos e ainda está em aberto para que associados possam fazer criticas e sugestões. Apesar de ser apenas um texto, sem realizações práticas, é um importante passo para que se institucionalize a questão da inclusão e responsabilidade nas empresas. É como uma conduta ética, que todas as empresas devem seguir.

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Seminário Mobilidade e Transportes Sustentáveis – Soluções Inovadoras para a Cidade

Primeiro da série ”Mobilidade e Transportes Sustentáveis – Soluções Inovadoras para a Cidade”, o seminário acontecerá no próximo dia 1 de março, terça-feira, das 9h30 às 12h30, no auditório do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, na Rua Genebra, 25 – Centro.

Este ano, o GT Mobilidade Urbana da Rede Nossa São Paulo quer aprofundar aspectos importantes da mobilidade na cidade. A série pretende discutir o transporte sobre trilhos, sobre rodas, modais não motorizados, pedestres e calçadas, e no final do ano, o Orçamento da cidade e do Estado de São Paulo para as áreas de transportes e mobilidade urbana. Em 2010, numa parceria com a Comissão de Transportes da Câmara, foram promovidos diversos seminários que resultaram em um documento com diretrizes para um “Plano Municipal de Mobilidade e Transportes Sustentáveis”. Deste processo resultou uma emenda ao Orçamento Municipal de 2011 , que destinou R$ 15 milhões para que o poder executivo faça um plano municipal de transportes e mobilidade, como o Plano Diretor da cidade exige.

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Rede Ambiental Global divulga gratuitamente empresas, ONG’s e suas ações envolvidas com o meio ambiente

Formada por diversos organismos a rede disponibiliza iniciativas e projetos que envolvam os mercados e consumidores relacionados ao meio ambiente, sustentabilidade e biodiversidade no mundo todo

made in forestEm fevereiro do ano passado, pelas mãos dos empresários Fábio Biolcati e Martin Mauro, foi disponibilizada na internet a primeira rede ambiental global, a Made in Forest. No mesmo conceito das redes sociais, que tanto têm feito sucesso pelo mundo, a Made in Forest reúne e organiza gratuitamente ONGs /Oscips Ambientais, eco empresas, prestadores de eco serviços, eco turismo, pontos de reciclagem, cursos e treinamentos em eco educação e pessoas focadas nas causas da sustentabilidade e meio-ambiente e tem como objetivo organizar e disponibilizar em um único lugar na internet (www.madeinforest.com) iniciativas, projetos e ações que envolvam o meio ambiente e uma forma de vida mais sustentável.

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Abaixo assinado pela proteção dos polinizadores

Abelha PolinizadoraEm setembro de 2010 fiz um post sobre a Crise alimentar e os polinizadores, texto esse que me tomou mais de dois meses de pesquisa em vários sites e com profissionais da área.

Esse é um assunto que tem ganhado espaço na mídia tradicional e também nos blogs, mas ainda vejo pouco movimento em relação a um assunto tão importante. Quem ler o artigo que escrevi vai entender a gravidade da situação.

Agora saiu na internet, por meio do Avaaz.org, um abaixo assinado que pede o banimento de um tipo específico de agrotóxico nas regiões do EUA e União Européia.

Segue a versão integral do email que recebi:

“Caros amigos,

Silenciosamente, bilhões de abelhas estão morrendo, colocando toda a nossa cadeia alimentar em perigo. Abelhas não fazem apenas mel, elas são uma força de trabalho gigante e humilde, polinizando 90% das plantas que produzimos.

Vários estudos científicos mencionam um tipo de agrotóxico que contribui para o extermínio das abelhas. Em quatro países Europeus que baniram estes produtos, a população de abelhas já está se recuperando. Mas empresas químicas poderosas estão fazendo um lobby pesado para continuar vendendo estes venenos. A única maneira de salvar as abelhas é pressionar os EUA e a União Europeia para eles aderirem à proibição destes produto letais – esta ação é fundamental e terá um efeito dominó no resto do mundo.

Não temos tempo a perder – o debate sobre o que fazer está esquentando. Não se trata apenas de salvar as abelhas, mas de uma questão de sobrevivência. Vamos gerar um zumbido global gigante de apelo à UE e aos EUA para proibir estes produtos letais e salvar as nossas abelhas e os nossos alimentos. Assine a petição de emergência agora, envie-a para todo mundo, nós a entregaremos aos governantes responsáveis:

https://secure.avaaz.org/po/save_the_bees/?vl

As abelhas são vitais para a vida na Terra – a cada ano elas polinizam plantas e plantações com um valor estimado em US$40 bilhões, mais de um terço da produção de alimentos em muitos países. Sem ações imediatas para salvar as abelhas, poderíamos acabar sem frutos, legumes, nozes, óleos e algodão.

Nos últimos anos, temos visto um declínio acentuado e preocupante a nível global das populações de abelhas – algumas espécies de abelhas estão extintas e outras chegaram a 4% da população no passado. Cientistas vêm lutando para obter respostas. Alguns estudos afirmam que o declínio pode ser devido a uma combinação de fatores, incluindo doenças, perda de habitat e utilização de produtos químicos tóxicos. Mas um importante estudo independente recente produziu evidências fortes culpando os agrotóxicos neonicotinóides. A França, Itália, Eslovênia, e até a Alemanha, sede do maior produtor do agrotóxico, a Bayer, baniram alguns destes produtos que matam abelhas. Porém, enquanto isto, a Bayer continua a exportar o seu veneno para o mundo inteiro.

Este debate está esquentando a medida que novos estudos confirmam a dimensão do problema. Se conseguirmos que os governantes europeus e dos EUA assumam medidas, outros países seguirão o exemplo. Não vai ser fácil. Um documento vazado mostra que a Agência de Proteção Ambiental dos EUA já sabia sobre os perigos do agrotóxico, mas os ignorou. O documento diz que o produto da Bayer é “altamente tóxico” e representa um “grande risco para os insetos não-alvo (abelhas)”.

Temos de fazer ouvir as nossas vozes para combater a influência da Bayer sobre governantes e cientistas, tanto nos EUA quanto na UE, onde eles financiam pesquisas e participam de conselhos de políticas agrícolas. Os reais peritos – apicultores e agricultores – querem que estes agrotóxicos letais sejam proibidos, a não ser que hajam evidências sólidas comprovando que eles são seguros. Vamos apoiá-los agora. Assine a petição abaixo e, em seguida, encaminhe este alerta:

https://secure.avaaz.org/po/save_the_bees/?vl

Não podemos mais deixar a nossa cadeia alimentar delicada nas mãos de pesquisas patrocinadas por empresas químicas e os legisladores que eles pagam. Proibir este agrotóxico é um caminho necessário para um mundo mais seguro tanto para nós quanto para as outras espécies com as quais nos preocupamos e que dependem de nós.

Educação para o consumo sustentável – Obsolescência planejada (Tecnologia)

Não se assuste com o título, a realidade é muito mais simples e fácil de entender. A obsolescência planejada nada mais é do que uma estratégia de marketing para manter um consumo contínuo ao longo do tempo, utilizando-se principalmente da moda e tecnologia para fazer com que nós troquemos mais constantemente de produtos.

Nesse post vamos falar de tecnologia. Você conhece vários exemplos e vai se identificar ao longo do texto.

Produto com os dias contados:

A história mais conhecida e certamente citada pela maioria é: “A geladeira da minha avó durou 25 anos, a minha quebro em menos de 10!”

Exatamente. Há algum tempo atrás, as empresas fabricavam os produtos pensando na sua qualidade para o consumidor. Ao longo do tempo, com o “amadurecimento” do marketing, os empresários perceberam que poderiam vender mais se seus produtos durassem menos.

Sim, os produtos realmente são planejados para durar menos. Posso afirmar pois sou formado em marketing, tive aulas desse tema e já questionei diretores de empresas de tecnologia sobre a real necessidade de se utilizar essa estratégia.

Todas as empresas utilizam, umas menos, outras mais. O fato é: Em algum momento seu aparelho terá um probleminha e deverá ser trocado. Não é muito mais barato trocar de celular do que consertar?

A nova versão da versão mais nova:

Também podem fazer você se sentir ultrapassado ou desatualizado. As empresas investem milhões em pesquisa e desenvolvimento e não vão gastar dinheiro a toa. Mesmo que eles tenham uma tecnologia inovadora, ela será guardada até que a empresa consiga extrair o máximo de dinheiro do consumidor. Exemplo: As câmeras fotográficas de 1mp, 2mp, 3mp etc. Pode acreditar: Quando a câmera de 1mp foi lançada, as empresas já tinham a tecnologia para produzir as de 10mp, 15mp. Mas qual seria o lucro se elas disponibilizassem esses produtos diretamente? Dois anos de lucro, talvez. Utilizando a estratégia da obsolescência planejada, eles puderam lucrar com o consumo de um só produto durante 10 anos… Inteligente ou sacana?

Tive uma conversa com o diretor de uma empresa multinacional que me informou, quando questionado sobre a real existência dessa estratégia, que sua empresa tinha produtos que só seriam vendidos no mercado daqui 10, 15 anos. São produtos que já existem, mas só entrarão no mercado quando as outras versões forem compradas e deixadas de lado.

Conclusão:

Não é fácil lidar com essa questão, visto que não há como evitar o consumo de tecnologias que ficarão ultrapassadas em questão de meses. O negócio é só comprar quando realmente há a necessidade: Você já tem uma maquina de 3mp, precisa comprar a de 4mp assim que lançar? Espere mais alguns meses e vá direto para uma câmera que realmente tenha um diferencial tecnológico.

Segue um vídeo legal do projeto Story of  Stuff que fala sobre eletrônicos e obsolescência planejada.

Outros posts da série Educação para o consumo sustentável:

Educação para o consumo sustentável – Intensificação do uso

Educação para o consumo sustentável – Signos ou objetos?

Virada Sustentável mudou de data!

virada sustentávelEm novembro do ano passado postei uma matéria(bem completa) falando sobre a Virada Sustentável, evento similar a Virada Cultural, com a diferença claramente descrita pelo nome, em que a data do evento foi informada pelo próprio site como dias 19 e 20 de março de 2011. Como pode-se observar no site, a data agora mudou para dias 4 e 5 de junho de 2011.

Segundo o blog da Virada, “Atendendo a pedidos de alguns de nossos apoiadores e parceiros, a Virada Sustentável será realizada nos dias 4 e 5 de junho de 2011 (Dia Mundial do Meio Ambiente). É a data definitiva!”.

Portanto, reorganize a sua agenda para esse evento que, segundo o blog, “promete ser, sem exageros, a maior reunião de atrações que tratam dos temas da sustentabilidade (meio ambiente, diversidade, mobilidade urbana, biodiversidade, direitos humanos, ecoeficiência, reciclagem etc) já realizada.”

 

 

Os 10 artigos sustentáveis mais populares do ano

Para fechar o ano de 2010, deixo a relação dos posts que receberam mais visitas. É bem interessante observar que as pessoas buscaram bastante informação sobre dicas caseiras ou atitudes no dia a dia.

  1. Você conhece os símbolos da reciclagem?Símbolos da Reciclagem
  2. Desodorante Caseiro
  3. Lista de deputados que aprovaram o aumento salarial
  4. Repelente caseiro
  5. Dor de garganta? Dicas caseiras
  6. Dia Sem Compras – Buy Nothing Day
  7. Carro ou bicicleta? Bicicarro?
  8. Como funciona o comércio de carbono?
  9. Ações no âmbito empresarial e político para construir uma sociedade responsável social e ambientalmente
  10. Não ao desperdício de alimentos

O Atitude Eco deseja a todos um ótimo final de ano, com muito compartilhamento, afeto e união. Voltamos com o ritmo de postagem na primeira semana de 2011.

Mobilidade – ônibus, metrô ou carro?

Fonte: HSM Online

Conhecido por BRT (Bus Rapid Transit), o sistema de Ônibus de Trânsito Rápido tem ocupado cada vez maior espaço na mídia, sendo citado como um eficiente modelo de transporte coletivo para cidades com população a partir de 500 mil habitantes.
Criado em Curitiba, sob a gestão de Jaime Lerner em 1974, o sistema veio se aprimorando e tem sido replicado em diversas cidades do mundo, como Los Angeles, Nova Iorque, Cleveland, Bogotá, Quito, São Paulo e, brevemente, no Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
O sistema funciona em corredores segregados, com paradas pré-determinadas ou em operação como linha expressa. Livre dos automóveis, o ônibus realiza uma velocidade média de 20 a 25 km/hora, tornando o deslocamento mais eficaz para o usuário e apresentando, inclusive, maior eficiência energética, quando comparado ao transporte realizado por automóvel ou moto, já que desloca mais passageiros utilizando menos combustível (energia).
Outra grande vantagem são os equipamentos modernos que vem sendo aplicados pela indústria automobilística que viabiliza o uso de combustível renovável como etanol, energia elétrica (trólebus), biodiesel (b100 em fase de testes) ou modelos híbridos, que conjugam eletricidade e etanol. E ainda está em fase de testes o ônibus movido a hidrogênio.
Todos eles possuem baixíssima emissão de gases que provocam o efeito estufa e outros poluentes.

Eficácia do Sistema

Quando comparados aos modais VLT – Veículo Leve sobre Trilho e Metrô, demonstra melhores resultados, tanto pelo investimento realizado quanto ao tempo de deslocamento para o usuário ou, ainda, à eficiência energética proporcionada.
Veja o estudo preparado por Jaime Lerner Arquitetos Associados. O cenário das projeções é a cidade de Curitiba.
O quadro abaixo apresenta o tempo necessário para se percorrer uma distancia de 10 km, pelos modais METRÔ, BRT, VLT e o sistema de ônibus convencional.

Tabela MobilidadeNo quadro a seguir são apresentados os custos e prazos de implantação por km entre os diferentes modais.

Tabela MobilidadeEm seguida, uma análise comparativa referente à eficiência energética entre os três modais: ônibus, moto e automóvel.

Tabela Mobilidade“Neste caso, observa-se que as motocicletas poluem 32 vezes mais e consomem cinco vezes mais energia por pessoa transportada do que os ônibus. No caso de automóveis, poluem 17 vezes mais e consomem 13 vezes mais energia por pessoa transportada do que os ônibus” relata o estudo.

Sustentabilidade como premissa

Tendo em vista os eventos Copa de 2014 e Olimpíadas, o governo tem dedicado muita atenção à questão da mobilidade urbana e ao transporte de pessoas destinando por meio da Caixa Econômica Federal e BNDES na provisão de recursos da ordem de 6,5 bilhões de reais, para a construção de sistemas BRT nas principais capitais. Também o BID e o Banco Mundial oferecem linhas de crédito com custos similares.
Algumas cidades-sede já estão se capacitando para acessar estes recursos. É o caso do Rio de Janeiro e Belo Horizonte, Manaus, Recife, Salvador entre outras.
Os projetos que contemplem o desenvolvimento sustentável nas áreas impactadas pela implantação serão, sem dúvida alguma, uma das principais exigências nas licitações.
Entretanto, sem um amplo e bem estruturado programa de gestão que dê forma às políticas de sustentabilidade exigidas nos editais, será inviável a captação destes recursos por parte das prefeituras, empresas ou consórcios interessados.

Laércio Bruno Filho (Diretor de Novos Negócios Socioambientais e Coordenador da Gestão Técnica de Programas de Sustentabilidade Empresarial e de Desenvolvimento Sustentável para Comunidades pela empresa eSense Consultoria em Competitividade e Sustentabilidade Empresarial)

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